Alumia o plúmbeo azul
o farol que a noite traz.
Estende seus braços
longos e afilados,
lampejos claros
acendendo os caminhos
e as pedras do chão.
Joga sua luz amarelada
para além de onde se vê,
mostra num rasgo fugaz
o que escondido está.
Revela faces incautas
dos que sob seu poder
se deixam alcançar.
Em dança secular
compõe valsa suave,
rodopia nos volteios
manhosos do seu passar.
Pinta novos cenários,
por sobre terras e mares,
presença áurea a reinar.

