quarta-feira, 11 de junho de 2014

Ao som da flauta os namorados se encantam: o amor está no ar






O amor romântico é assunto tão presente em nosso cotidiano que todos nos sentimos especialistas e, creio que essa intimidade acaba gerando comodidade, uma porta aberta para o equívoco.Todo encantamento que se inicia no namoro, muitas das vezes perde-se no decorrer da convivência, o que deveria ser evitado, pois a feliz passagem do tempo precisa ser celebrada, precisa ser cultivada fazendo da vida a dois um permanente renascer daqueles dias em que dois enamorados contavam os minutos para verem-se, sentirem-se, tal como foi tão lindamente narrado neste trecho do 
"Pequeno Príncipe":

"A raposa pediu que o pequeno Príncipe a cativasse.
__ Que quer dize "cativar"? __ ele perguntou.
A raposa explicou:
___ Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva.Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada.a linguagem é uma fonte de mal-entendidos.Mas, a cada dia, tu te sentarás mais perto...Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz.Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz.
Ás quatro horas, então estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!"


Na declaração final reside o que todos esperamos conhecer: a tal felicidade, porém sem preço, ao que a poetisa Adélia Prado resumiu em lindos versos do poema:


O sempre Amor

Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é a coisa que mais quero
Por causa dele falo palavras como lanças.
Amor é a coisa mais alegre
amor é a coisa mais triste
amor é coisa que mais quero.
Por causa dele podem entalhar-me,
Sou de pedra-sabão.
Alegre ou triste
amor é a coisa que mais quero."

O tempo idílico dos enamorados não passa enclausurado em horas, não há ponteiros inflexíveis, somente a melodia encantada de mundos além daqui.


" O nosso amor 
Vai ser assim
eu pra você
Você pra mim!"

( Jobim e Vinícius)

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Em clima de enamoramento, o tema ganhou mil versões através dos convites da Anne Lieri e da Norma Emiliano, embalados ao som mavioso duma flauta trazida pela Chica  a nos dizer:



Em suavidade, a flauta evoca mundos mágicos.


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Imagem: sintapi





domingo, 8 de junho de 2014

Com que roupa eu vou...








Quando um dos mais comentados assuntos da semana são as camisas numeradas, as icônicas, as legendadas e outras que ao serem estilizadas dão um ar original ao tema, desfoco dos fatos para me prender no vestuário isolado: a camiseta.Pecinha prática, evolutiva e quase imortal, pra nós, porque para nossas avós, seria impensável que moçoilas distintas se vestissem com tais peças consideradas definitivamente masculinas.

As camisas femininas romanticamente confeccionadas tinham atributos específicos e trabalhosos tanto na costura quanto na preservação.Era preciso um verdadeiro ritual na lavagem das peças para que não se maculasse o tecido e seus atributos. Eram belas, não resta dúvida e, com certeza, muitas delas ainda habitam gavetas cuidadosas nem que seja só pelo valor sentimental que trazem, testemunho duma época, história dos costumes,e como elas outras peças de vestir confirmam detalhes e contam histórias.

Ao termos hoje a nosso dispor uma infinidade de peças práticas para compor nosso vestuário cotidiano não damos a importância merecida a esta conquista marcante: a liberdade de vestir. Registra a história que em 1851, uma americana chamada Amelia Bloomer, tentou popularizar na Inglaterra, a calça comprida como roupa feminina e provocou com isso uma terrível rebelião.A própria Rainha Vitória, mandou dizer que a peça da senhora Bloommer era "atentatória á santidade dos lares britânicos e, suscetível de provocar ao mesmo tempo a emancipação das mulheres e a degradação dos homens."Não completamente, mas com certa precisão, a Rainha foi profética se inserirmos as variações da moda ao seu real patamar na história humana; George Sand( Amandine Aurora) me abaliza nessa reflexão.Tradicionalmente padronizou-se a vestimenta como marca de distinção engessando ditames que iriam ao longo dos séculos esteriotipar modismos e incentivar o vestir-se para ser visto.Qualquer semelhança com os tempos atuais não é mera coincidência.



Um primeiro modelo de calça feminina criado pelo designer Paul Poiret, em 1909. 



 A estilista Coco Chanel, foi uma das primeiras mulheres a usar calças compridas, popularizando a vestimenta.

Com as urgências provocadas pelos conflitos mundiais, o guarda-roupa feminino simplificou-se,as mulheres pegaram pesado no trabalho fora do lar fazendo de peças como a calça e a camisa esporte suas preferidas.Colocar a roupa no centro da discussão pode sugerir certa frivolidade,o que considero um paradigma a mais a ser repensado, afinal a moda é um fenômeno social e compõe prateleiras importantes da historiografia humana.



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Imagens: pinterest
modanapassarela.com

sexta-feira, 6 de junho de 2014

A palavra certa








Quando estamos entregues a uma agradável leitura de corpo presente e com a mente ali aprisionada, nos deixamos levar com prazer pelo universo narrado através das palavras escolhidas naquela história.Nos nutrimos com as boas palavras. Elas funcionam como bálsamo, como asas, como farol, como alento, como redenção, nos conduzindo ou paralisando conforme a ocasião.

