terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Tempo de celebrar



     Cá estamos nessa proximidade  ao tempos das festas do fim do ano, de mais esse ano um tanto estranho, fora dos padrões que gostaríamos. Cá estamos então, e isso é dádiva! 

      Contamos os dias para as celebrações que nos devolvem uma alegria genuína enraizada nas tradições do Natal: tempo de celebrar vida nova! 

  Anoto em minha lista de preparativos: votos de dias mais felizes para todos onde reine a alegria nos lares e nos corações, saúde plena, euforia nos encontros, abraços intensos e risos soltos.  Tenham festejos luminosos, amigas e amigos da blogosfera, contendo todos os ítens da lista de meus desejos. 

Desejo para vcs, um Natal abençoado abrindo um mundo de venturas para o Ano Novo!

"A vida só é possível reinventada!"

(Cecília Meireles)



Gente querida, o blog estará de férias a partir do dia 09/12, e eu também. Nos veremos em janeiro. Até lá! 



quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Território da poesia




  De olhos fechados , imagino o momento

 que cristais do mar combinaram o marulhar. 

Assim foram, de onda em onda arando a areia, 

escavando o lugar. 

No constante empurrar, o chão molhado fez-se largo, 

aumentou o passar. 

Nasceu um território farto e extenso em seu vagar. 

 Foi crescendo, crescendo sem alarde, 

com magia, com cultivos de flores,

 e cantos das sereias do mar. 

Nenúfares brotaram ali. 

Albatrozes as vieram visitar. 

Árvores centenárias pediram ao ventos

sementes sopradas para ali germinar. 

No rodamoinho do tempo muita vida se instalou

 e o espraiado inicial ganhou espaço pulsante

a tudo embelezar. 

Encantamento tamanho atravessou o céu

e lançou convites ao luar.

 Em segundos começaram a chegar,

pessoas inspiradas, poetas e escritores

para ali habitar.



domingo, 28 de novembro de 2021

Um conto contado



Ela era um brotinho tímido semi-pendente na rama menorzinha do caule. As pessoas nem a percebiam. Só tinham olhos pra exibida estufada bem assentada na ponta mais alta da folhagem. Ela não se importava. Tinha certeza que seria muito mais bela que aquela metida lá de cima.

Abriram suas pétalas quase que simultaneamente. A primeira farfalhava à passagem de qualquer brisa mais forte, enquanto ela meio escondida pelas folhas verdinhas ficava protegida das intempéries e da sanha dos predadores.

Foi curta a vida glamorosa da dona do caule. Teve seus dias de brilho, mas, rapidamente perdeu o viço, embaçou as pétalas que amarelavam da ponta para a corola mudando a textura antes sedosa em palha quebradiça.

 Ela viu cada fase acontecida com a primeira e decidiu que com ela seria diferente. Guardaria em si toda força que lhe coubesse para renascer sempre com mais vigor. Como foi capaz de tal proeza? Ninguém nunca soube explicar, mas, era de conhecimento dos frequentadores a presença elegante dela: a magnólia maluquinha, que florescia em todas as estações naquele pequeno jardim. 



sexta-feira, 19 de novembro de 2021

A Chave do Saber

(*)

 Quando o engenho humano criou um objeto capaz de, a um simples giro, abrir ou fechar passagens, alçou mais um degrau do progresso criativo da humanidade. Registros constam que chaves e respectivas fechaduras datam do antigo Egito há mais de 4000 anos, sem provocar nenhum alarde exposto no cinema ou na televisão(rs).

Nas asas da velha oralidade correu de Menphis à Tebas a notícia da engenhoca que dava segurança às casas e seus moradores. Daí, para adentrar nos palácios  com seus tesouros inigualáveis, foi um pulo inovador e histórico.

Correram os séculos e a chave foi sendo aprimorada, adornada, elaborada para uma eficiência cada vez maior em seu uso, contudo, em vias paralelas acontecia surpreendente atribuição ao objeto, que creio eu, não tinha afigurado nos propósitos do inventor: como adjetivo das emoções.

