domingo, 15 de junho de 2014

Revendo cenas








Literalmente fugindo da ecofonia narrativa dos lances futebolísticos que soam pela casa montei um refúgio onde revi ontem um filme que considero adorável desde a primeira exibição: "Alguém tem de ceder"(Something Gotta Give),com Jack Nicholson e Diane Keaton. Só pelos atores principais já valeria a pena, juntando o enredo bem tramado nos sutis conflitos que assombram os personagens divididos entre seus impulsos e suas velhas certezas, completa o cenário envolvente que nos coloca dentro das questões acontecidas.

Já no início a questão das diferenças de idade entre os casais levanta as sobrancelhas para as convenções sociais ainda tão presentes sobre o assunto.Ele, playboy convicto, cultiva essa imagem através das suas conquistas de mulheres bem mais jovens que ele; ela, uma bem sucedida dramaturga, madura, elegante e senhora de suas certezas, vê-se de repente, diante da energia imponderável do amor romântico que desfaz o chão debaixo de seus pés.

E em meio as hilárias confusões que esses dois teimosos apaixonados vão protagonizando,as cenas familiares nos põem a assistir dois filmes ao mesmo tempo, um na tela, outro na memória avivada por aquelas situações conhecidas.Quem não...Procurou diminuir tensões possíveis na vida a dois? Afrouxou a corda do cabo de guerra distendido? Colocou um sorriso nos dentes antes trincados, quando o motivo para tal era de menor importância,sim, porque usar de bom humor ao invés de soberba faz toda diferença numa situação dessas; pra quê pesar a mão em teimosias vagas se trazer a leveza pode desanuviar o dia?

Defendo a constância do diálogo permeado de intenção para a boa comunicação, diferentemente da idéia de ceder-se como rendição, afinal se a vida a dois tiver esta conotação de batalha perde a essência motivadora que deveria ser raiz de tudo.Nessas horas lembrarmo-nos do que nos causou tanto encantamento por aquela pessoa, renova a importância da história vivida, desfaz os nós cegos e tudo se torna claro novamente.

Ambientes iluminados aclaram os dias!




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15 comentários:

  1. Oi Calu, também adorei este filme!
    Ótima dica.
    Bjs e boa semana

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  2. Não vi esse filme mas como falaste , concordo com teu pensamento.Nada de soberbas, nada valem!!!Conversas, conversas, sorrisos e bom humor faz bem sempre!!1 beijos,chica

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  3. Oi Calu!
    Lindo texto, e agora quero ver esse filme. Também defendo a constância do diálogo, da comunicação, das boas intenções. Não acho que viver cedendo possa ser uma boa maneira de viver, do mesmo modo que viver num ringue, só para ter sempre razão, é completo suicídio. Lembrar o que nos encantou no ser amado, talvez ajude mesmo a desfazer os nós cegos que a vida andou amarrando por aí. Enquanto existe amor e companheirismo todas as estratégias são válidas para o bom viver.
    Bjs
    Marli
    Blog da Marli

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  4. Apesar de todos os desencantos,
    de todos os obstáculos, das dificuldades.
    ainda sim é preciso manter
    a esperança que vive em você!
    Apesar de todos os desencantos,
    de todos os obstáculos, das dificuldades.
    ainda sim é preciso manter
    a esperança que vive em você!
    Estou passando para semear amor
    é tudo que sei fazer ,
    e tudo que posso fazer de melhor na minha vida.
    È semeando amor que cultivo amizade ..
    È semeando amor que encontraremos
    a paz tão sonhada
    Deus abençoe seu final Domingo.
    E sua semana também.
    beijos e meu eterno carinho.
    Evanir.

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  5. Ah este filme é mesmo muito bom, como você disse, mostra esta 'luta' de sentimentos, mas acabam rendidos ao amor. Eu gostei muito e já vi mais de uma vez.
    Você bem sabe o que diz, afinal são tantos anos vividos em comunhão de sentimentos e respeito, no meu caso também a mesma coisa, apesar de ter dias que temos vontade de apertar o pescoço um do outro (rssssssss), mas o amor fala mais alto e a comunicação tem que ser com uma forte dose de boas intenções, relembrando sempre os melhores momentos da vida.
    um beijo grande carioca e ótimo domingão, amiga.

