segunda-feira, 30 de setembro de 2013

BC - Uma Imagem / 140 caracteres - 22ª edição











Ah, esta minha incorrigível  mania de sonhar acordada nas páginas dum romance.Isto ainda vai me arrumar confusão!


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Minha participação nesta edição da BC proposta pelo escritor e parceiro, Christian Louis, dos escritoslisérgicos.com ( link no selinho referente ao projeto na barra lateral).
Participe conosco!



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sábado, 28 de setembro de 2013

No Balanço das Horas











__ Vá caçar o que fazer, menina! Mando comum tanto antigamente como agora.É só vermos algum(a) jovem parado, que a gente arruma logo uma ocupação pro dito cujo, aliás, esta é uma estratégia velhusca em sala de aula dirigida aos pimentinhas do pedaço; acabadas as tarefas e devidamente conferidas e corrigidas: ocupação neles!Cabeça vazia é oficina pro que não presta, diziam os mais velhos, e sabemos que há aí um fundinho de razão.

Desde cedinho somos impelidos a sermos ativos, pró-ativos, diligentes, excelentes, surpreendentes... e crescemos reproduzindo estas expectativas que foram se aderindo á nossa personalidade de mansinho até que se metamorfosearam em nós próprios, já que o mundo à mil e muitos kilômetros por hora nos impele em suas engrenagens "turbinodentadas", levando-nos a pensarmos que se diminuirmos o ritmo acabaremos nos esborrachando no chão- do trabalho/dos afazeres/das responsabilidades/dos horários/dos compromissos/da vida.

Quantas décadas foram precisas para descobrirmos a pegadinha que é esta postura?Quem ainda está longe do centenário, deve continuar com o pé no acelerador, mas pra quem como eu, que já avançou no cinquentenário e redescobriu o refinamento dum ritmo mais aproveitado em seu passar, valoriza cada instante vivido em cada dia e, não é delírio pollyanesco não, é reconhecimento das preciosidades que a vida oferece.De teses à filosofias são inúmeras as indicações/receitas para uma melhor qualidade de vida em todos os âmbitos da existência.

Claro, que pra quem como nós, pobres mortais que temos de ralar pra garantir o pão de cada dia,não é tão fácil chutar o balde, dar uma banana pro patrão e mudar-se prum sítio paradisíaco e virar criador de trutas ( será?).A priori, é difícil, ou não!Enfim,desconfio que mesmo atravessando a chamada fase produtiva ( expressão capitalista) e tudo o que ela venha a representar, porque eu sou altamente produtiva no que quero; mas retomando o rumo dessa prosa, tenho visto e sabido de muitas pessoas que souberam aliar o ócio criativo com estupendas realizações que somaram uma vida mais proveitosa na essência que ela representa.

Mesmo que a gente não compre um veleiro e saia pelos mares do mundo ou um big sítio na Mantiqueira, ainda que na cidade caótica e acelerada procuremos um refúgio num ambiente ou em nós próprios, certamente isso trará um alento novo, saúde ao corpo e ao espírito e uma inigualável sensação de bem-estar.Aconselho que sempre que pudermos sigamos aos ritmos: "lento, lentíssimo e Dorival Caymmi!"

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" Na ribeira desse rio
Ou na ribeira daquele
passam meus dias a fio
Nada me impede, me impele,
Me dá calor ou dá frio[...]"

(Na ribeira desse rio,F. Pessoa- trecho)



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Imagem: delightforty.tumblr

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ao sabor dum cappuccino










Esperando a vez de receber meu cappuccino no balcão, sorri junto com as duas moças próximas a mim, quando uma delas disse:"__ Agora vou passar na banca e comprar dois gibis.Hoje eu só quero ler amenidades;pausa na profundidade."

