sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Ah, o mar


" Sempre que fito o mar" 

( Gilka Machado


Sempre que fito o mar

tenho a ilusão de achar-me diante

 de um silêncio profundo,

onde vozes lutassem por gritar

por lhe fugirem do invisível fundo.


Diante do mar, eu fico triste

nessa mudez de quem assiste

reproduções do próprio dissabor;

diante do mar, eu sou um mar,

a outro de apor e a se indeterminar.


O mar é sempre monotonia na calmaria

ou na tempestade.

Fujo de ti, ó mar, que estrondas

porque a tristeza que me invade

tem a continuidade das tuas ondas.


Mas, te amo, ó mar, porque minh'alma

e a tua, são bem iguais;

ambas profundamente sensíveis

e, amplas e espelhantes, pois,

nelas o ambiente atua

apenas superficialmente...
 



sábado, 6 de fevereiro de 2021

Cada canto, um lugar


Em cada casa, um estar,
Em cada cômodo, um fazer,
Em cada canto, um lugar. 

" Arrume a casa todos dias...Mas, arrume um jeito de viver nela."



CASA ARRUMADA

( Carlos Drummond Andrade) 

Casa arrumada é assim: um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Arrume a casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.

 


*Imagens;1_ casaabril/pinterest
2- By/me


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Tempo bem gasto


 Esse tempo que atravessamos nos ensinou a ressignificarmos  as horas. Aprendemos tanto sobre nós mesmos que, por vezes, até nos surpreendemos com o reflexo no espelho, não apenas pela aparência, como também, pela essência. Passamos anos ligados(as) no automático na maioria das horas dos dias que transcorreriam em responsabilidades e compromissos. 

O ano passado nos sacudiu, nos revelou camadas de preferências e agitações que nos habitavam. Nos pôs frente a nós nos ensinando novos passos antigos. 

Refizemos alguns hábitos, não só por gosto, mas por necessidade e buscamos adaptá-los à urgência do momento. Tomando distância para ampliar o foco, vemos que conseguimos uma certa vitória sobre algumas circunstâncias que, embora transformadas, não foram de todo eliminadas; marco de conquista resiliente frente ao cenário. Um VIVA a isso! 


Fazer coisas fora da agenda 
( Augusto Cury)

" Fazer coisas fora da agenda é fazer coisas inesperadas, romper a rotina, quebrar a mesmice. É nutrir sua história com aventura. É ser um caminhante nas trajetórias do próprio ser. É gastar tempo com aquilo que lhe dá lucro emocional e não financeiro. É ter um caso de amor com a vida.
Fazer coisas fora da agenda é o frescor de uma vida excelente. Se você desprezar essa lei psicológica, você se internará num asilo emocional." 


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Meus sinceros agradecimentos



Com brilho no olhos e muito afeto no coração, agradeço a todos(as) vcs que puderam me acompanhar na live de lançamento do meu 1º livro: " O tempo na palma da mão".

Muitíssimo obrigada, gente querida, vcs coroaram de alegrias este momento tão significativo pra mim. 


Sou como sou

(Eu)

Sou forma, sou cor,

sons tinentes, vasto amor. 

Sou brisa, mas, 

também ventania.

Sou choro, sou alegria.

Sou uma e muitas,

sou forte e fraca

canto, lamento,

sou pedra lavrada.

Sou onda batendo, 

vontade rompendo,

palavra lançada.

Sou doce, azeda,

mel e limão.

Sou aroma pairando

em cada emoção.

Sou sonho, sou vida,

 sou riso, céu e chão.

Sou aurora, sou poente,

sou minha própria tradução. 



quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Boa Nova


 
Aí está, gente querida, minha boa nova para aumentar os sorrisos neste ano de 2021.
Faz-se concreta  minha satisfação em publicar meu primeiro livro de contos e prosas.

Como registra o convite virtual, o lançamento será on-line pelo Instagram da editora: @ ediçoescandido, dia 27 de janeiro, ás 20horas.

Nesse feliz acontecimento, espero contar com o carinho e a presença de vcs, amigos e amigas da Blogosfera, para celebrar comigo a realização desse sonho antigo.

Espero por vcs, lá!