segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dia do Amigo

Embora a data esteja marcada no calendário, não é somente esse fato que nos lembra as amigas.
Amigas de longa data, de data próxima,de tempos idos, dos atuais;mas sempre amigas queridas!
Recebam , pois, meu abraço carinhoso!
Tragam consigo a certeza de minha alegria por tê-las fazendo parte de meus dias, que se tornam mais significativos com a presença de vocês.
Muito obrigada, amigas, por vcs existirem!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lua Secreta

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolias
eu, interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser tua...
E quando chega este dia
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Poema Natural

Abro os olhos, não vi nada
Fecho os olhos, já vi tudo.
O meu mundo é muito grande
E tudo que penso acontece.
Aquela nuvem lá em cima?
Eu estou lá,
ela sou eu.
Ontem com aquele calor
Eu subi, me condensei
E, se o calor aumentar, choverá e cairei.
Abro os ollhos, vejo um mar,
Fecho os olhos e já sei.

Aquela alga boiando, á procura de uma pedra?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
Cansei do fundo do mar, subi, me desamparei.
Quando a maré baixar, na areia secarei,
Mais tarde em pó tornarei.
Abro os olhos novamente
E vejo a grande montanha,
Fecho os olhos e comento:
Aquela pedra dormindo, parada
dentro do tempo.
Recebendo sol e chuva,
desmanchando-se ao vento?
Eu estou lá,
Ela sou eu.
                                                                                      Adalgisa Nery

sexta-feira, 9 de julho de 2010

" Os Poemas"

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não tem pouso
nem porto,
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava
em ti...
                                                 Mário Quintana

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Em volta do fogo

Tempo de festas juninas/julinas.Muita dança, tradições,ajuntamento ao redor do fogo.
Marco civilizatório, elemento místico: o fogo_ a fogueira.
Dos pré-históricos até os dias de hoje ainda se faz presente de uma ou de outra maneira sempre exercendo suas múltiplas funções: aquecer, aproximar, provocar encantamento, sinalizar e poeticamente reunir.
Em volta do fogo, era onde nossos ancestrais contavam estórias e a história se fazia presente e passado num só momento. Ensinamentos, conselhos, combinações, deliberações, casamentos, nascimentos, sepultamentos. A vida girava à volta de seu calor e luz.
Em volta do fogo o dia findava, a noite chegava cheia de mistérios e causos de encantamentos,feitiços, crenças e festas. Em volta do fogo as tradições se perpetuavam e as alianças se fortaleciam ou se rompiam tendo a chama por testemunha.
A vida moderna foi segregando este costume, mas não o extinguiu,pois sempre haverá uma fogueira para aqueles que apreciam contar o mundo através do crepitar de suas labaredas.
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Perto do fogo, como faziam os hippies,
Perto do fogo, como na idade média,
Eu quero ficar bem perto do fogo, fogo, fogo...
Cazuza