sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Redescobrindo a fé



 Posso declarar, com uma quase certeza, que, medindo as probabilidades em fim do ano passado, jamais teríamos sido imaginativos o suficiente para aventarmos tudo que aconteceu neste ano novo. Novo, sim, em quase tudo ao que nos era normal e familiar. Novo, e não positivo, mas, espantoso ante nossos olhos.

E, como diante de tudo que desabou sobre nossos ombros, conseguimos buscar respostas resilientes frente às adversidades, conseguimos ressignificar atitudes, hábitos arraigados, rotinas bem instaladas, lazeres tão queridos e caras convivências.

Eu , ao menos, descobri também como é difícil alimentar a nossa fé. Falo numa fé robusta, enraizada profundamente nas horas dos dias. A gente acredita que a recitação mecânica de orações sejam exercícios de fé profunda; engana-se quem assim crê.

Claro, que por mais superficial que seja uma prática oracional é sempre melhor que nenhuma, mas, não deve ser considerada como suficiente, como um dever espiritual e desta maneira um ritual vazio. A fé robusta é alicerçada nas pequenas horas de cada dia. É aquela que nos move quando a chave se quebra dentro da fechadura, quando aparece um vazamento no meio da noite, quando um planejamento completo se mostra ineficaz...Aí, testamos nossa fé em sua real existência.

Neste ano, o reencontro feito com a fé se alia a outros mais que fizemos e que nos trouxeram alento e redescobertas nutritivas do espírito. 



sábado, 31 de outubro de 2020

Dó-Ré-Mi a poesia passa aqui


Poetas

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!

( Florbela Espanca)   




Há um grande silêncio que está à escuta...

E a gente se põe a dizer inquietamente qualquer coisa,
qualquer coisa, seja o que for,
desde a corriqueira dúvida sobre se chove ou não chove hoje
até a tua dúvida metafísica, Hamlet!

E, por todo o sempre, enquanto a gente fala, fala, fala
o silêncio escuta... 
e cala.”

(Mário Quintana/ Esconderijos do Tempo)



Original é o poeta
que se origina a si mesmo,
que numa sílaba é seta
noutra pasmo ou cataclismo;
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho às palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
 capaz de escrever um cismo.

Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte
faz devorar um jejum.
Original é o poeta,
que de todos for, só um.

(José Carlos Ary dos Santos/Original é o poeta)

"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." 

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Drops Motivadores


" A vida oferece muitas possibilidades,

até para quem já não acredite mais em nada,

sempre haverá algo novo sob o sol,

um fio de esperança que poderá te levar ao paraíso,

uma nova oportunidade de ser e crescer."  

( Paulo R. Gaefke)



"Motivação é o combustível dos fortes,

daqueles que determinaram a vitória,

seja em que campo for e, não desistem,

mesmo com sol intenso, com o frio que queima,

mesmo diante da montanha mais alta,

porque sabem que basta(é preciso) seguir em frente,

dar sempre um passo adiante para alcançar a vitória." 

( Paulo R. Gaefke)



"Então não desista, sorria! Você é mais forte do que pensa e será mais feliz do que imagina!

( Tati Bernardi)


Dedico aos meus amigos e amigas da blogosfera estes drops motivadores.


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

A infância que me habita


De mão dada com a infância que me habita abri umas poucas lembranças da meninice, tempo de birras  voluntariosas, de alegrias espontâneas, de choros por joelhos ralados e de sono cheio de sonhos.


C'um raio de sol

na palma da mão 

acordei criança,

lembrança vivida.

E, juntas, saímos

à luz matutina

sorrindo pro céu,

pintando as nuvens,

dançando na poça,

cantando pras flores

canção inventada.

Debaixo do azul, 

ouvimos revoadas

das asas felizes,

 hora, libertadas.


Do fundo do baú saltou a foto-registro do meu amuo flagrado pela lente da Leica de meu pai. 



Feitas as pazes, monto em meu velocípede e saio pelo mundo.



Era dia de fotografar! Fomos a passeio pelos arredores. 






E, chegou o carnaval... 


Na pequenina historieta em 4 atos, religa-se o tempo. 



sábado, 3 de outubro de 2020

Vamos falar sobre conforto?




O assunto está em alta, nestes tempos de isolamento. Conseguimos depurar este conceito com dedicação forçada, mas necessária. À medida que os dias passavam, fomos percebendo cada cômodo da casa e seus móveis/utensílios. O que nos parecia bem adequado antes, de repente, virou um trambolho.

Vimos certas aquisições trazidas no ímpeto da compra, como realmente o são, desnecessárias, e descobrimos que alguns pequenos ajustes de uso e local faziam a diferença entre o confortável e o desconfortável.

Fomos apurando ainda mais o olhar e o tato, não só o restrito ao toque das mãos, mas, o que compreende a pele como maior órgão do corpo humano. E, foi aí que estreou como a sensação da temporada, ele, o pijama. Macio, folgado, confortável e de bom caimento composto.

O preferido de nove entre dez usuários(as) satisfeitos. Apareceram portados por todas as idades em fotos e poses nas redes sociais. São floridos, geométricos, estampados como animais, lisos, desenhados, rabiscados, etc.

Já que os tempos de agora incentivam-nos a ficarmos em casa, que estejamos ultra confortáveis de pele e alma.



(a.badose.me/unicorns store)