terça-feira, 30 de julho de 2013

Continuando a história - BC comemorativa







Amanda ficou olhando para a tela de seu PC sem entender o porquê alguém escrevera aquilo, com que intuito? Queria poder entender o que faz uma pessoa ser tão amarga e cruel cometer tamanha violência em escrever palavras tão duras e sem coerência. Será que era uma pessoa conhecida ou meramente passara por ali e resolvera descarregar todo seu ódio e dor em uma única pessoa que teve a infelicidade de estar em seu caminho virtual. Pensou ser uma figura feminina pela maneira de escrever talvez estivesse enganada. Ela e seu único amigo que fizera no curso de psicologia ficavam analisando as pessoas em segredo, não profissionalmente e sim por pura diversão. A muito queria deixar o curso por não se adaptar, não era o que sonhara para sua vida, porem o que queria realmente não importava. ter um diploma em mãos seria o maior orgulho para seus tutores. Voltou a se fixar na tela, sempre se distraia quando lembrava no quanto estava infeliz, será que a intenção daquela pessoa cruel era acabar ainda mais com seus dias?
Resolveu...fazer valer o que aprendera até agora e buscou na memória os conceitos que ajudariam a clarear as intenções daquela pessoa destemperada escondida atrás do anonimato virtual.Enquanto ia elaborando hipóteses sobre as causas de tal atitude e o que possivelmente camuflava aquela alma embrutecida que esmagava com suas palavras cruéis qualquer regra de polidez, foi mergulhando mais fundo nas apostilas, revendo resenhas, pesquisando obras da área, relembrando aulas e palestras.Ficou de tal modo intrigada com o acontecido, que no dia seguinte, correu pra contar ao amigo as suspeitas que havia levantado sobre a personalidade do "ogro(a) virtual".Se envolveram num papo tão animado que chamou atenção dum professor deles lanchando ali perto, que interessado, quis saber de toda história e, ao fim do relato deles, declarou que iria levar o assunto pra sala de aula afim de que fosse posto em debate pela turma num júri simulado em fundamentos psicológicos buscando delinear a personalidade do sujeito em questão traçando perfil e solução.Seria mais um trabalho a contar nota no semestre.
Ao ouvir isto, Amanda concluiu que o curso, afinal, não havia sido perda de tempo ou desculpa de obrigação imposta. 
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Esta é minha participão na BC proposta pela Verinha ( eternamenteVV) em comemoração ao aniversário do blog.
Parabéns e vida longa a este seu espaço de gostosas conversas e interações.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um papinho casual / duas tags






Recebi o convite do parceiro Christian Louis dos Escritos Lisérgicos (link),para participar de duas Tags.A primeira se chama-se: 12 livros em 12 meses; confesso que no meu caso deveria haver um cálculo dobrado deste tempo.Nestes últimos 24 meses tenho lido bem menos do que gostaria.Quando não é falta de tempo é falta de forças(rs), pois desejo sempre há, só que muitas das vezes Morpheus (deus do sono) não colabora.


As regras são:
I) Divulgar doze livros em doze meses em seu blog e informar o link.

Irei descaradamente copiar o procedimento do Christian e citar os 12 livros que recomendo, sem porém trazer o link. Aí segue a listagem:


1_ Trem noturno para Lisboa, Pascal Mercier
2_ Rio das Flores, Miguel Souza Tavares
3__ O sorriso etrusco, José Luís Sampedro
4__ Tempo entre costuras, Maria Dueñas
5__ A elegância do ouriço, Muriel Barbery 
6__ A alma encantadora das ruas, João do Rio 
7__ O último vôo do flamingo, Mia Couto 
8__ As memórias do livro, Geraldine Brooks
9__ A ilustre casa de Ramires, Eça de Queirós
10__ A queda dum anjo, Camilo Castelo Branco
11__ A menina que roubava livros, Marcus Zuzak
12__ A casa que amei, Tatiana de Rosnay 


II) Indicar nesse post 12 livros que serão lidos indicando seus favoritos.

Outro ítem que irei burlar a regra( que feio), mas não vou me comprometer sem ter a certeza de que poderei cumprir a promessa.Há até uma pilha aqui na mesa me olhando, só não sei quando começarei a diminuí-la ou mesmo aumentá-la porque basta um livro me chamar a atenção que saio com ele na sacolinha...pago,é claro. Pra não deixar de indicar ao menos um, digo que o 1º da pilha é Um hotel na esquina do tempo, de Jamie Ford.Estou flertando com ele há quase duas semanas e  a nossa relação não evoluiu como eu gostaria(rs).


III) Indicar o maior nº  possível de blogs para participar e avisá-los.

Aí é rebeldia total! Ao invés de indicar irei fazer convite extenso:
___Gente, sintam-se à vontade para aderirem ao movimento!

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Prosseguindo nas etapas, a 2ª Tag convida a :

Completar todas as frases...

