domingo, 9 de março de 2014

BC - Uma Imagem/140 caracteres - 1ª edição de 2014











 No balanço suave que a brisa provoca, 
os pensamentos são asas coloridas em vôo. 



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Retomada do Projeto: Uma imagem/140 caracteres, agora sob a organização da Silvana Haddad, do blog: meusdevaneiosescritos.blogspot.com. (Aqui)
Seja bem-vinda, Sil.


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sábado, 8 de março de 2014

Essência Feminina









Às avós, mães, filhas, netas, todas elas...


"Por elas;
que se dêem conta de como sua vida é preciosa, de como, apesar de quaisquer imperfeições, elas são exatamente os baluartes, as pedras de toque, as notas fundamentais, os paradigmas necessários[...]" * à constância de toda a Vida. 



À todas nós, 
matrizes, 
nutrizes,
raízes felizes, 
fontes luzentes,
 da criação;
Um AVE, 
ecoado
pelos ares, 
pela terra,
pelos mares,
cadenciado
no ritmo
do coração.


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" As minhas mãos mantém as estrelas,
Seguro a minha alma para que não se quebre
A melodia que vai de flor em flor.
Arranco o mar do mar e ponho-o em mim
E o bater do meu coração sustenta o ritmo das coisas[...]" 

( Sophia de Mello Andressen - As minhas mãos) 




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Um afetuoso abraço à todas vcs, mulheres maravilhosas!




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* Clarissa Estés(trecho)
Imagem: pinterest(hypless)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Apreciando momentos











Por aqui, diz a meteo, que o céu está parcialmente nublado, mas o que vejo são brancos novelinhos  fofos adornando grandes espaços azuis dando-lhes um enfeite a mais nessa manhã da qual sorvo o silêncio à minha volta.Hoje, quando os ânimos momescos diminuem, há uma lenta volta à calma, um lembrete ao corpo e ao espírito de que é preciso extravasar e celebrar, mas que também é preciso pausar, verbo novo de sentido antigo. 

Nesta nossa cultura da agitação, do tempo finito, vivemos sob pressão constante,em ritmo acelerado dentro e fora de casa que nos amarra nas inúmeras pontas marcadas pelo ponteiro dos segundos.De tão ligados no piloto automático nem relativizamos o que é desnecessário e vamos cumprindo tudo no modo programado e com isso acumulando milhas e perdendo horas de sossego simplesmente. Aquele sossego que não precisa de marcação, acontece naturalmente feito fruto polpudo e suculento que pode e deve ser saboreado quando o apetite aparece.

Um pouco só, nada além deste sossego medido a nos oferecer um cadinho de recolhimento, um pensar solto, um nada fazer, um tudo apreciar, um deixar que chova na roupa do varal e assistir ao balé do vento como se estivesse numa sala de espetáculos consagrados.Ficar-se um pouco neste lugar que desenha no mapa dos dias o vale verdejante que separa a pressa barulhenta do sossego silencioso é tratamento de saúde, reeducação alimentar para o corpo e o espírito.A quietude  singular reverbera em pluralidades e a gente viaja sem sair do lugar, mas aprecia cada trecho da paisagem.





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Imagem: tumblr

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ô abre alas, nosso bloco vai passar








A idéia é tentadora, né pessoal? Sombra, água fresca, sol na medida e dolce far niente por quatro dias.Ô(!)coisa boa pra quem vai por em prática esta receita, porque eu já fui convocada 
pro bloco: "Segura neném". Os preparativos estão a pleno vapor e a turma toda animada não pára de ligar para confirmar os últimos acertos.

O mestre de bateria, Miguel, está reunindo todos os instrumentos para o sambar não atravessar.A porta-bandeira Valentina, não desgruda da fantasia nem pra dormir.O ritmista Felipe, toca repique noite adentro sem dar mostras de cansaço. A madrinha do bloco, Aninha, se prepara ensaiando novas coreografias pra não deixar ninguém ficar parado quando o bloco passar. O Rafael e a Giovana vão aos pulinhos na ala das mamães-barrigudas e, na comissão de frente, nós, vovó Came e vovó Leda, fundadoras faceiras desta agremiação.Vai ou não vai contagiar?



Ô skindô, skindô...abre alas que o nosso bloco vai passar! Ainda tem lugar pra quem gosta de brincar.Vem com a gente, vem se esbaldar! :) 








Um feliz carnaval para todos(as) vcs! A gente se vê depois da folia, ok?


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Imagem:blogfleg.tumblr

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"A gente quer viver pleno direito, a gente quer viver todo respeito"










Até dá para imaginar a expressão do artista niteroiense quando pela manhã abriu a porta do seu ateliê e viu o acontecido.Uma invasão.Roubo mesmo.O lugar todo revirado, molduras espalhadas e algumas quebradas, as poucas tintas que sobraram pintavam o chão e todas as telas, terminadas e em criação,borradas, riscadas, danificadas.Os ladrões ( pensa-se que tenham sido mais de um) levaram todos os pincéis, a maioria das tintas, os trabalhos dos alunos, e até o ar condicionado.O local parecia ter sofrido um terremoto.

Ao registrar queixa na delegacia da cidade ouviu do policial atendente que não havia o que fazer, pois as características dos furtos no ateliê são as mesmas de crimes praticados por moradores de rua e se configuram como uma questão social.

Ora, pipocas, todo delito é uma questão social seja ele de que categoria for.Claro que, diante da onda de violência da qual somos reféns, um ocorrido desta natureza onde o furto não provocou perda de vidas humanas torna-se de menor valor, mas não se finda por aí, afinal perderam-se trabalhos artísticos, criações originais que não poderão ser reproduzidas na íntegra.

Divagando sobre o motivo do roubo, posso até dar uma desculpa aos ladrões que estariam movidos pelo interesse em criar arte eles também e, ao não terem acesso aos materiais necessários foram pegá-los na mão grande, só que tal impulso não desculpa os danos, a fúria destruidora que provocaram ao estragarem obras que estavam destinadas a uma exposição agendada.Eles privaram os autores e o público de interagirem por momentos preciosos de contemplação e beleza.Não há justificativa pra isto e muito menos pra esta sanha devastadora rotulada de protesto na qual vemos alguns chamados manifestantes destruindo patrimônios públicos, serviços coletivos e tais.Não entendo isso como manifestação cidadã e sim como traços de barbárie que rasgam o direito civilizado de opinar, de se posicionar social e politicamente, igualando em proporções os descalabros que são motivadores do inconformismo. 

Os feitos artísticos históricos e atuais são testemunhas do sopro divino que bafejou almas inspiradoras a criarem majestosas belezas e assim perpetuarem uma das faces sublimes do ser humano, que não pode perecer frente a um dia de fúria.




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Imagen: pinterest(debrodan)