De longe , não sou a pessoa mais indicada para discorrer sobre pesca de qualquer tipo. Nunca pesquei nada em lugar nenhum. Presenciei meu pai , meus tios, em algumas pescarias amadoras muito de vez em quando e sem maiores interesses.
Foram em passeios de fim de semana com minha garotada que descobri os pesque-pague e pesque-solte( prefiro este último) em trechos demarcados do lago Paranoá. Por vezes curtimos tal programa.
Cresceram , mudamos e a atração ficou esquecida no tempo deles, até que neste passeio pelo interior do Paraná, revi a prática sendo concorrida por visitantes dos muitos lagos nas propriedade rurais que a oferecem, mas não só, por lá tem também o colha e pague nos mesmos moldes, abrangendo frutas, hortaliças e legumes cultivados em cada distinto sítio.
Imaginei a alegria das crianças que tiverem acesso à atividade, o quanto aprenderão sobre os alimentos, seu cultivo, uso e benefícios nutricionais. É uma iniciativa que deveria estender-se por todas as áreas cultivadas nos entornos das cidades.
Com o físico e adepto da pesca fly, Marcelo Gleiser, descobri um pouco sobre as várias nuances filosóficas embrenhadas no contato direto com os oferecimentos da mãe-natureza.
"...Lancei, e em alguns momentos tinha outra truta na mão. Três trutas em três lançamentos, nunca havia visto isso em minha curta experiência com esse tipo de pesca. Mesmo assim, aprendi muito, em particular a respeitar o peixe do outro lado da linha. Peguei três trutas em quinze minutos, mas minha inexperiência fez-me perder a mais especial delas. Só aprendemos com humildade. E estava aprendendo, que era o que importava."
( Trecho-A simples beleza do inesperado-Marcelo Gleiser)