quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coleções


Juntou  
conchinhas 
trazidas na 
espuma ondeada, 
até que um dia
com pena, 
devolveu-as à
 praia enluarada. 

Bordou
desejos pintados
com corações
flechados.
Cansou dos soluços
derramados. 

 Coloriu 
de azul-céu
 sonhos em 
cinco pontas. 
Dobrou uns, 
outros esticou,
escolheu alguns,
 outros guardou. 


Arrumou
pétalas suaves
em caixas
transparentes.
Doou-as ao
 vento silente. 


Agora, recolhe
amores em 
 doce relicário
para logo
espalhá-los
no dizer diário.


(Calu)
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Imagem: weheartit.com
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Gente bonita,
recebi um carinho especial da amiga Beth Lilás, em um post no seu blog de poesias:        Me and You.
Estou toda prosa !
Deem uma passadinha lá e confiram. 
Bjos

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Momento Esperado

(presente da Beth Lilás) 


Ouvi ontem durante uma entrevista da Marieta Severo, atriz que admiro muito, a declaração de que ela agora estava vivendo um momento de real liberdade, explicando que quando estamos mães e esposas de horário integral em circuito fechado, tendemos à prática de doação de nossos gostos e preferências pelo prazer geral.

Se a família se mobiliza para um jantar na pizzaria, lá vamos nós, mesmo que naquele dia não estejamos muito afim de pizza, mas é pelo prazer dos demais, então, vamos à pizza!E, entre estas e outras coisinhas rotineiras, nós mães múltiplas vamos adiando uns quereres ao longo da vida, mas sem revolta ou coisa que o valha, apenas equacionamos como opção preferencial pelo bem estar do outro(s) que são nossos. 

Vejo amiúde esta capacidade que as mulheres possuem de sentirem-se felizes com o bem estar dos seus e dos demais que estejam em seu círculo próximo.Há o fator educacional contribuindo para o aumento desta postura, mas entra como a cereja do bolo, pois, a essência feminina tem o elixir do cuidado em sua composição e é ministrado em doses homeopáticas de carinho, atenção, desvelo, apoio e algumas vezes até pequenas renúncias.Sem marcas, sem cicatrizes. Somos o colo e o acalanto em atitudes tão instintivas que abrimos mão das nossas pequenas vontades naturalmente.

Misturei nossas opiniões porque me identifiquei com as declarações dela e refleti se o momento que agora vivo é o de "real liberdade";aquele no qual prevalecem os meus gostos, preferências pequenas e grandes. Hum, creio que estou chegando perto disto, mas ainda não completei  totalmente o percurso do caminho da livre escolha, sendo que agora, já o visite bem mais frequentemente do que há 10 anos atrás, porém tenho a aspiração de mudar-me para lá, em casa ampla de portas sempre abertas para todos os meus queridos e queridas,sabendo que de quando em vez, farei umas concessõezinhas(rs).

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Em frente ao Coqueiro Verde - Teia Ambiental


"Vento que balança as folhas do coqueiro..."
causa um ruído familiar no bailado que imprime as longas ramagens desta árvore que nasceu estrangeira, mas há séculos é brasileira da gema.Símbolo de nosso litoral de norte a sul. Praieira ou interiorana,vem de uma grande e generosa família de sua espécie.É figurinha carimbada em minha região e, também por isto achei que já havia passado da hora de fazer-lhe justiça num tema da Teia Ambiental.

Reverencio as árvores.Seres vivos de nobreza imensa.Sempre doadoras de benefícios e por isto mesmo tão cruelmente dizimadas.Uma árvore é uma biodiversidade completa pelo que é, pelo que fornece, pelo que abriga, pelo que protege..., além da beleza e da poesia que traduz sua existência.

À pouco, destaquei aqui os benefícios da prática do shinrin-yoku ( passeio entre bosques de árvores),como uma das possíveis maneiras de revigorar o corpo e o espírito, apenas com esta simples e intensa convivência com estes seres extraordinários.
Amo todas as árvores;e no dizer de Rubem Alves: " As pessoas são aquilo que elas amam."Então podem me chamar de Manacá ( a árvore que me tem).

Mas hoje vou concentrar o foco no coqueiro, que é considerada mundialmente como a "árvore da vida", fazendo jus ao título. È uma verdadeira  fonte de préstimos à humanidade e ainda fornece alimento através de seu fruto, delícia apetitosa ao natural ou transformado. 


As infinitas possibilidades de produtos que são criados a partir das fibras da casca do coco integram uma lista que parece não ter fim.São utilizadas no vestuário, na fabricação de tapetes, sacaria, colchões,capachos, passadeiras, cordas,pincéis e mais muito mais, como as telhas ecológicas apresentadas abaixo neste trecho explicativo do site: www.reciclasa.com.br.

O Brasil é um País de extenso litoral. E aqui, praia é sinônimo de uma água de coco bem gelada.Mas este consumo gera uma grande quantidade de resíduo sólido :um copo de água de coco verde de 250 ML gera mais de 1 KG de lixo.