1) Sou muito... exigente e cuidadosa
2) Não suporto...arrogância e prepotência
3) Eu nunca... humilhei ninguém 
4) Eu já... enfrentei desafios 
5) Quando criança... lia muito
6) Neste exato momento...estou aqui recuperando 
o fôlego do dia e respondendo as tags
7) Eu morro de medo... por meus entes queridos 
8) Eu sempre gostei de... ler, falar 
em público,músicas, filmes,viajar
9) Se eu pudesse... estaria agora corujando meu neto Felipe 
10) Fico feliz quando... sei que os meus amores também estão
11) Se eu pudesse voltar no tempo...
olharia certas situações com mais tranquilidade 
12) Adoro... doces 
13) Quero muito... ver a vitória da educação 
14) Eu preciso... arrumar mais tempo pras minhas leituras 
15) Não gosto de... injustiças de qualquer natureza. 

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Só nestas oportunidades é que vemos o quanto dizemos de nós e dos nossos gostos e isto nos aproxima mais um pouco por aqui, na blogosfera.
Valeu, Chris! 

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Imagem: flickr




sábado, 27 de julho de 2013

VOVOZAR - BC Comemorativa








Leio as linhas de minha mão como sendo dois "Vs", da palavra vovó; som doce, tom rimado, verso dobrado, eco profundo maior que o mundo.Começo e fim das histórias vividas em total cumplicidade entre duas gerações: avós e netos(as).Para aqueles que me "conhecem" por aqui, sabem da minha feliz história com minha avó materna.Já contei muito sobre ela e a última vez foi na 2ª ciranda interativa:"Carta à uma mulher".Não me canso de falar, lembrar, exaltar a minha avó muito amada, pessoa querida, farol e porto, cara lembrança, doce saudade...

Hoje marcadamente em meus dias de avó, toda,toda,risonha e feliz com cada serzinho idolatrado que veio ao meu colo ocupando todo meu coração,deito e acordo cheia de alegrias. Pensando neles todo instante, nas gracinhas, nas artes, nas manhas, sei que neste momentos estou sorrindo bobamente aonde estiver.Creio que já devo ter sido tachada de boboca pelas pessoas nas ruas que vêem aquela mulher rindo sozinha,mas nem me importo.Poucas delas sabem a felicidade de ser avó/avô.Quem sabe,me entende.Entende que o sorriso vem da alma e alcança o rosto em momentos mágicos refletidos pela lembrança destas criaturinhas especiais que nos fazem sentir mais e melhor a beleza da vida.

Quando tive cada um em meus braços minutos depois de nascidos, eu já estava irremediavelmente entregue aquele pacotinho precioso e, feliz da vida por isto.Tive ali os lampejos de cada um dos pais, naquela mesma cena e agradeci a dádiva que vivi e vivo.Pode ser exagero, mas cada um deles me olhou intensamente e naquele instante eu lhes aconcheguei ao colo dizendo no olhar o quanto os amava.Era eu, era minha avó, era minha mãe, éramos todas nós, mulheres, matrizes, nutrizes revivendo, ressignificando, renovando o ciclo da vida, destas vidas tão amadas, tão amorosamente presenteadas.

A cada fim de semana preparo a casa para recebê-los, com as comidinhas e frutinhas que gostam, com os ninhos de travesseiros para os soninhos da tarde, com os brinquedos que fazemos de sucata,com a contação de histórias, com tudo que possa fazê-los rir soltos e sapecas.Apesar de um deles morar longe e deixar sempre uma grande saudade a cada dia, acompanho suas peraltices pelas fotos e vídeos que minha filha e genro enviam, o que já acalma a Dona Saudade. Quem já "vovoza", sabe do que falo, quem pra lá caminha, constatará que não exagero nem um pouco.






Poderia encher esta página só falando deles, mas vcs não iriam aguentar tanta corujice, mesmo sendo como participação na BC proposta pela Norma.Agradeço a oportunidade do motivo,viu Norma! (rs).


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Um excelente domingo pra vcs!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Assim é como lhe parece ?






O lembrar e o esquecer são parte constituintes da memória humana em qualquer idade.Por vezes lembramos o que gostaríamos de esquecer e esquecemos o que queríamos lembrar, sendo a segunda premissa bem mais frequente que a primeira.Só que nossa mente nos prega mais peças do que percebemos.Com a correria do dia-a-dia a gente liga o piloto automático e toca em frente o hoje já pensando no amanhã e nestas frestas do tempo deixamo-nos envolver em ilusões pré-fabricadas.Nada contra aproveitarmos uns ideais rocambolescos agrinaldados em tules rosáceos e atmosfera encantadora, mantendo porém, a certeza do que representa aquele cenário das histórias altamente açucaradas contra indicadas para diabéticos e para nós também, os bons processadores de açúcar.

Por décadas fomos audiência de modelos desenhados propositalmente como o sonho da vida perfeita, do casamento perfeito, da casa perfeita, dos filhos, dos gostos, dos costumes e outros mais, vindos na esteira feérica da TV nos trópicos; janela escancarada pra massificações de costumes estrangeiros.Claro que uma medida miscigenação é necessária para que aconteça a renovação constante dos grupos sociais e afaste o fantasma do nacionalismo obtuso e perigoso, porém, uma pitada de critério sobre o que vale ou não a pena adotar, cabe bem nesta mistura.