Abriu-se um campo farto nominativo para os escritores, poetas, românticos de todas as épocas a utilizarem uma chave figurativa em suas intenções. A chave abria versos para destrancar corações fechados. Abria portais de mundos mágicos. Abria tramas detetivescas. Abria sonhos, histórias, canções, segredos bem guardados. 

Uma porta que contivesse uma fechadura art-noveau era tida como obra de arte podendo até figurar em exposição, o que seria de agrado de alguns apreciadores; noto, atualmente, serem  poucos os que percebem a importância deste invento, até o dia em que esquecem a chave de casa no escritório ou a chave do carro dentro dele, neste caso só o chaveiro salva a situação. 

A chave é tão milenar quantos as pirâmides e, como elas, continua a causar assombros em todas as idades, sim, pois, desde os primeiros conhecimentos na língua e na linguagem é preciso que cada aprendente descubra a " chave da leitura" para abrir as associações na formação das palavras e adentrar no mundo da leitura e da escrita com propriedade.

Como utensílio ou como aporte artístico, antiga ou moderna, a chave atravessa os primórdios da nossa história avançando os séculos reinventada, mas, essencialmente preservada na  originalidade para a qual foi atribuída:  abrir e fechar passagens.


(*)- pinterest/devianart

sábado, 13 de novembro de 2021

Travessias




 Quando criança, eu não media a importância da mão forte que me segurava ao atravessar a rua. Sentia-me segura, mas não sabia dar nome ao ato corriqueiro incorporado aos hábitos em travessias de ruas. As advertências eram constantes, mas eu nem as achava tão necessárias assim...achava, deixei de achar quando avancei na vida adulta me deparando com as inúmeras travessias impostas pela vida.

Vi, consternada que não tinha mais uma mão forte pra me guiar os passos, uma voz firme a repetir cautelas, um abraço a dar-me ânimo e incentivos. Isto constatado, visto e sabido, mas não apaziguado. Eu estava agora diante da primeira travessia logo após o portal onde se lia: vida adulta. A paisagem era ao mesmo tempo, sedutora e ameaçadora. As sensações retumbavam na mente e no corpo em variados ritmos enérgicos, que me causavam mais medo do que coragem.

Agora não havia mais recuo. Não havia opção de voltar ao tempo de outrora e segurar com força a mão afetuosa que me conduzira até ali. O próximo passo efetivaria que o avanço era inevitável e o curso dos dias transcorreriam de qualquer forma, então, melhor seria que transcorressem desenhados por mim.

Busquei em minhas raízes a história que me moldou. Olhei pro mundo com determinação e respeito. Alinhavei meus passos nos exemplos refletidos pelas boas escolhas vividas e fui avaliando as possibilidades de travessias seguras. 

É a soma dos acertos com a subtração dos erros que ordena as operações na matemática da vida!


quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Muitos ninhos



Achar histórias que levam a outras histórias e vão assim laçando situações coincidentes( ou não) atraídas por nossos interesses, são muito recorrentes.

Venho lá da Verena,bichinhosamados.blogspot, em seu post tocante às fibras de um coração materno vibrando na leitura da crônica belíssima de Rubem Alves; ah, o mestre Rubem, sempre sensível como cordas de um violino.

Pois sim, o tema caiu-me aos olhos, assim que parei em frente à tela vinda da ligação em vídeo triplo com três dos meus grandes amores, meus filhos, que moram em outras cidades. Falação solta, risos descontraídos, causos e circunstâncias compartilhados e acolhidos com amorosidade.

Moram longe, mas vivem dentro, aninhados nesse meu amor infinito. Verdade, que a saudade também mora comigo, mas não espeta dor aguda, queda-se calma e silenciosa confortando-me pela certeza de sabê-los em bem-estar. 

Como eu, tantas outras mães vivenciam essa realidade e aprendem a contornar o vazio com interesses múltiplos, mas sem nunca deixar de trazer os filhos presentes nos momentos de cada dia; é um filme que assistimos e nos lembramos do gosto de um deles, uma roupa na vitrine que, achamos ficaria perfeita na  segunda, um prato saboroso que é do agrado do terceiro...

