sábado, 19 de dezembro de 2015

O Numinoso em mim - VI Interação de Natal - Boas Festas e até 2016







Nesta VI Interação de Natal proposta pela Rosélia, do idade-espiritual.com, ressalta nosso olhar mais apurado, nossos sentimentos mais aflorados e nossa percepção do belo que há nas criações de toda natureza.
O Numinoso em Mim, está presente desde meu acordar todas as manhãs até meu adormecer.Alicerço-me nas maravilhas existentes e nas recebidas.Reforço minha consciência de ser parte do Todo Maior e nesta luminosidade me insiro.
Sintetizo em poética letra e música os sentires que agora me faltam em palavras escritas.A canção " Vilarejo" interpretada pela Marisa Monte, retrata um conjunto numinoso.Vejam só!




Vilarejo 
( Marisa Monte)

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraíso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonhos semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Xangri-Lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for.




Desejo a vocês um Feliz e Abençoado Natal, repleto de horas sorridentes e carinhosas!
Boas festas para todos os amigos e amigas da Blogosfera.

Agradeço a companhia preciosa de todos vocês durante o ano que se finda e desejo que o Novo Ano reacenda a Paz e o Bem em cada coração humano.
Obrigada!





**************



Imagens: pinterest/ turisfrance.fr




quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Presentes com alma








Sem negar a máxima de "saber é preciso", nessa era da intensa e frenética informação, faço pausas terapêuticas pra recarregar a alma de amenidades, algum lirismo e doses de nonsense inócuo; placebo admitido no correr destes dias espantosos, alarmantes em alto grau.Sinto-me enormemente afligida com tantos e tão assustadores informes que minh'alma anda encolhida e quase criando penas de avestruz, que num esforço diário arranco com a pinça do restinho de ânimo que encontro enfurnado na última gaveta do coração...consciente.

Foi nesse embalo de saber e abstrair que voltei meu foco para os preparativos do Natal, povoando a mente e o espírito no intento de reunir alegria comemorada em família.Noves fora consumismo exagerado, faço sim, a lista dos presentes encabeçada pelos netos e netas, filhos e filhas, noras, genros e as amigas, num critério balanceado pelo significado da data: lembranças afetivas ou presentes com alma.Achei bonito o termo definindo os objetos que trazem carinho e afeto em sua criação.O que não faltam são presentes mágicos feitos por mãos habilidosas e cheios de utilidade.É só dar um giro pela web que ficamos boquiabertos(as) com a enormidade de lindezas artesanais.Houve até um lembrete veiculado no Face sobre dar-se valor aos artesãos, especialmente nestas datas.

Eu sempre me meti a fazer umas e outras coisinhas aqui e ali, sem maiores pretensões. De quadrinhos em tapeçaria, passando por crochet e ponto cruz à decoupage, gosto de ocupar as mãos e a mente em horas delicadas e,comprovar como isso me faz bem, como tem alimentado meu ânimo a ponto de no mês passado mover-me na redescoberta do crochet, que resultou em duas sainhas pras netinhas.

Fica a dica e meu intento de que resistir ao abatimento renova e faz crescer.











quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sintonias apreciadas









Leitura da manhã, assim, despretensiosa, daquelas que nos caem nos olhos feito delicadeza do acaso trazendo espelhamentos, sorrisos cúmplices, lembranças e suavidade. Assim foi com essa leitura, uma sintonia afinada nos gostos, dizeres e sentires.Quem sabe, vocês também se afinem conosco... 



Simples assim
                                     Carolina Salcides

Gosto da minha casa.

Gosto das minhas flores: flores lilás, lavandas, hortências e tulipas rosas.

Gosto da cor branca (em tudo agora)...de sentir a paz, o silêncio e o perfume de alecrim.

Gosto de pisar no tapete de pele, sentir o ar gelado entrando pela fresta, usar meias listradas.

Gosto de olhar pela janela as folhas dançando com o vento, a palmeira arranhando meu vidro....

Gosto de sentir o sol da manhã aquecendo meu corpo.... de sentir o cheio de café novo.

Gosto do silêncio da noite, da lua cheia gigante na sala.... da taça de vinho na mão.

Gosto de sentir o conforto, o calor, o amor, as mãos entrelaçadas....

Gosto de misturar temperos, ouvir música francesa.... usar kimono florido.

Gosto de ver como as plantas crescem quando se cuida.... e murcham de repente.

De como a chuva cai sem pedir licença. De como se forma um arco-íris na parede.

Gosto de ver como a vida pode ser simples e surpreendente.

De como a rotina pode ser a mesma e ser diferente.

Gosto de sentir que o amor cresce... gosto de ver quando o olho brilha.