Em uma cidade como Rio de Janeiro isto representa mais de 600 toneladas de lixo por dia, lembrando que a casca do coco verde não se decompõem antes de 10 anos. O custo para administrar uma tonelada deste lixo está em torno de R$ 135,00.

O Projeto Coco Verde abre um ciclo de valorização deste resíduo, cada vez mais presente em nossos centros urbanos, oferecendo novos empregos e promovendo o social sustentável tão debatido nestes tempos. 

Sua influência na preservação do meio ambiente está justamente em poupar os aterros sanitários e lixões, além de substituir o xaxim em vasos e placas para jardinagem. A reciclagem é feita por um processo totalmente inovador onde as fibras de coco são transformadas em produtos naturais ecológicos e de fonte renovável como placas, vasos, baskets, vasos de parede, tutores, material de decoração, linha Pet, coberturas (mulch) e substratos utilizados em todas as atividades de plantio, desde a mais rara orquídea até a produção de  tomates.  

" As folhas ramadas
da cor brasileira,
coqueiro verde."  
(Calu) 
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Fotos minhas


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Quando eu ficar Velhinha



Achei esta declaração num site(aqui) da net e me decidi : vou lavrá-la em cartório com duas testemunhas para sacramentar meus desejos (rs) garantindo que tudo aconteça conforme foi descrito nesta carta-manifesto de vontades futuras.
Vejam só que decisões legais tomei para meu futuro(rsrsrsrs). 

Quando eu estiver velhinha... 


"Quando eu estiver velhinha, vou morar um pouco com cada filho, e dar a eles tantas alegrias... Do jeito que eles me deram.Quero retribuir tudo o que desfrutei deles fazendo  as mesmas coisas.Oh, eles vão adorar!


Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas, pularei nos sofás de sapatos e tudo. Beberei das garrafas e as deixarei  vazias e fora da geladeira, entupirei de papel os vasos sanitários; como eles ficarão bravos com isso!
(Quando eu estiver velhinha e for morar com meus filhos)...


Quando eles estiverem ao telefone e não puderem me alcançar, vou aproveitar para brincar com o açúcar ou com a água sanitária. Eles vão balançar suas cabeças e correr atrás de mim.Mas, eu estarei escondida debaixo da cama.
Quando me chamarem para o jantar que eles prepararam, não vou comer as verduras, as saladas ou a carne, vou engasgar com o quiabo e derramar leite na mesa, e quando se zangarem, corro__ se for capaz!


Sentarei bem perto da TV e vou mudar de canal o tempo todo. Tirarei as meias pela sala e perderei sempre um pé; e, vou brincar na lama até o final do dia. 
E, mais tarde, á noite, já deitada, vou agradecer a Deus por tudo, fechar meus olhinhos para dormir, e meus filhos vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer:
___ Ela é tão doce quando está dormindo!"


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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Banho de Floresta


O assunto na família nestes últimos dias, além da chegada de Felipe, tem sido o deslumbrante veranico que chegou com sol aberto, dias claros, temperatura média de uns 30 graus e a gostosa sensação de integração convidando aos passeios ao ar livre.

Todos sabemos da felicidade que é andar em meio à natureza, sentir-se uno(a) com ela, fazer parte da paisagem e absorver com lentidão os ares  benéficos que sopram por todos os lados.Quando conseguimos fazer passeios no mato, em bosques, parques arborizados que sejam grandes o suficiente para que nos afastemos do contato com a cidade e com qualquer vestígio de civilização, sentimos a euforia da liberdade neste reencontro com a pujança da natureza em sua pura manifestação.

Pois esta prática é amplamente apreciada no Japão (nosso amigo Alexandre, do Lost in Japan.blogspot.com, deve conhecer melhor o assunto).Lá é chamada de "shinrin-yoku", que traduzido, significa banho de floresta. Segundo estudos, alguns momentos numa floresta (mesmo que urbana) favorecem o sistema imunológico e equilibram a pressão sanguínea, entre outros benefícios a nível físico.Esta experiência também comprova a diminuição de sentimentos negativos com real acréscimo dos positivos.

O importante nessa prática é vivenciá-la  como experiência sem confundi-la com exercícios físicos.A caminhada deve ser vagarosa, contemplativa, pausada em momentos de calma e vivências do entorno. Procurar desvincular a ideia de exercício físico ou mental , para desfrutar com plenitude o ser e o estar; sentir com todos os sentidos os cheiros, os ares. Ouvir o vento, o farfalhar das folhas nas árvores, o canto dos pássaros.Acompanhar o vôo das borboletas,o passeio das joaninhas e a música dos grilos.

Segundo estes pesquisadores, as árvores emitem substâncias para sua própria proteção,e a captação destas substâncias ( que são voláteis) são altamente benéficas ao organismo humano. Reservar sempre que puder, um tempo para o shinrin-yoku é reintegração com a pura essência da qual somos parte: a Mãe-Natureza!

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Imagem: floresta de outono(weheartit.com)