quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

BC - Meus Heróis/Heroínas da Infância

Com licença concedida pelo fantástico que nos habita, eu digo que a porção diária de fantasia é componente natural do leite que recebemos na infância.Seja ele materno, de outros mamíferos ou vegetal, não importa, o que conta é que o 1ºalimento do corpo deve conter nutrientes sutis que fornecem partículas alimentícias do sonho, da fantasia. A isto junta-se, com sorte, a tradição oral, as cantigas de ninar, as de roda, as histórias, os mitos a que vamos sendo apresentados a medida que crescemos em tamanho e encantamentos.Corpo e alma vão se nutrindo, cada um em sua especificidade e nos tornando crianças saudáveis e saudáveis sonhadores. Crescemos em forma e em fantasia, provando diferentes alimentos, saboreando sonhos dados e criando nossos próprios.



Vivi muitas fantasias na infância/pré- adolescência e, pra ser bem sincera, de vez em quando, ainda hoje me refugio em universos fantásticos para que a minha criança interior se manifeste sempre.Com as boas lembranças daqueles tempos, participo da "Blogagem Coletiva- Meus Heróis/Heroínas da Infância", proposta pela Pandora do blog: elfpandora.blogspot.com(Link) e pelo Alexandre, do blog: doqueeuquero.blogspot.com





Eu era telespectadora fiel dum herói das antigas (claro), que não tinha superpoderes, mas era um bravo defensor do bem e da justiça.Creio que este personagem tenha sido o primeiro herói da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário e seu cão Lobo.A dupla vivia aventuras empolgantes onde o bem sempre vencia o mal.





Uma das primeiras séries estrangeiras que aportaram por aqui, virou febre entre a meninada.Este sim, um super-herói com o poder de voar.Uau!Um super-protetor da Terra contra os malignos invasores do espaço, ele, "National Kid", amigo duma turminha que vivia se metendo em encrenca. Durante os anos que esteve no ar, o seriado alternava duas histórias: a dos Incas Venusianos e a dos Seres Abissais.Cada episódio acabava numa situação de perigo o que assegurava a audiência no dia seguinte;esta fórmula não é invenção da TV brasileira.Mesmo sendo muito reprisada, eu revia, revia e decorava a sequência dos acontecimentos, afinal era assunto certo nas rodinhas do recreio em disputas de quem sabia mais sobre os episódios.
E isto me leva a uma manhã do ano de 1994 onde distraída numa parada de ônibus, olho pro lado e vejo um jovem usando uma camiseta com os dizeres:
"Celacanto Provoca Maremoto".Tive um acesso de riso e quem é do meu tempo sabe o porquê. 
Depois destes, vieram o Superman, a Mulher-Maravilha, Namor, o príncipe submarino, a turma da Marvel...eu só ficava meio decepcionada com a escassez de heroínas superpoderosas e vibrava quando havia alguma. Até no mundo da fantasia as mulheres tiveram de conquistar com garra seu espaço.
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Curti muito este "vale a pena ver de novo", Pandora!
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Imagens:folhinha(suplemento)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rogativa


Numa fração de segundo, a esperança dormitou
e a dor galgou o ocaso, rasgando, ferindo,
cobrindo de cinzas o céu que não amanheceu.
Que nunca mais um dia assim se faça! 
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Imagem:pinterest/reis

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

BC - TOP 10- Meus Cheiros Preferidos


Sabem aquelas férias em Prado, pois então, elas voltam aqui  incluídas nesta 23ª BC promovida pela Patrícia Galis do, cafeentreamigos.blogspot, com o tema: "Meus Cheiros Preferidos - Top 10", porque esta viagem foi uma caixinha de surpresas, umas boas, outras nem tanto. Foram três dias de estrada com paradas programadas no guia 4rodas meses antes.Cortando a Bahia de noroeste para leste percorremos foi chão.Na manhã do 2º dia após tomarmos o café da pousada de Barreiras, recomeçamos o trajeto programado e à tardezinha saímos da estrada federal entrando no município de Amargosa. Percorrido 1km fomos envolvidos por um aroma delicioso de cravo da índia, dezenas de pés duma enorme plantação dum lado e do outro da estrada municipal. Fomos conduzidos até o perímetro urbano por estas ondas aromáticas bem-vindas. Foi como se deslizássemos em brisa perfumada.
Com este perfume encabeço a minha lista dos Top 10 preferidos!

Cravo e laranja. Que dupla.
Limão

                                                 

 Flor de laranjeira.Tradição e romantismo num só aroma.
Cresci na lavanda.Humm!
 Cheiro de terra molhada após uma chuva. 


Canela: sabor e aroma.

Inconfundível amadeirado


Jasmim. 

