Abrindo abril, o escolhido foi Manoel de Barros:
"O olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê.
É preciso transver o mundo!"
Posso evocar as lembranças
Guardadas com todo cuidado,
Posso trazê-las `a baila como
sendo um condão encantado.
Posso me refugiar nelas
sorvendo toda emoção
vivida, sentida, contida,
a um tempo sem marcação.
Posso somá-las, transvê-las,
em palpável recordação
que me permitam vivê-las
em qualquer dimensão.
Posso transver a visão
de uma realidade, mas,
não posso impô-la
pela minha vontade.
Posso e isso é poder,
aumentar as esperanças,
Transvendo além do visto
de possíveis mudanças.
















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