Pra meu consolo, tenho aqui próximo de mim, o quarto filho com sua família amada, que me nutre de companhia carinhosa. Assim, vamos nós, mães de muitas léguas percorridas e cultivadas na perseverança e empenhadas na felicidade de cada filho(a) que temos.

Sou mãe de quatro filhos(as). Sou feliz!

* Recomendo uma visita ao blog mencionado(link acima). 😍 


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Uma imagem / Um conto - novembro

"Visão do Rio"

Original pintado com a boca por Thomas Kahlau


Continuando a série promovida pela Norma Emiliano, de contos/prosas/poesias, inspiradas nas telas feitas com a boca ou os pés por pintores únicos.
 



Pela caixa de som seguia ritmada a música envolvente, em letra cadenciada, cantava o sonho de muita gente:

" ...Fui a pé a Salvador,

De joelhos ao Redentor,

Pra ver nosso amor abençoado.

Nosso lar se enfeitou

A esperança germinou,

Ah, tem muita flor pra todo lado..." 

Seria um sinal, aquilo que tão profeticamente ouvia? Poderia a música conter uma mensagem que só ela, Rosana, entenderia? Sem duvidar, agarrou-se à probabilidade e correndo programou uma visita ao outro lado da cidade. Subiria o Corcovado, chegaria aos pés do Redentor, conforme dizia a letra da canção e, ofertaria sua fé em intensa oração por seu amor escolhido.

Entregaria ao Cristo Abençoador todas as esperanças em um casamento feliz, onde reinasse a harmonia e o respeito a frutificar a nova família que se iniciaria mês seguinte. 

* (Trecho da música: Tá Perdoado)


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Contato estreito com a natureza



De longe , não sou a pessoa mais indicada para discorrer sobre pesca de qualquer tipo. Nunca pesquei nada em lugar nenhum. Presenciei meu pai , meus tios, em algumas pescarias amadoras muito de vez em quando e sem maiores interesses.

 Foram em passeios de fim de semana com minha garotada que descobri os pesque-pague e pesque-solte( prefiro este último) em trechos demarcados do lago Paranoá. Por vezes curtimos tal programa.

Cresceram , mudamos e a atração ficou esquecida no tempo deles, até que neste  passeio pelo interior do Paraná, revi a prática sendo concorrida por visitantes dos muitos lagos nas propriedade rurais que a  oferecem, mas não só, por lá tem também o colha e pague nos mesmos moldes, abrangendo frutas, hortaliças e legumes cultivados em cada distinto sítio. 

Imaginei a alegria das crianças que tiverem acesso à atividade, o quanto aprenderão sobre os alimentos, seu cultivo, uso e benefícios nutricionais. É uma iniciativa que deveria estender-se por todas as áreas cultivadas nos entornos das cidades.

Com o físico e adepto da pesca fly, Marcelo Gleiser, descobri um pouco sobre as várias nuances filosóficas embrenhadas no contato direto com os oferecimentos da mãe-natureza.

"...Lancei, e em alguns momentos tinha outra truta na mão. Três trutas em três lançamentos, nunca havia visto isso em minha curta experiência com esse tipo de pesca. Mesmo assim, aprendi muito, em particular a respeitar o peixe do outro lado da linha. Peguei três trutas em quinze minutos, mas minha inexperiência fez-me perder a mais especial delas. Só aprendemos com humildade. E estava aprendendo, que era o que importava."

( Trecho-A simples beleza do inesperado-Marcelo Gleiser) 



quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Passeio inesquecível


 Cheguei de um passeio maravilhoso. Fui em excursão à Joinville, Curitiba e municípios vizinhos percorrendo o chamado turismo rural. Trago encantamento nos olhos e n'alma, mas, trago além disso, um sentimento de conforto emocional. Uma sensação palpável de confiança.
Reconheci, cheia de alegria,  a volta da normalidade aos trâmites cotidianos, embora, ainda mantendo precauções individuais, mas, percebendo o avanço das horas costumeiras a cada instante vivido. Isto não tem preço!


