segunda-feira, 31 de maio de 2010

Nosso tempo

TEMPO_ fascínio declarado nem sempre entendido.
Este senhor tempo que tudo rege muito passa despercebido pela maioria de nós envoltos nos afazeres diários, tornou-se um bem valioso na atualidade. Referimo-nos a ele desde o amanhecer até o momento de descansarmos das tarefas cotidianas sem atentarmos o quanto sua presença nos governa e escraviza.Tempos modernos,agilidade e eficiência__ tempo é dinheiro__ clichês tão comumente ouvidos no trabalho, na vida, nos grupos que frequentamos.Autômatos concordamos sem refletir o quanto de nossa responsabilidade se insere nesses dizeres, que ao ganharem a voz do povo , se tornam verdades,certo?Errado, errados nós, que permitimos que assim acabe sendo e achemos natural. Não é!
Natural é desfrutarmos desse bem precioso o quanto pudermos ou quisermos.Natural é acordar no seu relógio-biológico privado e sem campainha;é andar pela rua sem pressa aproveitando a paisagem que vê; é cozinhar em fogo baixo deixando desprender os sabores e aromas dos alimentos; é banhar-se com esmero usando de fórmulas deliciosas adocicando toda a pele do corpo e da alma; é caminhar à beira-mar praticando a respiração perfeita, molhando os pés na espuma,ouvindo as ondas quebrando e parando de quando em vez pra olhar, só olhar...Todo bem, muito bom, esse tempo que dispomos mas não aproveitamos como deveríamos.Mas, cá estamos,vivos, e todo dia é sempre um recomeço. Vamos lá, reaprender a ter TEMPO!




quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cada Olhar

Basta olhar.Tão simples,natural parte de nós consecutiva da existência. Esse olhar diário.Mas não profundo,detalhista. Olhar de quem vê e não captura esvazia-se nos segundos vistos.
Quero praticar o olhar. Trazer à retina a presença da vida pulsante que está em mim,em nós, ao redor,no mundo. Resolução matinal que não ficará só na intenção,pois tenho ensaiado alguns passos nessa direção faz algum tempo. E nessa jornada preparei um fundo musical apropriado..."

Tempos Modernos
                                                                                                  Lulu Santos
Eu vejo a vida melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia,
Que insiste em nos rodear.
Eu vejo a vida mais calma e farta, repleta de toda satisfação
Que se tem direito do firmamento ao chão.
Eu quero crer no amor numa boa,
Que isso valha pra qualquer pessoa
que realizar a força que tem uma paixão.
Eu vejo um novo começo de era,
De gente fina elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim do que não,não, não.
Hoje o tempo voa ,amor,
escorre pelas mãos.
Mesmo sem se sentir,
Que não há tempo que volte, amor,
vamos viver tudo o que há pra viver,
                                                                    Vamos nos permitir!!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Acontece na cidade

Vendo o banner da feira_ Rio Patchwork Design, fiquei bastante tentada em visitar o evento. Sou admiradora declarada dessa arte,aliás da maioria das formas de arte.Me intriga a perfeição das imagens geométricas dispostas em cenas e contornos deslumbrantes.È criar poesia concreta em ponto e linha. Cada trabalho é único, como uma pintura em tela, onde se mesclam as cores e as histórias.Sim, as histórias.
Há tempos um diretor de cinema teve a sensibilidade de contar na tela as histórias de cinco mulheres "quilteiras" duma cidadezinha norte-americana.Enquanto iam costurando e criando uma colcha p/ presentear a neta de uma delas que estava noiva,dividiam a mesa de confecção entre risos, desabafos, confidências e maravilhas.Cada quadrilátero da colcha era de responsabilidade de uma das artistas do pano e ao final do trabalho ,com a colcha pronta,destacava-se em cada parte correspondente  uma passagem marcante da vida da confeccionista.
Pura beleza em alma e tecido!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lugares da Memória

No movimento da vida não apenas nós estamos enrodilhados no contínuo turbilhão dos dias/horas, mas o derredor também,o meio, o ambiente, os espaços-mundos,em frenética modificação de suas características conhecidas.Quem , citadina como eu, já não se espantou ao dobrar uma esquina e dar de encontro com uma nova construção aonde era uma residência bucólica daquela rua, marco existencial de uma família?
Quantas avenidas foram abertas em nome do progresso, arrasando prédios históricos da cidade e de nossa própria história?
Nada contra o progresso, muito pelo contrário,só gosto de focar minha memória nos lugares familiares da infância e me deixar transportar( quando é possível) para flashes da meninice vivida nos recantos da cidade velha. Às vezes são perfumes de um jasmineiro sempre carregadinho por sobre um muro baixo que permitia seu espetáculo visual-olfativo nas manhãs apressadas para o colégio,outras vezes, o cheiro do amendoin torrado no açúcar caramelado pelas mãos hábeis do vendedor da banquinha na saída das aulas. E  o cobiçado kibombom das carrocinhas de muitas esquinas do trajeto dos hábitos semanais?Tentações nos passos marcados nas calçadas mal-conservadas,que aliás é uma constatação que não muda com o tempo, mas deveria; enfim como cheiros, sabores e espaços se misturam nas lembranças de pequenas cotidianeidades , mas com que força forjam as prefências de cada um de nós.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cada parte de um todo

Já havia refletido há pouco tempo atrás sobre a enorme importância de cada parte de cada ser em todo universo. Claro, que nem ousei arranhar as descobertas do tema, mas dentro da minha diminuta perspectiva de um jardim, deixei-me levar por elaborações e comparações mais profundas de nós, das coisas do mundo.E, confirmando minhas pequenas observações, constato a cada dia em sua fração de tempo, a imprescindível importância do outro;do outro ser que como eu partilha das minhas dúvidas, dos meus anseios,das minhas buscas, de meus afetos.
Esse outro/outra figura par-amiga,confidente,ombro generoso, mãos dadivosas que sempre está ao alcance de um chamado nosso,de um alô, de um e-mail prontamente respondido e enviado junto com abraços reais transfigurados na dinâmica da web.
Eu tenho a sorte de ter conseguido, sem pretensões outras,tecer no fio que desprendo uma outra ponta que a ele se uniu há dez anos.Entre idas e vindas do tempos , das vidas, a"outra ponta-irmã" que me acolhe, me festeja e ajuda com sua solicitude natural e sempre presente.
Obrigada irmã-tecelã, Emília!