Desconfio que pensamentos são imantados e com tal força ligados que se os pendurássemos em um varal teríamos um acervo de bandeirolas de muitas cores, mas de formas bem similares.
Na toada dos ditos populares, ouve-se: tempo vai, tempo vem; tendo entremeado nesse vai-e-vem os pensamentos ali trazidos nos borbotões dos instantes.
Ao buscarmos um rótulo para tudo acabaremos por nos atolarmos em preconceitos do que nomeamos e cairmos na armadilha do círculo virtuoso que de virtude não tem nada, tendo sim crachá aprisionador da ideia/intento/desejo.
Ando novidadeira, ansiando por outros prados, sons amenos, horas calmas, contemplativas. Ando sem andar, mas querendo me mover pelas aquarelas desejadas.
Sonho, mas não só. Penso, mas não retenho o desenrolar do desejo que vai nas asas dos pensamentos.
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