Lavandário 



Jardim das hemerocális ( vários espaços lindamente paisagísticos)


Lago no orquidário


Passeio de trem de Morretes à Curitiba ( dentro da mata Atlântica) 


A quantidade de fotos é enorme. A cada visitação coube o seu quinhão. Aos poucos virei mostrando aqui as belezas do sudeste-interior paranaense. 


💖💖💖

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Reconhecimento





 Ao olhar, mais que ver, sentir a pertença àquele lugar, é graça, é completude próxima de um arrebatamento que dispensa explicação. Todo sentimento despertado lampeja em fração de segundos, despeja uma certeza até então desconhecida e traz à vista o quê fala a sensação.

De onde surgiu essa voz que só a mim é audível? Como essa vibração acelerou meu pulso, meu passo distraído, minha intuição? Serão visões do passado? Serão lembranças de alguém? Serão histórias lidas ou não?

Parei de indagar, afinal, de que me serve saber para além do fundamental que me diz pleno de convicção que:

 ___Sim, reconhece-te nesta plaga. Faz-te parte das folhas, das copas, do vento. Vista-se das gramíneas. Banhe-se na luz esmiuçada nos troncos. Abrace a paz estendida em mesa farta e saboreie a grandeza da criação. 

~~~~~~~~~~~


 Canção do Caminho

( Cecília Meireles) 


Por aqui vou sem programa, sem rumo, 

sem nenhum itinerário.

O destino de quem ama é vário,

Como o trajeto do fumo. 


Minha canção vai comigo.

Vai doce.

Tão sereno é seu compasso,

que penso em ti , meu amigo.

Se fosse invés da canção,

Teu braço. 


Ah, mas logo ali adiante,

___Tão perto,

acaba-se a terra bela.

para este pequeno instante,

decerto,

é melhor ir só com ela. 


(Isto são coisas que digo, 

que invento,

Para achar a vida boa...

 A canção que vai comigo

é a forma de esquecimento

do sonho sonhado à toa.)


sábado, 2 de outubro de 2021

Memórias têm sono leve



Foi fácil deixar-me conduzir por teus passos ao ritmo cadenciado ecoando pelo salão belamente decorado para a data. O maestro não comandava somente os músicos, mas também a nós, casais encantados pelas melodias emblemáticas, ali apresentadas.

Foi fácil deslizar pelo salão segura em teus braços em passos marcados por volteios conhecidos guiados aos ritmos dolentes que fazem morada no corpo, que desatam o sorriso dando corda num relógio sem ponteiros. 

Foi fácil acompanhar os compassos de Vansolini, de Vinicius e Tom, de Menescal e Bôscoli e tantos mais mestres de mágicas composições do nosso cancioneiro. Foi fácil e emocionante todas as vezes que pudemos desfrutar destes momentos.

" Hoje, eu rondo a cidade a lhe procurar, sem encontrar..." canta, nesta manhã o afinado artista na pracinha local em meio à feirinha de variedades reinaugurada. Minha alegria instalada embaralhava os sentimentos despertados pela volta da atração antiga e pela música que estava sendo entoada.

Entre surpresa, agradecida e saudosa, eu cantei, dancei sozinha e embalei as boas saudades que moram em mim. Não foi fácil... 


sábado, 25 de setembro de 2021

Acontecimentos



Aconteceu bem ali

por caminhos, veredas

salpicadas no verde maior,

recosto das singelezas

floridas pela ramagem,

 vaidosas entre  folhagens,

donas daquele chão;

longe das apressadas

gentes sem  direção.

Puseram-se a tagarelar

exibindo seus aromas,

atraindo pares de asas

delirantes e afoitas,

embriagadas da magia

da crescente sedução.

Com o riso abafado

deixavam-se sorver