Somos educados por inúmeros agentes, desde o ambiente familiar/escolar ao meio-ambiente próximo e ao distante também.Tudo que nos rodeia nos educa para o bem ou para o mal de nós próprios e da sociedade em que vivemos.Espaços físicos, instituições, cidades, espaços públicos e privados e todas as manifestações artísticas e culturais.Assim, quando inocentemente pensamos que um filme, uma propaganda, um anúncio são meramente artifícios midiáticos, vamos sendo conduzidos subliminarmente por estas mensagens que nos parecem inócuas. Esta é uma das nascentes do consumismo desenfreado; o incentivo enganoso que leva a gastos muitas vezes desnecessários.

Este cenário se estende também a sonhos pessoais por um futuro de vida projetado.Um ideal desenhado externamente, através de imagens montadas em cinemacospe. Quem foi criança nos anos 60 deve se lembrar da série americana" Papai sabe-tudo( Father Know Best)" representando uma família modelo, sonho de toda moçoila e de jovens esposas da época.Longe de ser um malefício, afinal tratava-se da vida cotidiana duma família comum às voltas com seu cotidiano ressaltado pros bons valores e costumes.Eu e a mulherada da família, adorávamos.O que causou descompasso foi a perpetuação na mente das pessoas, em sua maioria mulheres jovens, dum ideal de relacionamento familiar que nem sempre corresponde(u) à realidade, gerando frustrações e por vezes, separações conflituosas.Uso o exemplo desta série apenas como ilustração dos muitos modelos que desde esta época povoaram o imaginário brasileiro convertendo-nos durante décadas em mímicos dum modo de vida o qual nem sempre podia ser alcançado.

Sou fã de comédias românticas de bom gosto e nem tenho porque demonizá-las, mas acho conveniente que sonhemos acordados(as) sim, mas não anestesiados(as).Que nos envolvamos nas histórias rocambolescas, nos contos de fada, nos mitos, nas ficções...vivamos intensamente e bem sonhadoramente estes momentos tendo a cabeça sobre os ombros e os pés a cautelosos centímetros do chão. 

Em estudos feitos por dois psicólogos americanos, Holmes e Johnson, revelou-se entre outros destaques, o problema da perfeição idealizada: 


[...]" enquanto que a maioria de nós sabe que a idéia de um relacionamento perfeito não é realista, alguns de nós somos mais influenciados pelas imagens mostradas na mídia do que nos damos conta[...]" 

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Imagem:filmeslink4au.com(filme:Enquanto você dormia)

terça-feira, 23 de julho de 2013

O monstrinho nosso de cada dia







Os mais antigos da família, viviam repetindo que o travesseiro era bom conselheiro. É, pode ser, mas em adulta as dúvidas me chegaram e foram mudando essa informação.Por que uma preocupação diurna de médio peso se torna uma tonelada à noite?Há muitas abordagens deste fato feitas por especialistas no assunto.O que me chama atenção é a incidência da situação.Por mais que tenhamos compreensão sobre os acontecimentos desagradáveis, nem sempre conseguimos olhá-los com imparcialidade e pior é se nos disserem respeito ou a algum de nossos queridos.Daí, basta a noite cair e o monstrinho vai crescendo, nos acompanhando pela casa, imitando nosso ritual noturno para por fim dividir o travesseiro conosco.Aí é a derrota total da razão!

Frita-se dum lado e de outro, tenta-se jogá-lo pra fora da cama, e nada.Ele resiste, insiste e nos espreme o peito.Oh, céus! O que fazer? Não faltam receitinhas oficiais e amadoras pra espantar o monstro da ansiedade hospedada.Uma amiga minha diz que a dela não falha.Quando já pressente que o dia não vai acabar na noite que virá, ela liga pra vídeo-locadora e encomenda ao atendente um filme bem triste que a faça chorar.Dito e feito.Fica sozinha, põe o filme pra rodar e vive a história completamente deixando as lágrimas rolarem.Diz ela que, ao final da sessão já está bem mais leve.O peito desapertado, a respiração mais solta, a mente mais sossegada, embora não desprovida de toda preocupação, porém mais aliviada e buscando um olhar criterioso sobre os fatos.

Até acredito que seja uma boa dica esta, já que a sabedoria popular tem milenares ensinamentos assertivos.Em séculos passados, a medicina era caseira e tinha suas quotas de acertos e erros.Eu sou a favor de experimentar o melhor dos dois mundos.Não sendo venenoso, o que arde cura o que aperta segura, dizia minha avó.Então, olho vivo no monstrinho da ansiedade e não deixe ele se agigantar e nem ocupar teu travesseiro.Cuide no dia ( se possível) a boa noite que vc merece.

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Encontrei num site (aqui), uma definição simples que me agradou: 


"A pessoa pode se sentir ansiosa a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente ou pode ter ansiedade apenas, às vezes, mas tão intensamente que se sentirá imobilizada.A sensação de ansiedade pode ser tão desconfortável que, para evitá-la as pessoas deixam de fazer coisas simples ( como usar o elevador) por causa do desconforto que sentem[...]"