Fazia sol a pino,
e pouco refúgio
à pele delicada,
ardida em silêncio,
vagando alheia,
olhos molhados,
pavor, confusão;
atônita lançada
ao espaço vazio
entre o sim e o não.
Escolhas prementes,
apesar do confronto,
são fôlego, apoio,
cais e mansarda,
lugar de acolhida,
em meio aos ruídos
agudos no coração.
Provisória estadia,
transparece no instante
da fuga urgente que
o sol inclemente
impôs sem aviso
a requerer previsão.
Ali amparada
na vidraça do canto
se pôs escondida;
boa companhia
da tarde de verão.
***