domingo, 20 de maio de 2018

Amenidades


Amenidades...porque há dias pesados,
porque há fardos seqüentes,
 porque há goteiras,
há frestas correntes.

Amenidades...porque há cansaço,
há choro silente,
porque há busca também
em resilir, renovar,
renascer e viver!



"... Pela lente do amor
sou capaz de entender
os detalhes da alma de alguém.
Pela lente do amor
vejo a flor me dizer
Que ainda posso enxergar mais além..."
( música: Lente do Amor/ Gil) 



Carinhos que recebi nas encomenda feitas para meu mais novo hobby: encadernação artesanal.
Não importa em nada a forma e o tamanho do carinho recebido. Importa, sim, ser ele íntegro em sua natureza original.


Estes dois cadernitos já estão com suas donas.Postei dias atrás no Instagram os detalhes de cada um. Ando bem envolvida com a produção deles. Sempre fui fã de artigos de papelaria e, agora, poder fazer cadernos artesanais caprichados em originalidade e carinho, me traz enorme satisfação. Creio que passo a fazer parte do time seleto das artesãs; espero que com excelência da minha parte.  


Noitinha chega fechando o dia lindo de domingo meio friinho. 
Pra arrematar com laço de fita, um creme de baroa com alho-poró é bem-vindo.



Um bela e proveitosa semana para vcs! 




quarta-feira, 9 de maio de 2018

Ao sabor dos bons ventos



 Tive a sorte , na minha infância, em morar em casa com quintal.Um quintal é o paraíso da criançada e comigo não foi diferente. O cimento  e a grama conviviam margeados pela horta e o pequenino pomar. Pequenino, mesmo, mas sempre carregadinho de sapotis dulcíssimos, goiabas vermelhinhas e tenras e suculentas amoras. Era uma festa nesta época do ano. Eu não dava sossego ao recanto frutífero; já a hortinha só recebia minha visita quando minha mãe me pedia para colher um raminho de hortelã ou outra erva que lá estivesse.
Hoje, vejo, com imensa alegria, meus netinhos repetirem minhas vivências "quintalescas", enchendo a boca de amoras até escorrer o sumo pelos queixinhos arrendondados para logo em seguida, sentados no chão de pernas cruzadas, descascarem com precisão as deliciosas bergamotas/ tangerinas colhidas no pé.  


Todos estes gostosos momentos vivi no fim de semana passado na casa da minha filha, no Sul.
Fomos também pra serra, na linda Gramado, onde os pitorescos atrativos da cidade sempre  me encantam muito.




Coroando o brilho deste final de semana especial, o encontro-relâmpago transbordante de alegria com a queridíssima Chica e a lindeca da Marina, foi a cereja confeitada do meu bolo.

Obrigada, Chica(link) querida pelo carinho extremo em deslocar-se só para me ver.  
AMEI vê-las e abraçá-las!


No poema do encantado Manoel de Barros, desfilam em versos meus desejos...

"Senhor, ajudai-nos a construir nossa casa
com janelas de aurora e árvores no quintal
___ Árvores que na primavera
fiquem cobertas de flores
E ao crepúsculo fiquem cinzentas como 
a roupa dos pescadores."


(Im: revista casa e jardim.)




terça-feira, 1 de maio de 2018

Nos versos da canção habitam meus desejos



Para abrir Maio:
Uma canção
rogativa
que toque
em alto e
bom som
todos os desejos
louvados
em ardente oração.


Ai, quem me dera!
( Vinicíus de Morais)


"Ai, quem me dera terminasse a espera;
Retornasse o canto simples e sem fim
E ouvindo o canto, se chorasse tanto
Que do mundo, o pranto se estancasse enfim.


" Ai, quem me dera ver morrer a fera
Ver nascer o anjo, ver brotar a flor.
Ai, quem me dera uma manhã feliz.
Ai, quem me dera uma estação de amor. 


Ah, se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem casais. 


Ai, quem me dera o som de madrigais.
Ver todo mundo para sempre afim
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim. 


Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E, finda a espera ouvir na primavera
Alguém chamar por mim!"


Ai, quem me dera...