Palavras são geradoras e tem o poder de construir ou destruir, por isso, também perigosas em certos sentidos, daí os cuidados em seus usos; sendo motivadoras captam e distribuem benéficas sensações e cada vez mais encontramos pessoas dedicadas ao bom uso da palavra adequada, da palavra otimista, da palavra-amiga; esta que nos renova e oferece seu colo.Ah, quanta amorosidade há nela e como nos renova instantaneamente ao ser proferida.Buscada e oferecida, esta classe de palavras é reconhecidamente, alimento d'alma.


E para que juntos aproveitemos mais desta refeição, trago esse trecho de leitura que aviva nossa reflexão:


"... Há discursos extensos que não nos presenteiam com palavra alguma.É a fala infértil, prolixa,redundante.Não agrega absolutamente nada ao que somos, mas ao contrário é capaz de nos retirar a alegria e a disposição.Neste mundo em que vivemos, é muito comum nos depararmos com discursos assim.Mas há outros que são ricos de palavras geradoras.São construídos a partir de uma visão holística da realidade, capaz de abarcar inúmeros aspectos numa mesma trama de palavras.É o discurso que não abre mão da sensibilidade, que realiza a proeza de colocar na mesma pauta razão e emoção.
[...] Uma boa reflexão acelera o metabolismo da alma."

(Pe. Fábio de Melo)


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É com enorme alegria que desfruto nesta " nossa blogosfera" de palavras-geradoras e amigas, a nos enlaçar em horas de trocas felizes, a nos congraçar em BCs, a nos motivar em campanhas maravilhosas.São tantas belezas espalhadas a nos colorir os dias que estamos irmanados(as) numa nutritiva dieta.Bom demais!



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Obs: Façam uma visita ao blog, da amiga Beth Lilás ( Aqui), que nos convida a mais uma importante reflexão e de engajamento social.





terça-feira, 3 de junho de 2014

A casa da gente










Folheando uma revista, me deparei com uma matéria sobre um apartamento em Paris que foi aberto após ficar 70 anos fechado exatamente como sua dona o havia deixado por ocasião de sua fuga por causa da guerra que se avizinhava.Logo imaginei os quilos de poeira que se acumularam ao longo das décadas, o que me deu coceirinha no nariz, mas para além dos entraves, o que me fixou a atenção sobre esta cápsula do tempo foi a revelação de um estilo de vida, de uma época, dos hábitos e gostos de sua moradora.Um livro-vivo a espera de leitores interessados.A exemplo das tumbas dos faraós egípcios, tal espaço se dava a uma viagem no túnel do tempo, a uma possível investigação da história ali decorrida.

Nossa casa fala de nós e por nós, para olhos visitantes, mesmo que distraídos. Existem particularidades em nossos gostos que estão por aí, visíveis a olho nu, espalhadas lá e cá a conferirem nossas preferências.Tem gente que gosta de espaços mais vazios, outras de mais cheios, umas de detalhes românticos, outras de visuais mais cleans, e a variedade é tamanha que nenhuma casa se assemelha inteiramente a outra, tipo impressão digital, cada um tem a sua.

Agora, usando lentes telescópicas, aumentando o foco: o que será descoberto pelas gerações futuras sobre a nossa casa maior, o planeta Terra? O que dizem nossos hábitos, nossos costumes, nossas ações? Desnecessário apontar, né não?A realidade já está posta aí, há mais de meio século e grita socorro por todos os quadrantes.Mais que refletir, está clara a urgência do agir; fica o alerta para a data do dia 05 próximo: o Dia da Terra, que não é só um dia, mas cada um dos que se desenharam em nossa caminhada pelo planeta/nossa casa.


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Para ilustrar ainda mais o tema,visite o excelente post da amiga Beth Lilás,do supremamaegaia.blogspot. 




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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Manhã ensolarada com belas surpresas





Segui direitinho a receita poética...

" Nas primeiras horas da manhã,
desamarre o olhar,deixe que se derrame
sobre todas as coisas belas;
o mundo é sempre novo
e a terra dança e acorda
em acordes de sol;
faça do seu olhar
imensa caravela."

(Roseana Murray - Receita de olhar)


e eis que pela meia-manhã chegam embrulhadinhos em carinhos, mimos encantadores enviados por uma gentil blogueira.







Lindezas em conjunto.Caprichos detalhados; pacote surpresa ensolarado!
Cada carinho enviado pela Silvana Haddad do, meusdevaneiosescritos.blogspot (Aqui), seu cantinho encantador é reflexo destas e de muitas outras gentilezas que ela distribui generosamente.Façam uma visita, aproveitando que hoje é aniversário da Silvana; e eu é que ganhei presentes lindos!:)




Obrigada Sil, amei a surpresa.
Parabéns! Alegrias e Felicidades infinitas pra vc!



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