quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Por onde andei - BC/ Retrospectiva Pessoal 2012

Estou em meio a muita bagunça, tintas e pincéis.Minha casa está sendo pintada.Sim, pelo pintor e não por mim, que a esta altura do campeonato já estaria procurando uma fisioterapeuta se tivesse me metido à empreitada.Bom, não pinto, mas assessoro. Todo dia tem algo faltando e lá vou eu comprar mais tinta, outro rolo, uma espátula e coisas e tais. Ontem quase derreti indo ao comércio.Estava simplesmente 42 graus.Forno aceso!Acabei minhas tarefas o mais rápido que pude e procurando vias vicinais para fugir do trânsito, descobri uma passagem pelas margens da lagoa de Piratininga que nunca havia usado.Com recantos bem bucólicos que ainda resistem à depredação humana, a lagoa oferece uma paisagem calmante pros dias quentes. Vejam só. 




Em cinco anos morando aqui eu não conheço toda a extensão dela.Uma falha que irei corrigir rapidamente.Taí, uma decisão para 2013: explorar melhor a região onde vivo e que adoooro!Porém, antes de fazer a listinha pro ano que vem, me empolguei em participar duma BC promovida pela Patrícia Galis do blog: cafeentreamigos.blogspot.com que convida a todos os interessados a fazerem uma Retrospectiva Pessoal 2012. Me animei, então lá vai... 


Este ano leva uma marca especialíssima pra mim.Nele nasceram dois de meus netinhos: A Valentina e o Felipe e isto faz dele único dentre outros que únicos também, me trouxeram felicidades imensas.Computo a ele 365 dias benéficos, onde toda a família viveu com saúde, com realizações e muitos risos.Diferente de 2011 que nos deu muitas preocupações que foram levadas pro fundo do azul e jamais retornarão. 

Teve dias tristes, uma sentida perda, porém os alegres foram em maior número, uma benção personalizada nas vidas novas que nos enfeitam os dias.Grandes e boas amizades cultivadas no mundo real e aqui na blogosfera, bons passeios e uma inesperada realização: a minha participação na Antologia Literária Escritos Lisérgicos - Natal/ poesias-contos e crônicas, organizada pelo parceiro Christian V.Louis.Um presentão de fim de ano, o qual ainda nem consigo acreditar que exista, rsrs...

Assim que tiver com um exemplar em mãos vou postar aqui pra vcs me confirmarem que não é sonho, tá? 

Obrigada a todas as pessoas amigas com as quais tenho o prazer de conviver por aqui!
Obrigada Christian por esta realização especial.
Obrigada ao Deus do azul por ter me dado um ano maravilhoso! 
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Obrigada Patrícia por favorecer-me nestes agradecimentos que não poderiam ficar restritos apenas à oralidade . 
Para participar clique aqui  
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Fotos minhas

domingo, 9 de dezembro de 2012

Sonhos Possíveis - Antologia Literária


Em menina quando lia uma história cheia de magia, ficava dias sonhando ser a personagem dona do dom e fazia experimentos pra ver se ele funcionava mesmo. Galhinhos secos viravam varinhas de condão num piscar de olhos.Um púcaro de louça de minha avó era a lâmpada de Aladim,  cujo desenho já se esbranquiçara por causa da esfregação.À medida que crescia, minhas ambições mágicas cresciam junto e eu sonhava agora com um narizinho feiticeiro ou  poderes encantadores duma certa babá voadora. 

Frequentava com domínio os dois mundos: realidade e fantasia até minha juventude, quando a realidade se impôs, mas não afastou a magia completamente, a qual se transfigurou em sonhos e planos com boas possibilidades de realização.

E como mantras, fui cantando internamente muitos desejos sonhados, festejando alguns, moderando outros,reservando uns tantos, concebendo novos, que foram ganhando contornos mais visíveis a partir da existência do Fractais, o qual também foi um presente. Incrível, né? Mas é a pura verdade.

Há dois anos nem pensava que pudesse criar um blog e num dia de surpresa uma amiga me manda um e-mail me dizendo que havia criado um blog pra mim e que bastava eu assumi-lo, batizá-lo e começar a minha vida blogueira.Fui timidamente começando a postar, a comentar e a gostar demais das interações sendo logo fisgada pelas atividades na blogosfera. 

Dia vai, dia vem, e o hoje chega trazendo mais uma surpresa elaborada  pela iniciativa generosa do parceiro e escritor Christian V.Louis, que idealizou esta 1ª Antologia Literária com poesias, contos e crônicas dos blogueiros(as) que se motivassem a participar, como eu. Duplamente incrível, ter uma criação escrita publicada concretamente e com parcerias tão gabaritadas.Nem com bola de cristal eu seria capaz de vislumbrar esta realidade e, não é que ela aconteceu?

O que mais me encanta é que estas magias vieram até mim através de pessoas generosas, colaboradores do Papai Noel 365 dias por ano, e eu tive a sorte de encontrá-las. Agora, faço parte desta belezura recém-saída do forno e que me causa muito orgulho. 


Obrigada Christian por ter me proporcionado esta maravilhosa realização.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Azul em Movimento




De olhar habitual
cada vão familiar, 
cada coisa conhecida
  cada tom em seu normal.


 Eis que em instantes,
 da pausa  ao movimento,
irrompe suave, ladino e
  fugaz, o vento.


O encoberto se descobre
o suposto se confirma
o véu que antes havia
esvoaça, descortina. 

