No alinhavo por entre encaixes perfeitos,
por vazios desencaixados,
por conjuntos harmônicos,
por outros destoados,
por peças soltas,
por outras bem juntas,
dá-se o meu todo em frações
de caros contentamentos
adornados. ( Eu)
Pesquei na TV um documentário muito interessante sobre o genial Zé Rodrix, multimusicista, compositor e publicitário que povoou o cenário musical das décadas de 60/70/80 e 90 com composições marcantes em nosso cancioneiro.
Enquanto trechos da apresentação do biografado cantando "Feira Moderna" acontecia , um desfile de cenas memoriais me borbulhava as lembranças...
" Feira moderna,
um convite sensual;
Ó telefonista,
a distância já morreu[...]"
certificando a veracidade atual do último verso: ...a distância já morreu!" Se ainda não, está bem perto disso.
O que a minha geração via como ficção científica, hoje em dia é rotina absolutamente inserida na cotidianidade a facilitar todas as comunicações e interações sociais/pessoais e profissionais. Do lugar que me encontro, rendo loas à toda tecnologia que me permite ver, falar e quase abraçar minha filha aniversariante, acompanhar as aulas de violão da outra filha e cantar junto com ela, conversar com meus netinhos amados, papear com amigas, ultrapassar as distâncias físicas e navegar solta pelas ondas da emoção, preencher contínuos mosaicos de pequenos-grandes contentamentos; compor minhas felicidades rendadas em horas modernas com desenho antigo.
"Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
dos amigos do peito e nada mais.
.........................
Eu quero uma casa no campo
onde eu possa plantar meus amigos,
meus discos, meus livros
( uma web com Wi-Fi)
e nada mais.
( Zé Rodrix)
(wi-fi zone_ google/antalya)

