terça-feira, 14 de setembro de 2021

Voando pelo sul


 Passo ante passo
na superfície do chão, 
passo suspenso
no vazio, imensidão;
olhos abertos, 
céu e vão,
espaço escalado
por ventos nos verdes,
na pedra edifício
gigante paredão.
Olhos abertos,
calma visão. 



 

Pois então, fui logo ali , fazer um vôo curto. Foi ousado ou como diz o nome da atração: abusado. Gostei! A vista é de tirar o fôlego na Skyglass. Um vale verdejante circundando o rio frenético em suas corredeiras riscando o chão. Beleza de par a par, de cima a baixo, de todo lado, por todo lugar. Um passeio lindo, divertido e ultra agradável em Canela; ainda mais sensacional porque estava com minha família amada. 
Dias de muitas alegrias! 



Chegando no meu cantinho constato que tenho um pc temperamental. Já deu pane há 2 meses, sem que fosse encontrada nenhuma causa grave. Voltou no ritmo normal. Domingo passado fez greve. Não ligava de jeito nenhum. Tentei os truques que me ensinaram e nada. Hoje me rendi. Chamei o técnico pela manhã. Só poderia vir à noite. Fiz há pouco mais uma tentativa e, Shazan... o danado ligou.
Acho que passo por biruta na opinião do técnico,kkkkkkk





quinta-feira, 2 de setembro de 2021

O dom das palavras


 Ponto de partida e também de chegada: as palavras ditas, 

escritas, lidas, gravadas...

Extensões proferidas ou caladas, 

 são sempre o traço que nos desenha 

os contornos e a essência.

Levam em seu arcabouço 

cada intento significante e significado.


AMOR_ desejo que seja semente perene de flor.

CAFÉ_ desejo que expanda o sabor das boas companhias.

ROSCA_ desejo que dissolva todo amargor acontecido.

BISCOITO_ desejo que reacenda o sabor da infância.

SAÚDE_ desejo que esteja sempre presente nos dias.

CHOCOLATE_ desejo que adoce as horas memoráveis. 

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Enfeitando a tarde de hoje chegou esse presente surpresa agradavelmente carinhoso. O livro da amiga Rosélia( idade-espiritual.com.br).                   Obrigada, querida Rosélia.

Sorridente e agradecida irei passear pelas páginas amorosas aqui contidas. Ao final trarei as fotos-palavras do passeio proporcionado pela leitura. 


Gente bonita, o blog entrará em pausa. Vou ali curtir filha e netos e já volto. Bjssss... 



( pinterest_ Vania Lian)


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Quantos nomes você tem?


 " Maria Madalena dos Anzóis Pereira
Teu beijo tem aroma de botões de laranjeira
Mas a Pretoria não é brincadeira
Maria Madalena dos Anzóis Pereira..." 

Em 1942, o compositor Pedro Caetano estava numa festinha em casa de parentes e uma menina lhe pediu para "fazer" uma música. Embora não gostasse de compor assim, Pedro animou-se ao saber que a garota se chamava Maria Madalena de Assunção Pereira, um nome tão musical que tinha até ritmo de chorinho.

Nomes sonoros já inspiraram poetas e compositores em todo o mundo e, para além dos nomes próprios ainda chovem inspirações vindas de apelidos muitas vezes bizarros. Quando o mote faz nascer peças bonitas, a referência está mais que consagrada.

Nosso cancioneiro é um manancial de belas criações inspiradas em nomes próprios e/ou apelidos mimosos( referindo-me às décadas antes da virada do século). É intrínseco à humanidade nomear-se tudo e todos e até ultrapassar quantidades para uma única pessoa.

Quantos nomes(apelidos) temos? Somos filhas/filhos, netos/netas, sobrinhos/sobrinhas, pais/mães, avós...somos nós na lista de chamada escolar, nos documentos oficiais, no chamamento dos amigos(as), nos apelidos em família, no curriculum, no trabalho, somos nós mesmos que atendemos aos chamados que nos conferem a multiplicidade dos nossos papéis na vida. 

Eu sou Carmen Luiza. Sou também, Carminha. Sou Calu; todas sou eu, a mesma, mas com muitos nomes carinhosos.



segunda-feira, 23 de agosto de 2021

BC_ Meu olhar na pandemia


Celebrar é preciso, mais que nunca, é preciso e, as rodas interativas na blogosfera consagram festivas celebrações.

 PARABÉNS, amiga Rosélia por 12 anos do blog: idade-espiritual.com.br, página promotora de alimentos pra alma.

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Quando foi que se dissolveram as horas conhecidas? 

Quando foi que se reviraram nas horas as certezas antigas?

Quando aconteceu o redemoinho que tomou os ares

lugares, sentidos, viveres?

Quando foi que as portas trancaram-se por dentro

assumindo papel de barreira?

Quando foi que os sorrisos ficaram escondidos?

Quando os olhares se entristeceram por igual?

Quando o medo tornou-se companheiro?

Quando o outro virou ameaça?

Quando o desejo foi adiado, isolado, embaçado?

Quando? Está marcado no calendário,

tatuado na pele da memória,

gravado a ferro em brasa...

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É diante da perplexidade que se constrói uma nova realidade! 


" Escondo o medo e avanço. Devagar. 

Ainda não é o fim. É bom andar mesmo de pernas bambas...

( Thiago de Mello)



quarta-feira, 11 de agosto de 2021

"Coloque floreiras na janela"


 Caminha agosto, às vezes vagarosamente, às vezes aceleradamente, porém, segue agosto trazendo a cada dia suas horas avoantes.


"O mês de agosto tem muito a ensinar. Porque agosto é mês jardineiro, é dentro dele, berço do inverno, que as sementes dormem. Aguardam seu tempo de brotar. Agosto é guardador da boa-nova, preparador de flores. Agosto é quando Deus deixa a natureza traduzir visivelmente o tempo das mutações. Vamos apreciar agosto, recebê-lo com espanto feliz de quem não desafia ventos. Que ele desarrume e espalhe suas folhas e levante suas poeiras. Aceite as esperas, mas coloque floreiras na janela. Só quem vive bem os agostos é merecedor da primavera!"

( Miryan Lucy de Resende)


Li, pela primeira vez o texto acima ao recebê-lo como mensagem enviada pela minha prima querida no dia 15, meu aniversário. Isto foi em 2018 e de lá pra cá vejo-o reaparecer a cada agosto pelas mídias sociais, tornando-se uma legenda configurando o mês e movendo as atenções à sabedoria da mãe-natureza em suas inúmeras significações.

Na bela prosa-poética da autora cabem as nuances acontecidas nos dias de todos os agostos.