em delírio adocicado.

E por todo lado via-se

faina agitada, alarido

em festivo banquete

pelas iguarias variadas

sorvidas nas floradas.

Tudo assim se deu,

bem ali, aconteceu!

 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Boas vindas à nova estação


 Saber quantas flores cabem num ramo importa bem menos do que apreciar-se a beleza ali contida: a exuberância das cores, a sutileza das formas, a harmonia disposta, o impacto do conjunto. Tudo que ali mora ressalta a distinção de cada flor e também sua integração no ramo coletivo.

Pois eis chegada a primavera! Por aqui, por ali, por acolá muitos ramos se apresentam floridos em saudação à estação que nos chega. 

Por caminhos bem cuidados em floridas publicações temos muitas belezas comemorando a nova estação.


Diadema Floral espalhando poesia e delicadezas enlaçadas em painel caprichado feito pela amiga Rosélia no seu:  flordocampo3.blogspot.com 

Também encontramos curiosidades primaveris coletadas pela amiga Verena, em seu: bichinhos amados.blogspot.com

Outra linda exposição nos traz a amiga Chica, em seu: colorindonossosdias.blogspot.com 

Uma excursão imperdível ofertada pela amiga Lena, em seu: enkantosdalena.blogspot.com

E, para não dizer que fui redundante, convido-lhes a visitarem as lindas fotos outonais da Ailime, em seu: ailime-sinais.blogspot.com


Se fosse continuar garimpando esta lista seria quilométrica, então, paro por aqui   ( desculpando-me com as faltas sentidas) esperando ter-lhes aguçado a curiosidade em visitar estes lindos recantos primaveris.

 

Assim enxergo a Blogosfera!

FELIZ PRIMAVERA PARA VOCÊS! 



terça-feira, 14 de setembro de 2021

Voando pelo sul


 Passo ante passo
na superfície do chão, 
passo suspenso
no vazio, imensidão;
olhos abertos, 
céu e vão,
espaço escalado
por ventos nos verdes,
na pedra edifício
gigante paredão.
Olhos abertos,
calma visão. 



 

Pois então, fui logo ali , fazer um vôo curto. Foi ousado ou como diz o nome da atração: abusado. Gostei! A vista é de tirar o fôlego na Skyglass. Um vale verdejante circundando o rio frenético em suas corredeiras riscando o chão. Beleza de par a par, de cima a baixo, de todo lado, por todo lugar. Um passeio lindo, divertido e ultra agradável em Canela; ainda mais sensacional porque estava com minha família amada. 
Dias de muitas alegrias! 



Chegando no meu cantinho constato que tenho um pc temperamental. Já deu pane há 2 meses, sem que fosse encontrada nenhuma causa grave. Voltou no ritmo normal. Domingo passado fez greve. Não ligava de jeito nenhum. Tentei os truques que me ensinaram e nada. Hoje me rendi. Chamei o técnico pela manhã. Só poderia vir à noite. Fiz há pouco mais uma tentativa e, Shazan... o danado ligou.
Acho que passo por biruta na opinião do técnico,kkkkkkk





quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O dom das palavras


 Ponto de partida e também de chegada: as palavras ditas, 

escritas, lidas, gravadas...

Extensões proferidas ou caladas, 

 são sempre o traço que nos desenha 

os contornos e a essência.

Levam em seu arcabouço 

cada intento significante e significado.


AMOR_ desejo que seja semente perene de flor.

CAFÉ_ desejo que expanda o sabor das boas companhias.

ROSCA_ desejo que dissolva todo amargor acontecido.

BISCOITO_ desejo que reacenda o sabor da infância.

SAÚDE_ desejo que esteja sempre presente nos dias.

CHOCOLATE_ desejo que adoce as horas memoráveis. 

