A poesia é um ar eternamente respirável.
Venho chamar-te, ó poesia-viva,
Quero ir onde estiveres
lançando-me em teu encalço
buscando-te pelas veredas,
e nas chamas despertadas,
seguir teu lume ardente,
que ilumina mansardas.
Venho chamar-te, ó poesia-viva
para ouvir-te enlevada,
sorver o doce néctar,
que escorre pela pele
por tua mão, tocada.
Venho e te reverencio,
ó fagulha encantada.
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