Enquanto estouravam os fogos da procissão marítima pelo dia de São Pedro, nós, as primas, deixávamos fluir a alegria incontida do reencontro depois de muito tempo.Um dia enfeitado por risos soltos e afetos reavivados. Cremos, por isso, que os fogos também assim comemoravam o dia feliz.
E , aqui diante da telinha, me lembrei de um post antigo( mais um no tema) e fui lá atrás, em 2012, recuperá-lo. Uma conversa puxa a outra e as duas se completam.
Já está combinado há tempos imemoriais que um bom papo opera milagres na vida.Quando duas ou mais pessoas se envolvem numa conversa proveitosa, todo mundo sai mais alegre, mais confortado(a).Na fala ocorre o milagre da interação, da empatia e o benefício do encontro de interesses comuns fortalece as amizades, estreita os laços do convívio.
Assim na vida, como nas artes, o encontro aproxima as almas afins.Como estou resgatando o tempo que passei sem assistir filmes fui semana passada na locadora e um deles me chamou a atenção.Depois do maravilhoso " Hotel Marigot", me encantei com esta sensível obra do diretor Jean Becker, em "Minhas tardes com Margueritte/ La Tête en friche", com Gerárd Depardieu e Giséle Casadesus.
A história mostra o encontro de gerações na figura dos personagens centrais e toda riqueza das experiências vividas que brota todas as tardes no parque da cidadezinha do interior da França.A sensibilidade da velha senhora em perceber a alma machucada de seu amigo, faz com que a amizade entre eles vá se fortalecendo cada vez mais através das conversas trocadas.
A esta altura da vida, ele encontra nesta senhora as palavras e ações de apoio e incentivo que lhe foram negadas até então.Um cinquentão e uma senhora de noventa anos reescrevem a história de suas vidas a partir desta amizade.
A esta altura da vida, ele encontra nesta senhora as palavras e ações de apoio e incentivo que lhe foram negadas até então.Um cinquentão e uma senhora de noventa anos reescrevem a história de suas vidas a partir desta amizade.