~~~~~~~~~~~~~~~


Enfeitando a tarde de hoje chegou esse presente surpresa agradavelmente carinhoso. O livro da amiga Rosélia( idade-espiritual.com.br).                   Obrigada, querida Rosélia.

Sorridente e agradecida irei passear pelas páginas amorosas aqui contidas. Ao final trarei as fotos-palavras do passeio proporcionado pela leitura. 


Gente bonita, o blog entrará em pausa. Vou ali curtir filha e netos e já volto. Bjssss... 



( pinterest_ Vania Lian)


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Quantos nomes você tem?


 " Maria Madalena dos Anzóis Pereira
Teu beijo tem aroma de botões de laranjeira
Mas a Pretoria não é brincadeira
Maria Madalena dos Anzóis Pereira..." 

Em 1942, o compositor Pedro Caetano estava numa festinha em casa de parentes e uma menina lhe pediu para "fazer" uma música. Embora não gostasse de compor assim, Pedro animou-se ao saber que a garota se chamava Maria Madalena de Assunção Pereira, um nome tão musical que tinha até ritmo de chorinho.

Nomes sonoros já inspiraram poetas e compositores em todo o mundo e, para além dos nomes próprios ainda chovem inspirações vindas de apelidos muitas vezes bizarros. Quando o mote faz nascer peças bonitas, a referência está mais que consagrada.

Nosso cancioneiro é um manancial de belas criações inspiradas em nomes próprios e/ou apelidos mimosos( referindo-me às décadas antes da virada do século). É intrínseco à humanidade nomear-se tudo e todos e até ultrapassar quantidades para uma única pessoa.

Quantos nomes(apelidos) temos? Somos filhas/filhos, netos/netas, sobrinhos/sobrinhas, pais/mães, avós...somos nós na lista de chamada escolar, nos documentos oficiais, no chamamento dos amigos(as), nos apelidos em família, no curriculum, no trabalho, somos nós mesmos que atendemos aos chamados que nos conferem a multiplicidade dos nossos papéis na vida. 

Eu sou Carmen Luiza. Sou também, Carminha. Sou Calu; todas sou eu, a mesma, mas com muitos nomes carinhosos.



segunda-feira, 23 de agosto de 2021

BC_ Meu olhar na pandemia


Celebrar é preciso, mais que nunca, é preciso e, as rodas interativas na blogosfera consagram festivas celebrações.

 PARABÉNS, amiga Rosélia por 12 anos do blog: idade-espiritual.com.br, página promotora de alimentos pra alma.

*********

Quando foi que se dissolveram as horas conhecidas? 

Quando foi que se reviraram nas horas as certezas antigas?

Quando aconteceu o redemoinho que tomou os ares

lugares, sentidos, viveres?

Quando foi que as portas trancaram-se por dentro

assumindo papel de barreira?

Quando foi que os sorrisos ficaram escondidos?

Quando os olhares se entristeceram por igual?

Quando o medo tornou-se companheiro?

Quando o outro virou ameaça?

Quando o desejo foi adiado, isolado, embaçado?

Quando? Está marcado no calendário,

tatuado na pele da memória,

gravado a ferro em brasa...

******


É diante da perplexidade que se constrói uma nova realidade! 


" Escondo o medo e avanço. Devagar. 

Ainda não é o fim. É bom andar mesmo de pernas bambas...

( Thiago de Mello)



quarta-feira, 11 de agosto de 2021

"Coloque floreiras na janela"


 Caminha agosto, às vezes vagarosamente, às vezes aceleradamente, porém, segue agosto trazendo a cada dia suas horas avoantes.


"O mês de agosto tem muito a ensinar. Porque agosto é mês jardineiro, é dentro dele, berço do inverno, que as sementes dormem. Aguardam seu tempo de brotar. Agosto é guardador da boa-nova, preparador de flores. Agosto é quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das mutações. Vamos apreciar agosto, recebê-lo com espanto feliz de quem não desafia ventos. Que ele desarrume e espalhe suas folhas e levante suas poeiras. Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela. Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!"

( Miryan Lucy de Resende)


Li, pela primeira vez o texto acima ao recebê-lo como mensagem enviada pela minha prima querida no dia 15, meu aniversário. Isto foi em 2018 e de lá pra cá vejo-o reaparecer a cada agosto pelas mídias sociais, tornando-se uma legenda configurando o mês e movendo as atenções à sabedoria da mãe-natureza em suas inúmeras significações.

Na bela prosa-poética da autora cabem as nuances acontecidas nos dias de todos os agostos.


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Recordar o que há de bom - 12 anos/Pensando em família


 Hoje é o dia da celebração pelo aniversário do blog da querida Norma Emiliano, que nos convidou para a festa com o tema: Recordar.

Deixo meus Parabéns e votos de vida longa ao Pensando em Família, pouso de tantas reflexões e poemas que nos trazem lindas leituras. 


Recordar é abrir o relicário das saudades que repousadas nas esquinas da memória afetiva aguardam o bimbalar do chamado do coração para voltarem à cena dos bons sentimentos.

