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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"O mundo pré-aniversário"

Semana da contagem regressiva pro dia 15 de agosto_ meu aniversário. Como sou festeira,já estou no clima de preparativos para um almoço em família.Escolha do cardápio, compras dos ingredientes, sobremesas e o bolo. Claro que não pode faltar o bolo.Faço questão do "parabéns à você", pura alegria contagiante emanada por corações queridos.
Festejar a vida, nossa vida tão cara,tão prenhe de importância e razão. Vida agraciada pelos dons divinos e realizada pelos dons naturais.Como não agradecê-la?Comemorá-la?
Pois eu, sempre que possível comemoro. Tenho lindas e saudosas fotos de muitos anos de comemorações.Alegria partilhada com a família,com amigos de muitas datas que reavivam a memória afetiva. Dentre muitas, recordo agora a lembrança de meu aniversário de sete anos.Porque fui buscar tão lá atrás a história desse ano? Já explico: em meu aniversário de seis anos não pôde haver comemoração,pois a casa estava em obras gigantescas e não havia como dar-se uma festa. Daí, no ano seguinte a festança foi de arromba e marcando a ocasião, ganhei de minha madrinha-bordadeira um vestido de sonho encantado.
Era azul-céu, com a saia rodada em gomos e totalmente bordado em pequenos miguets de flores de fita de cetim adornadas por ramos de fios de prata.
Qual menina não se sentiria a própria Cinderela num vestido desses?
Foi como me senti e tinha até a "fada-madrinha da história.Um sonho tão marcante que até hoje se faz presente na memória pré-aniversário.
As comemorações foram ganhando outros contornos mais adequados ao tempo e a idade, mas sempre acontecidas com imensa alegria pela vida e pelas dádivas recebidas.
Agradeço a Deus todas as maravilhas!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Sorriso Etrusco

Fui surpreendida por outra data de julho_ o dia dos avós.Como sou estreante na categoria , já me interessei pelo assunto e quase de imediato recordei-me de um livro lido no final do ano passado, e que muito me comoveu.
Trata-se do romance" O Sorriso Etrusco",de José Luis Sampedro.Com uma escrita poética, o autor nos convida a conhecer a vida de Salvatore Rosconne, um  setentão calabrês típico, profundamente atávico à sua história. Rude de modos, mas aristocrático de alma.Guerreiro partigiano da 2ª Guerra Mundial, ferrenho defensor de suas convicções e que se vê arrastado para a grande Milão afim de tratar-se da sua"rusca"; um câncer que  lhe corroe as entranhas_ como diz.
Entre os dissabores do choque cultural e da difícil convivência com o filho e a nora,encontra alento em seu netinho de 13 meses em sua descoberta do mundo. Na alegria dessa convivência vai permeando seus dias entre assombros e dissabores com"... os jeitos modernos e estranhos dessa gente milanesa."
E nesse entremeio de vivências, ele descobre o amor de uma mulher que o faz sorrir novamente devolvendo-lhe a alegria de viver.
È através do olhar de Hortência que Salvatore redescobre a vida, e nos transporta com ele por todos os meandros de uma existência pulsante.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Caminhando

...e na prática desse instinto natural me entrego inteira ás descobertas dos caminhos, sendo novos ou conhecidos,não importa, o prazer é o mesmo. Aquela festiva sensação de que haverá algo de inusitado à cada olhar ,algo de íntimo ou até algo frustrante,mas os caminhos lá estão;abertos à minha passagem, sempre que os quero percorrer.
Nos novos há a excitação infantil da curiosidade regada ao impulso do ver mais, do ver de perto e isso me traz uma alegria tamanha ,pois ao exercitar minha criança interior nessas aventuras quase cinematográficas percebo-me totalmente  viva.
Tiro fotos de tudo que posso,tudo que vejo e na volta ao lar, passeio novamente por aqueles caminhos reorganizando as memórias fotográficas.
Alimento d'alma, os caminhos do mundo me relembram sempre que sou cidadã universal.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

As melhores coisas do mundo


Título sugestivo de novo filme nacional premiado no festival do Recife e que logo,logo, estará nos circuitos de cinema.Trata-se dos ritos de passagem de adolescentes em suas buscas, encontros e desencontros que nos transportam a esse nosso tempo vivido trazendo à memória algumas situações semelhantes ,além do gosto palatado de muitas emoções que pensávamos esquecidas.Assim como os garotos do tema,vivíamos a urgência das coisas,a extrema fatalidade de cada frustração,a inexorável desilusão de amores perdidos.E como eles agora,também não conseguíamos olhar muito além de nossa lateraridade e sofríamos todas as injustiças do mundo e queríamos (em rápidos lampejos )abandoná-lo.
Ainda bem que eram meras bravatas da idade que hoje nos causam riso.Hoje,somente hoje.Pois no agora da maturidade percebemos a enormidade da vida embora não em toda sua completude, ainda que em partes significativas(nossos fractais pessoais). E parecendo seguros de nossas escolhas muitas das vezes,ocultamos na alma aquele/aquela adolescente de outrora cheio de medos, incertezas e perguntas.