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Eu celebro tua vida



(ag. fósforo)


Abrindo a manhã, recebi pelo zap, um pequeno texto falando de abraços, especialmente abraço de filho(a), que me emocionou. Bem descrito, bem, exemplificado, bem oportuno. Abraço, gesto único, indistintamente acolhedor que envolve e acarinha ao mesmo instante, fala sem emitir sons, promete e confirma, declara o amor sem proferir palavras, mas as grava indelevelmente no espaço entre os braços. 
Hoje, sinto a falta deste abraço físico na minha filhota aniversariante que mora lá longe, nas terras do norte. É verdade que nos falamos quase todos os dias, mas, ainda não é pra mim o suficiente.Estou sendo exigente, confesso, mas tenho salvo-conduto materno, n'est pas!

Pra dona do sorriso mais genuíno que há, replico trecho da letra da canção do compositor Luiz Vieira, que  bem lhe traduz:

" Você é isso: uma beleza imensa
Toda recompensa de um amor sem fim.
Você é isso: uma nuvem calma
no céu de minh'alma; é ternura em mim..."



Amor imenso foi e é teu signo de vida, filha amada. Nele nasceste e nele permaneces imersa e abençoada.
Felicidades constantes te acompanham brindando teus dias. Eu celebro tua vida!             Te Amoooooo!
PARABÉNS!



( ramada no nosso muro)


Transcrevo abaixo o texto recebido.

"Abraço de filho/filha deveria ser receitado por um médico(a).
Há um poder de cura no abraço que ainda desconhecemos.
Abraço cura ódio. Abraço cura ressentimento. Cura cansaço. Cura tristeza. Quando abraçamos soltamos amarras. Perdemos por instantes as coisas que nos têm feito perder a calma, a paz, a alma...
Quando abraçamos baixamos defesas e permitimos que o outro se aproxime do nosso coração. Os braços se abrem e os corações se aconchegam de forma única.E, nada como abraço de filho/filha...
Abraço de " Eu amo você!"
Abraço de "Que bom que você está aqui!"
Abraço de" Ajude-me!"
Abraço de " Urso carinhoso."
Abraço de " Até Breve!"
Abraço de " Saudade!"
Quando abraçamos somos mais do que dois; somos família, somos planos, somos sonhos possíveis. E, abraço de filho/filha, deveria sim, serem receitados por um médico(a), pois, rejuvenesce a alma e o corpo."

( desconheço autoria__ se alguém souber a respeito, por favor me avise para que eu dê os devidos créditos).



sexta-feira, 6 de abril de 2018

Unidades, Dezenas...uni-duni-tê


O som dos repiques soou alto desde que março chegou e agora, já abril, a bateria segue cadenciada nas aulas de matemática e em ritmo constante. Lições, estudos, coleta de dados, sim, porque os pequenos não fazem pesquisa eles coletam dados informativos sobre os temas selecionados,  avançam progressivamente nos dias destes primeiros meses.

Vira-se meu neto mais velho: __ Vó, tenho de saber as tabuadas do 2 até a do 5. Você me toma?
Sentamos num lugar calmo da casa e começamos a cantilena.Lá pelos 2x8, perguntei:
___ Por que o resultado é 16?
Ele me olhou espantado respondendo prontamente: ___ Porque sim, ué!

Me arrepiei até a medula...pááára tudo. Comecei imediatamente a juntar todas as tralhas pequenas da casa e iniciamos as contagens no QVL(quadro valor de lugar) que fiz às pressas em papel pardo.Ele me olhava atento como quem se pergunta" esta é mesmo minha avó?"

Dias depois, me abasteci de uma centena de palitos de picolé e um rolo de barbante pra limitar os conjuntos das unidades. Estava devidamente inaugurada a etapa dos estudos construtivistas da formação numérica aditiva e multiplicativa.Nome pomposo, mas é apenas o estudo concreto das operações, ou seja, o porquê dos resultados obtidos nas mesmas.
Exemplo: 2x8 =  IIIIIIII + IIIIIIII __ duas vezes oito unidades ( somados)=16   ;) 

Assim, todo domingo à tardinha temos nossos joguinhos de tabuada construída concretamente.Este método dará a ele embasamento tarimbado pras construções numéricas de altos valores, como milhares, milhões, etc; só torço, pra que quando ele chegue na vida adulta não encontre mais notícias do tipo: 

"O Brasil produz 250 mil toneladas de lixo/dia.
O Oceano Pacífico tem a maior lixeira do mundo sob suas águas, contabilizando 100 milhões de toneladas de lixo.
O Estado do Rio tem 47 mil crianças em abrigos e muitas delas possuem pais vivos."

Os números nacionais e mundiais nos causam espanto.Lástima!



O quê é, o quê é que está no pote de vidro da foto?