Puxei conversa e contei à elas que minhas filhas reclamam disso muitas vezes, porque é tamanho o volume de estudos teóricos que acabam por cansarem a mente e aí vão atrás dum pouco de leveza, de distração...Separei-me delas e fui degustar daquela mistura deliciosa num cantinho da cafeteria acompanhada duma boa e leve leitura.Lembrei que fazia um tempinho que eu não visitava uma banca de jornais.Na meninice isto era um hábito quase diário e muito esperado.Eu lia sempre os quadrinhos da turma da Luluzinha e da Disney, mas o que me encantava mesmo eram as publicações dos contos clássicos em quadrinhos.Uma vez ao mês saíam os exemplares coloridos em encadernação requintada, edição em tamanho grande o que aumentava a proporção das gravuras e das letras deixando a edição em formato de álbum.Eram lindas e eu as colecionava toda feliz; O Gato de Botas, Aladim e a Lâmpada Mágica, A Ilha do Tesouro e tantos outros títulos que abriam um portal para as histórias de outros tempos, de outros mundos encantados e me levavam a viajar embevecida por cada um deles.

Embora fossem destinadas ás crianças e jovens, estas publicações conservavam, na medida adequada, a correta linguagem escrita da língua portuguesa com todos os seus "effes e erres" num respeito perfeito á gramática, o que me faz hoje considerar tal situação como de enorme ajuda na minha aquisição da leitura e da escrita, assim como deve também ter ocorrido com todos os apaixonados por estas publicações.

Hoje, dou enorme valor a tais leituras da meninice e sei que foram( e são) promotoras de avanços na linguagem falada e escrita de crianças e jovens, ainda mais nos dias atuais em que a miniaturização da comunicação oral e escrita está cada vez maior.Certos jovens se comunicam com tamanha economia de palavras que temo que futuras gerações acabem emitindo grunhidos ao invés de palavras. Fora exageros, vê-se isto no mundo virtual e real pra todo lado e até para alguns adultos que quando são convidados a elaborarem descrições ou análises sentem-se incomodados em precisarem expressar-se em mais de 140 caracteres.

Tive um professor na faculdade que me contou sobre um hábito seu praticado a cada vez que era preciso elaborar um artigo e/ou relatório, disse-me ele que em dias precedentes ao trabalho, recolhia-se em sossego e lia Machado de Assis ou Graciliano Ramos ou outro mestre da nossa literatura afim de não perder o contato com as construções memoráveis da língua escrita, suas frases completas, suas palavras bem empregadas e só depois disso sentia-se de novo apto a desenvolver seus trabalhos escritos.

A neurolinguística afirma, e não é de hoje, que nossa mente precisa de desafios para produzir sinapses evolutivas.Ao lermos sempre os códigos linguísticos já apropriados não estamos proporcionando desafios novos, embora estejamos alimentando e beneficiando mente e espírito de todas as maravilhas proporcionadas pela leitura, ainda assim é necessário que se avance mais nesta prática e, aconselham os estudiosos da área que devamos ter em mãos duas leituras em tempo simultâneo: uma de lazer e outra de desafio, que eu entendo como sendo a leitura de clássicos, que irão nos fazer bulir com os neurônios para assimilarmos toda a obra literária.Então, vamos chamar Eça, Machado, Lima, Júlio e tantos outros prum cappuccino?Vai valer a pena! 








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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Série do Fractais - Adoce seu dia - comentários inspiradores











Uma pitada doce faz diferença no dia-a-dia.Então, pra conferirmos na prática eu trouxe aqui o comentário da Selma, das coisas que vejo e gosto ( link), feito na minha brincadeira-rimada: São muitos os olhares. 




"...e como a gente procura conter as imagens através do olhar, né? Quando a gente vê pelos olhos do coração, tudo ganha um outro sentido."
(trecho) 




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Passear através dos olhares da Selma proporciona belas descobertas.Faça uma visita!







sábado, 21 de setembro de 2013

São muitos os olhares










Aos enganos, dizem
poder os olhos levarem
que só verdadeiro saber
resulta dos muitos olhares.

Penso saber o que vejo
muito do já visto sabido
nada do que antevejo
passa despercebido.

Olho e duvido do visto
Foco e volto ao início
querendo reter a imagem
tentando saber o não visto.

Pouso em fé esperançada
procuro entender o que vejo
dar legenda ao sem sentido
achar o lume perdido.

Em ruídos desarticulados 
ouço vozes, alaridos,
explicando o inexplicável,
dando nexo ao impossível. 

Fio-me no que vejo,
mas também no não visto,
uso das tintas e pincéis
pra desenhar meus rabiscos. 


(Calu) 

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Um alegre fim de semana pra vcs!