Gosto de sentir a leveza, a liberdade.

Gosto de me sentir assim: em plena Felicidade!

Simples, assim.



~~**~~**~~**~~ 






terça-feira, 24 de novembro de 2015

Escolhas, desafios de todas as horas






Eram três narizes aspirando o ar gelado que se desprendia do freezer dos sorvetes.Tentações enfileiradas. Opções variadas.É preciso escolher um sabor e sem demora senão o gelo se desfaz.Multicoloridos picolés sorriem pra gente de dentro das embalagens. Todos sedutores.Qual escolher? "Apressem-se, meninas, faço o chamado alto." Cada uma pega o seu escolhido sem, no entanto, deixar de lançar um olhar lamentoso pro demais que lá ficavam no recinto gelado.Gostosuras nas mãos vamos caminhando entre gostosas mordidas e saboreios. Sem demora a pequena pede:" Posso provar do teu, vovó?" Novo sabor; nova avaliação seguida da esperada pergunta:
__ Vamos trocar?

Nem sempre é tão fácil mudarmos nossas escolhas.A opção por uma é renúncia pelas demais.Fato.Sorte será a de poder-se refazer, redesenhar escolhas não muito favoráveis, aí, se dá o que chamo de oportunidade fortuita.

~~¨¨~~¨¨~~


Na trilha do assunto encontrei esse texto da Cristina Souza/ Obvious,
" O que você anda escolhendo", do qual destaco trechos interessantes;  


A época é outra, mas as indagações permanecem – as dúvidas quanto ao amor, as dores da solidão, a banalização dos sentimentos, a supremacia da aparência, a perda de tempo com as trivialidades. Não, não é culpa da internet, do smartphone ou do tinder – embora eu acredite que essas ferramentas acabaram por amplificar e facilitar esse cenário – a culpa é nossa. O problema dessa agonia generalizada, dessa banalização dos sentimentos, desse circo todo é pura e exclusivamente nossa. As pessoas perderam o trato com as próximas, e não sei bem quando isso aconteceu, se foi na época de trocas de cartas ou quando eu mandava meu último whatsapp.
Já dizia Clarice: A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre. E concordo com o velho Buk, se parássemos para pensar nisso, quem sabe podíamos amenizar um pouco dessa agonia toda? Todo momento de nosso dia é uma escolha, e como disse o Jô Soares em uma entrevista: Escolher é perder sempre. Mas cabe a nós decidirmos o que vale a pena perder, já que não temos todo o tempo do mundo. Que diabos, nem ao menos sabemos quanto tempo nos resta!
Se cada escolha significa uma renúncia, não está em tempo de pensarmos melhor sobre nossas perdas? Em pensar menos no volume, na quantidade, e mais na qualidade daquilo que estamos escolhendo? Vários colegas ou um bom amigo? Várias risadas forçadas em uma festa ou uma noite com risadas sinceras de doer a barriga? Muitas transas vazias ou poucas transas com possibilidades do aconchego do depois? Que tal menos ‘doer’ e mais ‘doar’?

Não estou dizendo que devemos deixar de fazer outras coisas triviais. Não devemos ser sérios sempre, nem filosóficos sempre, nem ser altruísta sempre – mas aprendi que a vida nos dá dois caminhos de aprendizagem: o da dor e o do amor. E enquanto eu puder escolher, fico com o segundo, ainda que pareça que ele dói às vezes, o caminho do amor é sempre a melhor opção. E já que não temos escolha sobre a morte, que ao menos a gente possa escolher as possibilidades que deixam a vida mais leve. Daqui a gente não leva muita coisa mesmo.


***** 

Imagem: pinterest



quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Por Hoje







Hoje quis quedar-me no silêncio das coisas e só ater ouvidos pra natureza límpida, sábia e cíclica infestada de vida abundante, de fulgores brilhantes, de auroras e crepúsculos que bradam em cores a grandeza do viver.
Em prece me quedo. Em prece agradeço. Em prece rogo por  compaixão universal.


~~¨¨~~¨¨~~ 


"Um raio 
 Fulgura
No espaço,
Esparso,
De luz;
E trêmulo
E puro
Se aviva,
S'esquiva,
Rutila,
Seduz!

Vem a aurora
Pressurosa
Cor de rosa
Que se cora
de carmim;
A seus raios
As estrelas,
Que eram belas,
Têm desmaios,
Já por fim.

O sol desponta
Lá no horizonte,
Doirando a fonte,
E o prado e o monte
E o céu e o mar;
E um manto belo
 de vivas cores
Adorna as flores
Que entre verdores
se vê brilhar[...]"

(Estrofes do poema: Tempestade,Gonçalves Dias)

********* 


Foto minha