Sempre me dá uma enorme lamentação quando tenho de passar por uma rua cortada pelo asfixiado filete que um dia foi um rio. Há décadas já não apresenta nem vestígios disso, ao contrário, é uma réstia lodosa que se arrasta maleficamente em direção a uma gigantesca manilha que o engole de nossas vistas, acho que dali segue pelo subsolo longe do ar, mas creio eu, perto ou pra dentro do mar.Triste realidade que vemos por séculos nas nossas cidades transbordantes de agressões à natureza em todas as suas presenças no espaço agora urbano.Além da implacável falta de cuidados com o meio-ambiente juntam-se outras faltas conhecidas: descasos do poder público, crimes ambientais de todos os tamanhos, atropelos insanos baseados em estudos que ninguém vê ou sabe se realmente existem e por aí vão estas e outras escabrosas práticas a ferirem a natureza e a decretarem consequências sérias para a vida do planeta.
Encontram-se casos assim com toda facilidade, infelizmente, mas encontram-se também iniciativas protecionistas que mostram ser possível preservar a natureza sem grandes esforços da vida urbana e melhor, interligando os espaços e promovendo uma convivência mais saudável.Li sobre um projeto muito bacana chamado "Rios e Ruas", que realiza expedições pela cidade de São Paulo para descobrir rios soterrados.A grande maioria de nossas cidades é riquíssima em cursos d'água ou rios de pequeno porte e, no caso de São Paulo, numa mesma quadra pode haver um ou mais cursos d'água canalizados, soterrados, os quais a expansão urbana desordenada soterrou ainda mais.Mas, eles continuam lá,sobreviventes.
Diante da calamitosa situação por que passam os paulistanos e os paulistas nestes tempos de extrema estiagem,o resgate de alguns de seus próprios recursos hídricos castigados ao longo dos tempos pode trazer alguma boa iniciativa que amenize toda esta secura.O "Rios e Ruas" faz uma campanha para levar a mostra de suas pesquisas ao Parque do Ibirapuera onde milhares de pessoas terão acesso á elas e poderão influenciar sobre os resultados que poderão advir delas.
Encontram-se casos assim com toda facilidade, infelizmente, mas encontram-se também iniciativas protecionistas que mostram ser possível preservar a natureza sem grandes esforços da vida urbana e melhor, interligando os espaços e promovendo uma convivência mais saudável.Li sobre um projeto muito bacana chamado "Rios e Ruas", que realiza expedições pela cidade de São Paulo para descobrir rios soterrados.A grande maioria de nossas cidades é riquíssima em cursos d'água ou rios de pequeno porte e, no caso de São Paulo, numa mesma quadra pode haver um ou mais cursos d'água canalizados, soterrados, os quais a expansão urbana desordenada soterrou ainda mais.Mas, eles continuam lá,sobreviventes.
Diante da calamitosa situação por que passam os paulistanos e os paulistas nestes tempos de extrema estiagem,o resgate de alguns de seus próprios recursos hídricos castigados ao longo dos tempos pode trazer alguma boa iniciativa que amenize toda esta secura.O "Rios e Ruas" faz uma campanha para levar a mostra de suas pesquisas ao Parque do Ibirapuera onde milhares de pessoas terão acesso á elas e poderão influenciar sobre os resultados que poderão advir delas.
Pra que a gente não fale só da aridez reinante, foi lançado pela FTD, o livro "Entre Rios", que reúne textos de sete escritores sobre os rios de suas infâncias ou com o qual se identificam. Primeiramente dedicado na categoria de infanto-juvenil, eu tomo a liberdade de indicá-lo para todos os olhares.Como se já não bastasse a promessa de belos textos de Moacir Scliar, Domingos Pellegrini e outros autores consagrados, ainda recebe o capricho esmerado dos desenhos de Roger Mello.Por tudo e muito mais este já está na minha lista de próximas aquisições.
"Mais do que maravilhas da natureza, os rios têm tudo a ver com nossa cultura, nossa história e nosso afeto."
( Mª José Silveira - organizadora)
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Emendando nessa prosa entre rios e lembranças, a semana colorida da Anne Lieri fica aqui também registrada sob o murmúrio das águas translúcidas ( assim esperamos que sejam todas).
Emendando nessa prosa entre rios e lembranças, a semana colorida da Anne Lieri fica aqui também registrada sob o murmúrio das águas translúcidas ( assim esperamos que sejam todas).
Imagens gentilmente cedidas pela Cristina, do brasillestepaulista.blog (AQUI)
Fonte: blogs/estadão__Tata Amaral

