Quando o sol em hora meia
acende o vermelho da telha
e faz das paredes brancas
espelho que a tudo cerceia,
tua figura se expande,
enche meus olhos com graça
distante, mas ainda perto
da imponência que abraça.
Fito -te á luz clara e
ao fitar-te esquadrinho
a tua singela silhueta
pairando por sobre o azul
como se ele te fosse ninho.
Queria eu, poder morar
em teu plácido recanto
soprado nas brisas leves,
contornado pelo mar
bafejado de encantos.

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