Por mais que seja repetitivo eu gosto muito de voltar ao assunto sobre sintonias geradoras.Sou uma acalorada fã destes acontecimentos fortuitos que ás vezes têm a aparência de coincidências propícias, mas que no fundo comprovam o quanto as motivações afins estão relacionadas.Tendo incentivado esta modalidade em todos os palcos da vida, pouquíssimas vezes a vi desandar, o que não foi suficiente para me fazer desacreditar de suas mágicas capacidades.
Aqui mesmo, na blogosfera, comprovamos amiúde a vibrante interação que as sintonias geradoras provocam.Vocês sabem disso.Além das BCs, rodas de conversas e tais, acontecem também postagens que se complementam formando uma rica ciranda, como as da semana passada, com as queridas Beth Lilás (Aqui) e Jan (Aqui); comigo também acontece do mesmo jeito.Muitas inspirações partem de sintonias pela web.Não falo de cópia não, e sim de cooperação feliz, onde um(a) completa ou acrescenta o pensamento do outro:sintonia geradora.
No terreno da educação, o notável pensador, Vygotsky, já preconizava tais práticas férteis nas quais os professores deveriam promover o trabalho em duplas ou em grupos de alunos(a) em sala de aula fomentando a troca e o enriquecimento dos conhecimentos, ao que hoje modernamente chamam de "brainstorms" muito utilizada em empresas e instituições do gênero.Desconfio que muitos adeptos nem saibam que esta prática tem origens em fundamentos pedagógicos comprovados.
No filme" Einstein and Eddington" de 2008, que aborda a fase final do desenvolvimento da teoria da relatividade revela a improvável pareceria que acontece na ocasião entre os dois cientistas.Tendo suas vidas contadas em paralelo durante a 1ª Guerra Mundial,o astrofísico de Cambridge, Eddington, começa a se interessar pelos trabalhos de Einstein. Sua postura é refutada por seus pares devido a nacionalidade alemã de Einstein.Não se deixando intimidar, o astrofísico inglês se debruça sobre os estudos ainda incompletos e se candidata a ser o experimentalista a buscar as provas da forma final da relatividade geral que conduziria a uma nova teoria da gravitação dos planetas e estrelas no universo, uma vertente da teoria da relatividade.Embora distantes fisicamente, os dois cientistas trocavam farta correspondência acerca de seus avanços e recuos frente aos estudos conjuntos.Apesar de deixar de fora outros importantes colaboradores de Einstein historicamente reconhecidos e, não primar muito pela verdade, o filme traz uma boa ilustração da cooperação que gera conhecimentos para além do inicialmente esperado; sintonia geradora,onde duas ou mais pessoas se "conectam" num propósito benéfico.
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