De mão dada com a infância que me habita abri umas poucas lembranças da meninice, tempo de birras voluntariosas, de alegrias espontâneas, de choros por joelhos ralados e de sono cheio de sonhos.
C'um raio de sol
na palma da mão
acordei criança,
lembrança vivida.
E, juntas, saímos
à luz matutina
sorrindo pro céu,
pintando as nuvens,
dançando na poça,
cantando pras flores
canção inventada.
Debaixo do azul,
ouvimos revoadas
das asas felizes,
hora, libertadas.
Do fundo do baú saltou a foto-registro do meu amuo flagrado pela lente da Leica de meu pai.
Era dia de fotografar! Fomos a passeio pelos arredores.
E, chegou o carnaval...
Na pequenina historieta em 4 atos, religa-se o tempo.