O olho da rua vê
a terra batida,
na raspa do asfalto,
pétalas caídas
a colorirem o chão.
Vê cacos desenhados,
bonito enfeites
da rua apressada
no passo corrido
das gentes de então.
Vê sutis naturezas
nas flores, a beleza
que nos encanta
o dia, afago e
magia.
Vê abraços,
afetos sinceros,
acenos e adeuses,
olhares dispersos,
preces, encontros,
apertos de mão.
Vê no alto desenhos,
dum céu matizado,
toldo infinito a
cobrir o viver.
Vê o mar exibido,
crespo em rendas
com ondas bater
n'areia molhada,
terra marcada
por cantiga rimada.
Vê de alto a baixo,
cada tantinho de
tudo que tem;
o olho da rua
atento anuncia
a vida pulsante
que vai e vem.
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