Há certas combinações que perduram séculos e por mais que coloquemos razões para desconfiarmos delas, no fundo, no fundo, fica uma dúvida boiando teimosa...será? Tem quem nem cogita discutir a validade, aceita como fato e pronto. Tem quem nem admita que tal possibilidade possa ser levada a sério e passa ao largo sem perturbar-se.Tem pra todos os gostos; aceitar ou não é foro íntimo.
Combinados, tradições, crendices sempre existiram e existirão enquanto o mundo for mundo e no dia que deixar de ser, outros espaços conterão os seus porque, saudade chama história e a história confirma nossas raízes.É irresistível a atração pela história ou estória em qualquer ocasião e se for rodeada de saudade, aí então é que Ela toma todos os espaços e derrama sua seiva fértil não deixando ninguém incólume ao seu carisma.Contamos, ouvimos, vivemos e revivemos causos, fatos, saberes, sabores e neles embarcamos resolutos sem colete salva-vidas.
Quantas saudades narradas nos moveram a remexer em álbuns de fotos antigas ou ainda em ir para a cozinha e tentar acertar aquela iguaria que a rotulou? Saudade chama história assim como a música.Ambas são arautos de mil e uma lembranças.E nesta toada também combinamos pendores e sabores.Um feijão chama arroz.Uma bela "pasta" chama um vinho. Pipoca chama guaraná.Café chama bolo.Chá chama torrada...
Quando em pequena eu ouvia minha avó dizer que um bom caldo pedia um pãozinho. Eu não atinava porque ela usava o verbo pedir ao invés de acompanhar; pura questão de uso regional.O primeiro cabe mais ajeitadinho no jeito familiar de montar um combinado testado e aprovado.Se fosse hoje em dia talvez ela pudesse chamar esta dupla de "combo" ou então de " le formule", esta última seria mais ao gosto dela.Pedir ou chamar, no fim das contas, acabam por selar um combinado esperado e que quando acontecido apura o prazer contido nele.
Entardecer chama música.Dia chuvoso chama aconchego, leitura ou um filme.Calor chama banho de mar ou piscina.Criança chama brincadeira.Amigos reunidos chamam festa.Natureza exuberante chama enlevo.Fotografia chama recordação. Desalento chama tristeza.Nascimento chama alegria...E pra vc, que chamados são imperdíveis?Me conta aí, vai!
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Quantas saudades narradas nos moveram a remexer em álbuns de fotos antigas ou ainda em ir para a cozinha e tentar acertar aquela iguaria que a rotulou? Saudade chama história assim como a música.Ambas são arautos de mil e uma lembranças.E nesta toada também combinamos pendores e sabores.Um feijão chama arroz.Uma bela "pasta" chama um vinho. Pipoca chama guaraná.Café chama bolo.Chá chama torrada...
Quando em pequena eu ouvia minha avó dizer que um bom caldo pedia um pãozinho. Eu não atinava porque ela usava o verbo pedir ao invés de acompanhar; pura questão de uso regional.O primeiro cabe mais ajeitadinho no jeito familiar de montar um combinado testado e aprovado.Se fosse hoje em dia talvez ela pudesse chamar esta dupla de "combo" ou então de " le formule", esta última seria mais ao gosto dela.Pedir ou chamar, no fim das contas, acabam por selar um combinado esperado e que quando acontecido apura o prazer contido nele.
Entardecer chama música.Dia chuvoso chama aconchego, leitura ou um filme.Calor chama banho de mar ou piscina.Criança chama brincadeira.Amigos reunidos chamam festa.Natureza exuberante chama enlevo.Fotografia chama recordação. Desalento chama tristeza.Nascimento chama alegria...E pra vc, que chamados são imperdíveis?Me conta aí, vai!
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Imagem: pinterest( romadali)
