"Vento que balança as folhas do coqueiro..."
causa um ruído familiar no bailado que imprime as longas ramagens desta árvore que nasceu estrangeira, mas há séculos é brasileira da gema.Símbolo de nosso litoral de norte a sul. Praieira ou interiorana,vem de uma grande e generosa família de sua espécie.É figurinha carimbada em minha região e, também por isto achei que já havia passado da hora de fazer-lhe justiça num tema da Teia Ambiental.
Reverencio as árvores.Seres vivos de nobreza imensa.Sempre doadoras de benefícios e por isto mesmo tão cruelmente dizimadas.Uma árvore é uma biodiversidade completa pelo que é, pelo que fornece, pelo que abriga, pelo que protege..., além da beleza e da poesia que traduz sua existência.
À pouco, destaquei aqui os benefícios da prática do shinrin-yoku ( passeio entre bosques de árvores),como uma das possíveis maneiras de revigorar o corpo e o espírito, apenas com esta simples e intensa convivência com estes seres extraordinários.
Amo todas as árvores;e no dizer de Rubem Alves: " As pessoas são aquilo que elas amam."Então podem me chamar de Manacá ( a árvore que me tem).
Mas hoje vou concentrar o foco no coqueiro, que é considerada mundialmente como a "árvore da vida", fazendo jus ao título. È uma verdadeira fonte de préstimos à humanidade e ainda fornece alimento através de seu fruto, delícia apetitosa ao natural ou transformado.
As infinitas possibilidades de produtos que são criados a partir das fibras da casca do coco integram uma lista que parece não ter fim.São utilizadas no vestuário, na fabricação de tapetes, sacaria, colchões,capachos, passadeiras, cordas,pincéis e mais muito mais, como as telhas ecológicas apresentadas abaixo neste trecho explicativo do site: www.reciclasa.com.br.
O Brasil é um País de extenso litoral. E aqui, praia é sinônimo de uma água de coco bem gelada.Mas este consumo gera uma grande quantidade de resíduo sólido :um copo de água de coco verde de 250 ML gera mais de 1 KG de lixo.
Em uma cidade como Rio de Janeiro isto representa mais de 600 toneladas de lixo por dia, lembrando que a casca do coco verde não se decompõem antes de 10 anos. O custo para administrar uma tonelada deste lixo está em torno de R$ 135,00.
O Projeto Coco Verde abre um ciclo de valorização deste resíduo, cada vez mais presente em nossos centros urbanos, oferecendo novos empregos e promovendo o social sustentável tão debatido nestes tempos.
Sua influência na preservação do meio ambiente está justamente em poupar os aterros sanitários e lixões, além de substituir o xaxim em vasos e placas para jardinagem. A reciclagem é feita por um processo totalmente inovador onde as fibras de coco são transformadas em produtos naturais ecológicos e de fonte renovável como placas, vasos, baskets, vasos de parede, tutores, material de decoração, linha Pet, coberturas (mulch) e substratos utilizados em todas as atividades de plantio, desde a mais rara orquídea até a produção de tomates.
" As folhas ramadas
da cor brasileira,
coqueiro verde."
(Calu)
-----------------------------
Fotos minhas