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  6. Olá,Boa noite, Calu
    sim,me lembro do belo filme, grandes Nicholson e Keaton, a clássica guerra dos sexos, homem machista,mulher forte, conflitos entre personalidades ( e idades) diferentes .... às vezes fazemos um esforço danado para evitar uma discussão que acabamos deixando de lado a nossa felicidade e a nossa opinião , com medo de machucar a pessoa amada e esquecemos que um diálogo está fundamentado numa relação em que as pessoas não têm pretensão de ser mais que as outras...pois um terá a possibilidade de se colocar no lugar do outro em relação aos anseios e desejos... portanto, a omissão, tanto como a rendição, não contribui para avanço do respeito simultâneo e da verdadeira união e cumplicidade de um casal, ainda mais que estão ( o casal) num processo de crescimento e evolução, cada qual no seu nível, na sua tentativa... é natural que. quando amamos, acolhemos com mais disposição o que a pessoa amada sugere, porém, isso exige dedicação, mas possibilitará uma compreensão íntima, profunda e verdadeira...e se alguém tem de ceder, o ganho será sempre de ambos e do relacionamento...
    Obrigado pelo carinho,bela semana,beijos!

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  7. Muito bom este filme. Para todos nós que amamos e somos amados, o lema é: alguém tem que ceder ......
    Não é?
    Boa semana.
    joturquezzamundial
    Beijos.

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  8. Oi Calu, primeira visita, mas certamente nao sera a ultima.
    Amei seu cantinho..
    E sempre bom rever um filme que gostamos, especialmente com astral deste.
    Bjks e otima semana

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  9. Já assisti o filme e é realmente interessante. Por aqui os ecos da Copa também enchem as casas. Aliás, neste momento, o meu filho está a ver o jogo de Portugal-Alemanha (estamos a perder feio). O seu programa foi bem mais interessante.
    Beijinho, uma doce semana
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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  10. Olá Calu,
    Não tive o prazer de assistir, mas achei muito interessante.
    Mesmo que tenhamos momentos de desacordos, concordo que a essência do amor vai além. No final tudo fica bem e as pazes imperam por ai.
    Beijos mil

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  11. Carminha, não precisa publicar este comments, ok.

    o Blog é este: http://razaoesonho.blogspot.com.br/

    beijos cariocas

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  12. Olá Calu, deve ser bem interessante esse filme que no fundo nos confronta com a realidade!
    Quem, não?...Pois, o importante é acima de tudo como diz dialogar, dialogar e não dar muita importância, ter bom humor,..Penso que será um assunto que nos acompanhará sempre e sobre o qual vams aprendendo em cada dia!
    Muito obrigada por mais esta excelente reflexão.
    Beijinhos e uma óptima semana.
    Ailime

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  13. Oi, Calu!
    Já estou baixando o filme para assistir.
    Certamente, alguém tem que ceder. Como diz o ditado antigo: "Dois bicudos não se beijam". Agora fiquei em dúvida se o ditado é isso mesmo (rs*)
    Boa semana!!
    Beijus,

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  14. Eu vi a bundinha do Jack Nicholson!! kkkkkkk Hilária essa cena, entre tantas outras. Me diverti, apesar de achar o choro da Diane Keaton, mas acho que devia ser assim para ser engraçado. Lembrei da Maitena, também tão exagerada. A verdade é que os homens são mais contidos e custam a admitir que estão amando ou mesmo que estão errados. Talvez por isso, a mulher sempre cede mais que o homem. Ou melhor, o homem sempre precisa de um empurrãozão para tomar uma decisão, ou então, tomam essa decisão quando enxergam que estão perdendo a última chance e se não conseguem o que querem, chegam a fazer chantagem: "O sujeito que merece morrer, se preocupa com você. Às vezes, me preocupar com você é uma coisa que eu faço o tempo todo".
    Os diálogos são muito bons e mostrou um lugar comum para todos os homens quando estão fragilizados emocionalmente: Eles sempre procuram os contatos do passado. Isso prova que eles nunca se desligam completamente das lembranças ou daquela época em que se achavam o máximo! (rs*) Sabe de nada inocente...
    Somos muito românticas, mas colocar Keanu Reeves nessa jogada, foi como uma prova de amor!
    :)
    Beijus,

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  15. Boa tarde, Calu. Que eu me lembre, não assisti ao filme, mas concordo plenamente que tem de haver cedência de ambos os lados.
    Caso contrário, a relação tão boa, vai-se encaminhando para uma falência por causa do orgulho, doença mãe de todas as outras em uma relação.
    Portanto, o diálogo sempre será o melhor caminho, ainda que pensemos que o outro nunca nos escuta ou nós a ele.
    O importante é continuar praticando, a fim de que exista saúde na convivência.
    Adorei.
    Tenha uma tarde de paz!
    Beijos na alma.

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Teu comentário é o fractal que faltava neste mosaico.
Obrigada por tua presença querida!