Mais que nunca, vejo o quanto as boas lembranças me são nutrição revigorante no correr dos dias e nelas reflito os ecos das horas felizes, como as que passamos no Natal/2019, quando grande parte da minha família e a de meu genro, desfrutou das celebrações da data com enorme alegria. Bem verdade que faltou meu povo do Canadá, mas, mesmo assim, as comemorações ficaram gravadas no sorriso de cada um.


O álbum familiar tem inúmeras páginas a nos renovarem as esperanças de dias iguais àquele e a outros de tempos bem vividos no afeto e na graça de estarmos juntos muitas vezes mais e mais...



Como prévia de momentos agigantados no tempo e nos encontros que logo, logo surgirão, celebramos ontem o domingo dos Pais.

Tenho aprimorado a percepção sobre a importância dos bons momentos e do quanto devemos valorizá-los e aproveitá-los sem adiamentos.

Hoje é o presente!


sábado, 31 de julho de 2021

" O barquinho vai/a tardinha cai"




Vou falar do frio... não; vou destacar os dias azuis intensos, claros e luminosos que têm feito por aqui.
Não fosse o ar gelado( ih, falei...) seriam de uma perfeição magistral.
Me sinto revigorada ao desfrutar dias assim e, entre um click e outro, registrei  na paisagem este barquinho branco contrastando com o cinza do Pão de Açúcar. Linda visão que me lembrou a célebre música da Bossa Nova: "O Barquinho", de Menescal e Bôscoli, gravada por inúmeros cantores(as) daqui e de fora.
Embora minha foto seja pífia de resolução, fechem os olhos e cantem com os experts da boa música mostrada no vídeo abaixo.




História original da composição " O Barquinho"( CBN- Campinas)

Um clássico da MPB  já  regravado por vários artistas  foi  inspirado em uma situação que correu  sério risco de ser a  notícia de uma tragédia, quando um barco ficou a deriva em alto mar durante todo a dia.

O episódio aconteceu  com  Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli  que tiraram o dia para um  passeio  em alto mar  com os amigos e um problema mecânico no barco os deixaram à deriva  e  no final da tarde quando foram rebocados de volta ao porto a inspiração pra compor surgiu.

A  prosaica cena inspirou    Roberto Menescal e Ronado Bôscoli na canção  O barquinho  lançada no inicio de 1960  que se tornaria  um símbolo da Bossa Nova.



segunda-feira, 26 de julho de 2021

" A última carta de amor"

*
Sob efeito da leveza do filme que assisti ontem, me animei a trazer esta dica  aqui na blogosfera.

Sou do time água-com-açúcar declarada. Quero ver bonitezas, levezas e gentilezas, assim mesmo, rimadas de preferência. Como acredito que nossas aspirações são ímãs atrativos, encontrei na netflix um destes exemplares: " A última carta de amor", inspirado no livro da escritora Jojo Moyes. 

Gostei de tudo, do roteiro à ambientação. Uma história do passado que é descoberta no presente; só por isso já me cativou. Adoro estas tramas que o tempo mostra e esconde. Sou fã de carteirinha, afinal, meu livro transcorre nestes trilhos.


Para além de tudo que descrevi acima, cabe destacar meu assombro pelas coadjuvantes cartas de amor. Sabendo que foram traduzidas em legenda e, mesmo assim, conservando uma narrativa expressiva em nossa língua materna. Cada uma delas lida nas cenas, traz tamanha gentileza romântica que só me lembro de ter visto parecida no "Os sofrimentos do jovem Werther"( romance epistolar). 

Nas cartas condutoras da trama, encontram-se declarações de amor profundo carregadas de sublimidade ante a realidade. Enternecedoras!

Fiquei saudosa deste tempo em que se escreviam cartas de amor.


*pinterest/artesdalivia

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Coisas Boas da Vida



    As Boas Coisas da Vida 

( Rubem Braga)

Uma revista mais ou menos frívola pediu a várias pessoas para dizer as " dez coisas que fazem a vida valer a pena", sem pensar demasiado, fiz esta pequena lista:

_ Esbarrar às vezes, com certas comidas da infância, por exemplo: aipim cozido, ainda quente, com melado de cana que vem numa garrafa cuja rolha é um sabugo de milho. O sabugo dará um certo gosto ao melado? Dá: gosto de infância, de tarde na fazenda.

