" Maria Madalena dos Anzóis Pereira
Teu beijo tem aroma de botões de laranjeira
Mas a Pretoria não é brincadeira
Maria Madalena dos Anzóis Pereira..."
Em 1942, o compositor Pedro Caetano estava numa festinha em casa de parentes e uma menina lhe pediu para "fazer" uma música. Embora não gostasse de compor assim, Pedro animou-se ao saber que a garota se chamava Maria Madalena de Assunção Pereira, um nome tão musical que tinha até ritmo de chorinho.
Nomes sonoros já inspiraram poetas e compositores em todo o mundo e, para além dos nomes próprios ainda chovem inspirações vindas de apelidos muitas vezes bizarros. Quando o mote faz nascer peças bonitas, a referência está mais que consagrada.
Nosso cancioneiro é um manancial de belas criações inspiradas em nomes próprios e/ou apelidos mimosos( referindo-me às décadas antes da virada do século). É intrínseco à humanidade nomear-se tudo e todos e até ultrapassar quantidades para uma única pessoa.
Quantos nomes(apelidos) temos? Somos filhas/filhos, netos/netas, sobrinhos/sobrinhas, pais/mães, avós...somos nós na lista de chamada escolar, nos documentos oficiais, no chamamento dos amigos(as), nos apelidos em família, no curriculum, no trabalho, somos nós mesmos que atendemos aos chamados que nos conferem a multiplicidade dos nossos papéis na vida.
Eu sou Carmen Luiza. Sou também, Carminha. Sou Calu; todas sou eu, a mesma, mas com muitos nomes carinhosos.
