sábado, 15 de agosto de 2026

Celebrando a vida






Dou graças à vida pulsante

que em mim perfaz os dias

me alçando voos constantes

 gerando fonte de alegrias. 


Dou graças ao meu corpo-semente,

que fez brotar novas vidas

viçosas, saudáveis e potentes

compondo felizes, meus dias. 


Dou graças por cada risada

 e por cada pranto também,

pois foram caminhos, estrada

para seguir firme e além. 


Dou graças aos ancestrais

que abriram as veredas,

me deram heranças vitais,

mapas de muitas alamedas. 


Dou graças por mais este ano

celebrando minha vida,

meus amores, meus amigos,

minha riqueza bem vivida.



sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Flores por todo lugar


O precioso que há nas pedras brilhantes demonstra que o gerir belezas está em todo lugar.


 Soube que todas as plantas têm suas flores... 

Eu busco flores pelos  reinos naturais.

Ponho olhar apurado, dedico atento constar

aos detalhes que cabem em cada vagar. 


Vejo flores nos novelos que nuvens formam.

Vejo-as, também, em certas marolas do mar.

Acho-as nas entranhas: mistérios da terra

aflorados em pedras de brilho secular.

 


Metrópole 

( Flora Figueiredo) 

Na tarde frágil,

um traço branco e reto

risca o horizonte de topázio.

Passa uma gaivota de concreto. 



Um par de flores azuis

pendeu de um aro de ouro,

adornou o contorno do rosto

alargando o sorriso posto. 



quarta-feira, 15 de julho de 2026

Perto do mar



   Quando o sol em hora meia

acende o vermelho da telha

e faz das paredes brancas

espelho que a tudo cerceia,

tua figura se expande,

enche meus olhos com graça

distante, mas ainda perto

da imponência que abraça. 


Fito -te á luz clara e 

ao fitar-te esquadrinho

 a tua singela silhueta

pairando por sobre o azul

como se ele te fosse ninho. 


Queria eu, poder morar

em teu plácido recanto

soprado nas brisas leves,

contornado pelo mar

bafejado de encantos. 



segunda-feira, 6 de julho de 2026

Largo horizonte




 Do alto se vê melhor,

 Do alto se vê além;

outros horizontes vê-se,

Outros caminhos também. 


Lá, onde águias alcançam

O vasto céu azulado e

Onde o espírito humano

Almeja ser igualado. 


Tempos ali se sucedem

nos dias que vêm e vão:

pedras, musgo, areia,

redesenham o que já são. 


Ali os dias abreviam

a faina dos alvoroços,

sublimam a avidez

apagando os esboços. 


Do alto se vê melhor,

Do alto se vê além,

no presente, no futuro,

a realidade que convém. 



quinta-feira, 25 de junho de 2026

Águas de sempre



Num dia como hoje em que desce do céu uma cortina longa a desfiar suas linhas de água onde o maestro inspirado deixou-se banhar de poesia clara a dançar por entre as gotas da chuva lavadeira viu-se, assim, refletido em versos que a vista alcançava e o talento expandia em música e letra, a obra imortal que nos embala.


Saltitaram cenas naquele dia,

Brotaram atos além da vista,

A vida se fez mais estendida

Ganhando desenhos na poesia. 


 As águas jorraram lacrimosas

E os céus lavaram a terra,

No poema a música mora

fazendo dueto pelas eras. 






"É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho,
É um caco de vidro, é a vida é o sol,
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol,
É peroba do campo, é o nó da madeira,
Caingá candeia, é o matita-pereira..."