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domingo, 11 de dezembro de 2011

Rir È o Melhor Remédio_ Ontem, Hoje e Sempre


Vocês conhecem este ditado desde que se entendem por gente e ouviram que: " rir é o melhor remédio", mesmo estando com os joelhos ardendo dos ralados ou o ego doído pelo mico sofrido, há sempre alguém no meio disto tudo a repetir este ditado antigo.Ah, dirão vcs, tal conclusão é fácil pra quem está de fora da situação, mas amarga,dentro dela.
Era assim o pensamento corrente, no tempo dos nossos avós. Hoje sabemos que as pesquisas confirmadas sobre o benéfico efeito do riso comprovam o quanto esta manifestação natural contribui e muito para o bem-estar. Além das comprovações científicas, existem as testemunhais que por décadas aí estão a confirmar a veracidade desta típica sabedoria popular.E, um dos mais reconhecidos resultados vem através da atuação dos Doutores da Alegria, grupos de atores-palhaços que se constituíram a partir da iniciativa de Michael Cristensen em 1986. Daí, nasceu o Clown Care Unit, grupo de artistas especialmente treinado para levar alegria às crianças internadas nos hospitais de Nova Yorque.
A idéia espalhou-se mundo afora e hoje conta com muitas equipes treinadas na arte de levar o riso como remédio às crianças, seus pais, aos profissionais da saúde da instituição visitada e aonde mais for necessário.Visite o site da turma dos Doutores da Alegria e vc será contagiado(a).E,compondo o painel,o texto que se segue nos traz ótimas reflexões.

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O Charme do Bom- Humor
Ana Jácomo

Gente bem-humorada é um charme. Acho lindas as pessoas capazes de fazer o seu riso florescer e de compartilhá-lo nesse tempo do nosso mundo. Um tempo, talvez bem mais do que outros, tão desprovido de amor. Tão empobrecido de virtudes. De atmosfera tão pesada. De perigos já vividos e vários iminentes. Um tempo tão dodói. É claro que não falo do enganoso bom humor que passa pela ofensa. Pelo preconceito. Pela intolerância. Pela humilhação. Falo daquele que soma. Que perfuma. Que torna o cotidiano mais macio.


De certa maneira, conseguir ter algum bom humor num tempo assim é estar na contramão, pois muita gente hoje chega a estranhar manifestações de alegria. É se sujeitar a ser interpretado, muitas vezes, como alienado. Inconseqüente. Bobalhão. Mas, quem consegue, não liga. Ri, em vez de se importar, por poder acessar, vez ou outra, um lugar de leveza que a maioria não encontra mais nem acredita ainda existir. Na linguagem dos arquétipos, os bobos, os que não largaram a mão da sua criança divina, são importantíssimos em qualquer reino.

O riso genuíno é luminoso, mas as sombras, vestidas de inúmeras formas, batem à nossa porta o tempo inteiro para nos convidar a sucumbir. Um pequeno deslize e pronto: lá estamos nós sendo tragados pela areia movediça do medo e da negatividade. Os jornais não noticiam, mas há uma epidemia de desencanto que tem se propagado, numa velocidade inimaginável, no mundo. O contágio é fácil, fácil, a gente sabe, mesmo que não falemos muito a respeito. Bom humor, nos nossos dias, é qualidade rara. Mais do que isso: uma espécie de remédio natural capaz de minimizar os riscos de desenvolver a doença.

Felizes aqueles que ainda conseguem rir e fazer rir, apesar de. A vida deles, como qualquer outra, não é perfeita. Eles, tampouco, são perfeitos. Não são bem-humorados porque têm seus interesses organizados, distribuídos nas prateleiras certinhas. Desconfio que isso não seja possível pra nenhum tipo de gente, nesse tempo nem em qualquer outro. Mantêm o bom humor porque não desaprenderam a dançar ludicamente com a vida e sentem que mesmo que ela pise nos seus pés, de vez em quando, ela dança bem melhor com quem sabe brincar.
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Imagens: laugch/www.doutoresdaalegria.org.br