                                                                                   
        
Hortelã,sabor  refrescante.

Chocolate+ café = Capuccino 
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Adorei fazer esta listinha, Patrícia!Cheiros e sabores dão um toque especial aos dias.
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Imagens: google, pinterest(thekinggreen),minhas.                                                                             

domingo, 20 de janeiro de 2013

Desconhecimentos




Com a enciclopédia virtual de aforismos fundamentados e outros nem tanto, não se pode dizer que não tenhamos uma reserva deles para pronta utilização.Pois eu até tenho, alguns poucos, mas queridos e, também algumas expressões caras.Me descobri uma apreciadora, quase colecionadora delas.Sejam da hora ou antigas, tendo um quê instigante,isto já as torna aptas pra entrarem na minha coletânea. 

Uma das exigências que faço é a de que fluam naturalmente num papo, num texto e, deem ao uso uma coloração bacana, feito o acontecido dias atrás numa conversa descontraída com uma amiga.Papo vai, papo vem na narrativa duma roubada na qual uma conhecida caiu ao reservar uma pousada no interior do estado para uns dias de descanso e, se viu enganada.Havia visto as imagens pela internet, achou-as adequadas e firmou o chek-in."Mal sabia ela" que as imagens não correspondiam à realidade.

Me despedi depois de lamentar o desgosto da conhecida e segui com a expressão antiga na cabeça: mal sabia ela; mesmo em tempos de informações vastas e supersônicas, ainda acontecem situações assim, na qual a gente não toma conhecimento da totalidade do que vê.A expressão é antiga, porém não sumirá tão cedo.Creio isto, por ser ela a descrição dos enganos humanos em quaisquer circunstâncias, quando o que se crê não corresponde à completa realidade, tipo: amiga toda entusiasmada com o novo flerte, fazendo planos, sonhando acordada e mal sabe ela...que o Don Juan se derrama pra todas que passam; conhecido pomposo alardeando as maravilhas do novo possante que comprou e mal sabe ele...que já está sendo veiculado um recall duma peça importantíssima. 

Ninguém está livre de "mal saber de algo" no qual estejamos envolvidos e tratando-se de sentimentos então o trio das palavrinhas ronda por perto.O que não quer dizer que todo relacionamento esteja fadado a desilusão de um dos parceiros, ou que todo negócio contenha fraudes, porém,se fizermos um levantamento pessoal aparecerão muitas ocasiões nas quais mal sabíamos nós que eram estrondosos enganos.Desde tomar um remédio sem saber dos efeitos colaterais a embarcar numa canoa furada; estamos sujeitos a fazer parte do show, torcendo para que saiamos do palco sem tombos feios, como, por sorte, aconteceu comigo e com minha cunhada numas férias em Prado-BA.Chovia há uns cinco dias deixando o ar abafado e sete crianças encapetadas procurando onde gastar tanta energia.Pelas manhãs, o tempo ajudando, íamos à praia de qualquer jeito, mas com chuva forte não dava. O que fazer com as horas restantes dos dias naquela pequena aldeia de pescadores que era Prado nos anos 80.Numa certa tarde decidimos levar as crianças pra passear em Alcobaça, município vizinho. 

Nos informamos na quitanda e soubemos que havia uma estrada municipal ligando os dois municípios, era de terra, mas segundo as informações trafegável.Saímos nós, na tarde seguinte rumo a praia de Alcobaça.Logo após o limite urbano donde estávamos já começava o trecho de terra; terra(?) não, lama, a princípio controlável, mas a medida que fomos atingindo a metade do percurso o caminho era um lamaçal só. Não dirigíamos os carros, éramos conduzidas pela inércia deslizante dos pneus que nos levavam de um lado a outro do caminho feito brinquedo.Quando cruzamos com uma caminhonete que vinha em nossa direção, perguntamos sobre o restante do caminho.O motorista nos tranquilizou dizendo que aquele em que estávamos era o pior trecho e dali pra frente seria mais tranquilo. Mal sabíamos nós que a idéia de tranquilidade para os locais era diferente da nossa.Entre tensão e descontração chegamos com lama  e tudo na vila de Alcobaça e fomos tomar sorvetes, porque ninguém é de ferro.

No entanto, não só de malgrados se faz o dito. Ele pode tratar duma situação bem quista, como ao contar-se que: "eu mal sabia andar e já queria correr", "ele mal soube a escala musical e já compunha modinhas ao violão". Uma aplicação bem mais agradável pra estas três palavrinhas aparentadas, não? O que mal sabemos hoje pode ser o que bem saberemos amanhã.Importa, sim, o que faremos com este conhecimento. 
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Uma linda semana pra vcs!