quinta-feira, 6 de junho de 2019

Redesenhos



Ouvi , dias desses, as queixas de uma boa conhecida. Estava insatisfeita com o resultado do corte de cabelo feito num salão. Dizia não saber o porquê daquele resultado, afinal, era de seu costume cortar sempre o mesmo estilo pelas mãos do profissional de sempre. Intrigante!

Por que , às vezes, o que sempre ocorreu no ritmo desejado, desanda sem explicações? Por que, receitas testadas e aprovadas dão errado quando mais precisávamos que cumprissem o roteiro estabelecido?Por que, rotinas azeitadas começam a ranger e apontar ferrugens inéditas?

Será, por quê nos entregamos inconscientemente aos velhos e desgastados hábitos? Será, por quê nos entregamos à comodidade do já sabido e não buscamos possibilidades de inovações? O novo assusta? Creio que assusta, sim.

 Ao ouvirmos uma nota desafinada em nossa sinfonia costumeira acabamos por perdermos totalmente o ritmo, ao que eu grifo o advérbio: totalmente.
Marco pra retirá-lo da frase e da ação. Perdermos o chão é viável mas, não pode ser interminável. É preciso enfrentarmos nossos medos com clareza e, reconhecermos a força interior que nos habita. 

Reinventarmo-nos é ato restaurador e plenamente necessário. Espanar dos ombros o peso das tristezas e redesenhar os dias concretiza em nós a escolha pela vida bela e plena de alegrias que estão por perto esperando que as reconheçamos em cada situação. 

Deixar que novos gostos, novos interesses e novas formas de agir tenham oportunidade de nos surpreender é libertador.





domingo, 2 de junho de 2019

A cor da felicidade- BC comemorativa

Amar-elo-feliz

III capítulo da festa da Xunandinha- 10 anos do Blog- conversascomxunandinha.blogspot.com 


Em cada incursão que faço por diferentes artesanias procuro trazer nos trabalhos cores alegres e, o amarelo é figurinha fácil nas aplicações.Tenho relações de gosto apurado com o amarelo. Acho-o vibrante, luminoso. Muita gente prefere o vermelho quando quer dar uma animada no vestuário próprio. Eu prefiro o amarelo. Tive um tubinho amarelo-mostarda que foi um xodó enquanto durou. 



 Amarelo-canário( portado pelo dono da cor)

Impossível ser abrangente nas manifestações da cor amarela.Sempre faltarão referências. Sua presença é tão constante nos dias, na natureza, nos espaços que, foge a nossa colheita de exemplos. 



Junho, né ,gente! 
"Taí" o amarelo apetitoso em variadas apresentações imperdíveis.
Adoro os pratos nordestinos, doces e salgados. Modéstia à parte, faço alguns com bom domínio e, meu curau de milho arranca elogios dos convivas. 


Fora da marcação do tempo, me permito voltar nas preferências de menina relembrando minha princesa Disney favorita: Bela em seu modelito-baile. Será que é tarde pra eu vestir um destes? :) 

Encerro lhes desejando uma semaninha vibrante em tons alegres do Amarelo!




Imagens: blog_ casarnaoengorda 
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terça-feira, 28 de maio de 2019

Correção da miopia




Para olhos treinados atrás de lentes possantes , espetáculos não cessam.Entornos,contornos, colinas, baixadas...o que parece escondido, na verdade, está guardado aos olhos rasteiros. Quem se debruça no espelho da superfície das coisas tem a chave de portais mágicos fora das trilhas costumeiras que, de tanto costume, vicia em pouca visão. 
Há quem se contente com a miopia. Há quem se adapte  ter na íris um véu de organza grosseira e, nada veja de diferente na sequência das horas. Há, ( ainda bem) quem busque lentes cristalinas e as carregue altaneiras sobre o nariz, aclarando o par de janelas d'alma com persianas longas e versáteis; tanto deixam enxergar o interior, quanto o exterior.
Há quem não se contente em ver apenas o já visto.



" Contemplar o belo é fazer das pequenas coisas um espetáculo aos nossos olhos[...]"
( Augusto Cury)








domingo, 26 de maio de 2019

Um domingo - duas B. Coletivas -


Sou adepta da claridade. Sou do dia, sem desprezar a noite e suas infinitas belezas. Sou das luzes extensas em tonalidades ondeadas mareando as horas, denotando o deslizar dos ponteiros a cada movimento dos elementos naturais. Gosto de combinar cores, inspirações, sentimentos...
Gosto da química exuberante com qual a mãe-natureza brinda o mundo em cada centímetro de sua presença. Beleza e bom gosto são seus estilos incontestáveis.

Em passeio pela profusão de cores, Xunandinha, do blog:conversascomxunandinha.blogspot, convida em comemoração aos dez anos do seu blog,  revisitarmos as cores em suas infinitas nuances.

Salpico retalhos coloridos das cidades do Rio e de Niterói.




Toques de verde em moldura azul. Dispensa legendas.






Tendo a motivação, faço conexão; cores, temas, inspiração. 



 Caravana:um rumo, muitas esperanças, sonhos geminados.  



Um domingo, duas BCs, duas participações:

_ Xunandinha/10anos de Blog_ https://conversascomxunandinha.blogspot.com/2019/05/aniversario-de-decimo-ano-n2.html   


_ Chica/ sementes_ http://sementesdiarias.blogspot.com/2019/05/vamos-brincar-com-chica-21.html  



quarta-feira, 22 de maio de 2019

As Normalistas




Aquele sábado amanheceu cinzento aumentando o bolor que nasce na sequência dos dias chuvosos e, assim já íamos por cinco consecutivos em torrente cortinas d'água celeste. E o sábado...igual. Bate um desânimo indescritível em sair-se de casa. Tinha um convite de reunião da turma do Normal marcado pra aquela tarde.Boa promessa mas, e a chuva fina e fria daria trégua?
Fui vendo as horas passarem entre estiadas rápidas e descargas pluviais. Vou ou não? Foi aí que, num estalo de lembrança lembrei-me da fala de uma colega professora que repetia categórica em ocasiões do tipo: ___ A gente sai pra trabalhar com chuva fraca e forte, porque, não sairmos pra nos divertir na mesma situação?

Agradeci a oportuna lembrança e me aprontei saindo decidida pro encontro com a turma.
Ainda bem que fui.Há muito tempo não ria tanto. Até cantoria teve. Piadas e gozações de montão. Muitas delícias, sendo a maior de todas a alegria do encontro.  




Saudades postas na mesa em melhores versões de cada acontecimento trazido na bandeja da ingenuidade que vestia nossa juventude.Saudade do que muitas nem lembravam direito e, que outras resgataram vivamente.Saudades dos professores(as) emblemáticos e, dos nem tanto assim; saudades das baguncinhas inocentes, dos hits da época cantados em altos brados no sombreado pátio na hora do recreio.
Naquelas horas o presente é que estava distante e o passado dançava nos sorrisos de cada uma a tocar com sensível vibração as cordas do instrumento chamado coração.
Lá fora, caía a chuva fina e fria! 

" Até junho, meninas!"