_ Tomar um banho excelente num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pela primeira vez pelas ruas de uma cidade estranha, achando que ali vão acontecer coisas surpreendentes. E acontecem.

_ Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem pra seu lado e, de repente, dar um chute perfeito_ e ser aplaudido pelos serventes de pedreiro.

_ Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.

_ Aquele momento em que você sente que de um grande amor ficou uma grande amizade_ ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor.

_Sentir que você deixou de gostar de uma mulher que, afinal, para você, era apenas aflição de espírito e frustração da carne...

_ Viajar, partir...

_ Voltar...

******* 

 O brilhante Rubem Braga, desfila suas preferências ( pontualmente masculinas) nesta crônica bem-humorada. Pra mim, excetuando o " bate-bola e a aflição de espírito ", todos os demais ítens figuram na minha lista. 

Por propósito, suprimi os dois últimos ítens que fecham a crônica para assim ousar me aliar ao grande escritor assinalando-os na minha lista preferencial.

A saber: 

_ Desfrutar a vida em família, em horas crescentes de risos e afetos.

_ Flanar por lugares novos e antigos sem preocupações tendo apenas a tranquilidade segura na rotina dos dias.




domingo, 11 de julho de 2021

Semana Nova- Fé Renovada








Dia novo. Semana nova. 
Abraço as horas com ânimo renascido na esperança do melhor a acontecer para todas as pessoas. 
Abraço as horas com fé na alegria que existe nas belezas naturais.
Abraço as horas com entusiasmo habitado nos afetos, nos netos, na família, nos amigos(as).
Abraço as horas com sorriso franco e perseverante para a vida que transcorre.
Abraço as horas , que me são dádivas e bênçãos.
Abraço as horas com toda pujança pelas maravilhas que nelas se movem.


Começo cantando. 
Cantem comigo a canção que exalta o bom que há na vida.
Caminhos do Coração- Gonzaguinha 


                                 Há muito tempo que eu saí de casa
Há muito tempo que eu caí na estrada
Há muito tempo que eu estou na vida
Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz
Principalmente por poder voltar
A todos os lugares onde já cheguei
Pois lá deixei um prato de comida
Um abraço amigo, um canto pra dormir e sonhar
E aprendi que se depende sempre
De tanta, muita, diferente gente
Toda pessoa sempre é as marcas
Das lições diárias de outras tantas pessoas
E é tão bonito quando a gente entende
Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá
É tão bonito quando a gente sente
Que nunca está sozinho por mais que pense estar
É tão bonito quando a gente pisa firme
Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos
É tão bonito quando a gente vai à vida
Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração

Feliz semana para todos vcs!

terça-feira, 6 de julho de 2021

A borboleta amarela


(*)

 Não combinamos de antemão, mas íamos cadenciadas como se houvesse uma melodia só audível para nós duas. Eu avançava em passo lento e ela ia à minha frente dando volteios graciosos, hora próximos, hora distantes. Parecia estar comemorando o novíssimo par de asas. Por vezes, achei que ela só se aproximara para dar um gentil cumprimento pela companhia na caminhada e tomaria seu rumo pra longe dali, mas, logo em seguida ela voltava pro meu lado e continuávamos  o passeio. 

Fomos nós duas pela calçada ladeada ao mar, sorvendo a brisa que o dia azul proporcionava, guardando nos olhos as cores e na alma as sutilezas deste encontro fortuito para nós.

Minha delicada companheira prosseguiu comigo até chegarmos a uma rala touceira de pequeninas flores na beira da areia. Ali ela acenou e partiu para novas explorações.

Fiquei presa ao encantamento e às nuances despertas pela boa companhia em sua singular existência fugaz e bela, fato que acendeu em mim a forte conexão com os tempos restritivos; "sou como uma crisálida em  terceiro estágio de preparação, mal contendo a ansiedade de romper o casulo, abrir as asas novinhas e voar..." 


(*( goaway-tumblr)