( foto by Tica)
Uma das imagens que me chamou atenção na meninice ao assistir pela primeira vez em filme-animado" Um Conto de Natal ou O fantasma do Scrooge" foi a figura fantasmagórica do Espírito do Tempo que detém o poder de viajar através do passado e do presente e ainda visitar o futuro. Um poder que me fascinou e fascina até hoje. A revisitação e, por que não, a possibilidade de redesenhar o passado, a qual não me parece tão absurda assim, abre portas antes trancadas por pesadas chaves. Fantasia em alto grau? Febre da Selva? Será?
Descansando as asas da magia, recosto em almofadas de nuvens fofas e me deixo levar por tais perspectivas nesse alvorecer do novo calendário. Me acompanhe, convido-te.
Se uma readaptação decretada omitiu dez dias do calendário juliano para fazer caber a nova organização gregoriana dos dias e meses do ano solar, que dura em média 365 dias (em média), 5 horas, 49 minutos e 12 segundos com datas em variáveis marcadas, penso que pouco importa as variantes dos ponteiros no dia 31 de dezembro. O que vai sempre constar é o limite estabelecido e aceito de que este é o último dia do Ano e limiar do Novo que se posta bem ali, depois das doze badaladas dos ponteiros suíços( pra caber exatidão).
Então, por que não podemos viajar entre as horas e minutos da nossa própria história e resgatarmos o imutável, mesmo que seja dentro das melhores intenções de quebra de paradigmas, de renovação e aprendizado? Nada que reverbere culpa ou desalento, mas que exalte em nós a capacidade resiliente e motivadora, transcendendo tempo e espaço, redesenhando atitudes, colorindo sonhos, emoldurando lembranças.
Pra cada um que sinta ser possível colocar em novas telas o que de melhor viveu, sinta-se pertencente à tribo dos atemporais, portadores do espírito do Tempo para o antes , o agora e o depois. Força criadora de novas realidades para reforço dos alicerces que baseiam uma sociedade mais justa e solidária.
Sonhemos juntos!