O azul derramado,
acompanhando a luz
em verdes e palha
matizes produz.
(Calu)
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Um final de semana cheio de cores e frescores p/vcs!
Bjos.  

Minha participação no Green Day.



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Fotos minhas

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Efeito Paralisante


De uns tempos para cá tenho ouvido uma declaração repetida.Veio de bocas amigas.Veio de corações irmãos. Ecoou, reverberou e me calou ao saber que o mesmo efeito se dava com elas: "não conseguir falar sobre algo". Um efeito potente que paralisa a voz, a emissão de sons.Os movimentos nada sofrem, não se alteram, somente certas vibrações da voz ao emitirem determinadas palavras. Não, não é nenhum fator puramente físico, mas que possui fortes ligações entre o que sei, o que sinto, e o que não consigo dizer.

Já senti isso.Já vivi isso.Não é agradável, ao contrário, é uma sensação de sufocamento estranhíssima que aparece quando se faz necessária a tal declaração. Mesmo não a proferindo, ela está presente bem á altura dos lábios, mas colada, não se solta dali. Parece ironia, palavras ocultas de propósito, mas afirmo, não é o que acontece de fato.É parecido como quando sonhamos que devemos correr, mas não saímos do lugar e uma ansiedade brutal toma conta daquele instante.Acordamos suados, com pulso acelerado que vai se acalmando ao nos vermos acordados, livres daquele pesadelo. 

O que assusta é quando temos a certeza de que não é sonho, mas a dura realidade, que se impôs através de um triste diagnóstico e pela fala de um profissional. Quantas pessoas tem vivenciado uma história assim? Muitas.A minha se deu através da doença de minha mãe.Passei meses sem conseguir relatar às pessoas amigas qual era o real estado dela. A simples menção de todos os detalhes me emudecia de uma tal forma que devo ter passado por uma insensível mal-educada. Mas, simplesmente eu não conseguia me expressar sobre os acontecimentos, nem em minha casa eu detalhava  algo. Levei anos com esse sintoma e até hoje não me livrei totalmente dele, e gelo quando vejo-o manifestado em alguém, ainda mais quando este alguém é querido(a).

Uma perguntinha de praxe, completamente inocente,tipo: __ Como vc está? 
Desencadeia a resposta indesejada: __Não vamos falar disto agora.Outro dia eu te conto... 

Pronto! Tá selada a sentença ou melhor, tá excluída a legenda, mas a gente sabe ler nos olhos, nos gestos, no toque e eles falam em alto e bom som.Os sinais são legíveis à beça.Mesmo  dando um sorriso amarelo de vamos em frente, o ar pode ser cortado à faca ( expressão antiga), e na tentativa de seguir conversando permanece acima das nossas cabeças um letreiro em néon vermelho piscante : Algo vai mal." 

O assunto fica ligeiro e a gente se despede com um amargor na boca. Na nossa, que não teve como invadir uma seara murada pelo sofrimento, na dela que retém neste sabor toda a quantidade de palavras não ditas. Os passos na calçada vão ressoando questões: "será que devo correr até ela e, ajudá-la a se abrir?" Mas, em seguida minhas próprias lembranças me tocam e eu percebo que de nada adiantará isto.A palavra tem de vir na hora em que o coração ou a alma ou a razão, libertá-la. Não basta querer falar sobre algo é preciso poder fazer isto. 
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Imagem: tumblrgbn3v

domingo, 2 de dezembro de 2012

Simplesmente Natal


Desde que uma certa loja de variedades passou a dispor duma seção de DVDs, que sou cliente assídua nos últimos quatro anos.E, com isso, sou a feliz proprietária duma modesta filmoteca que muito me alegra.Alguns títulos são considerados clássicos da sétima arte, garimpados com regularidade mês a mês.Em datas especiais então, há sempre lançamentos.
Um dos filmes que mais gosto sobre a temática do Natal, é o Simplesmente Amor.Nessa comédia leve, a data acontece como pano de fundo e é mostrada por múltiplas óticas, porém, destacada em cada uma a busca do amor como fator principal. Por que rever uma história que já se viu? Pelo mesmo motivo de reler-se uma já lida, visitar um lugar já conhecido. Pelo prazer que se revisita, pelo novo olhar que se inaugura a cada vez.



E esta é uma época de revisitações.A gente se empenha pra dar um toque original às festas do mês de dezembro,mas no fundo sabe que verá um filme conhecido, com poucas inovações e nem se importa com isso. Às expectativas de que este ano a tia Fifi possa estar mais discreta em seus mexericos, que o tio Janjão esteja rouco e assim não possa se deleitar com o som da própria voz, que o primo Caco não obrigue todo mundo a ouvir sua mais nova composição, que a madrinha Filó tenha mais paciência com as crianças, se encontra na raiz da esperança de cada um para a noite de Natal.

"Família é assim mesmo, prato difícil de preparar", como define muito bem em Arroz de Palma, o escritor Francisco Azevedo, mas, seja requentado, simples ou decorado, família é um prato sempre desejado.Ramos da mesma árvore, vinho da mesma pipa, o que nos diferencia é a originalidade de cada um e a identidade de todos.

Acreditar que faremos parte duma cena cinematográfica é ingenuidade.Querermos que o roteiro seja festivo e alegre para todos, é concreta possibilidade.Proponho que juntemos aos pacotes de presentes uma boa dose de bom humor e outra de boa vontade, entre brindes e rabanadas, aproveitando a ocasião para celebrar as boas coisas da vida.
Boas Festas!