que era um pobre sonhador
olhando o céu viu uma estrela
imaginou coisas de amor..."
( Herivelto Martins)
Imagino eu, a tamanha inspiração que cada pequeno grão das areias do tempo utilizou para transformar-se em brilho precioso, motivo de admiração e de disputa.
Pra mim, a intenção destes pequeninos grãos milenares não foi outra, se não a de oferecer beleza.
As pedras de tempos imemoriais são hoje monumentos da memória ancestral do planeta.
Muitas histórias e lendas envolvem as pedras em todas as suas formas naturais. Acompanham o caminhar da humanidade, testemunham o bom e o mau de cada civilização, mas elas, as pedras, permanecem intactas.
Fontes de estudos, base sedimentar, relevo, valor, estrutura, as pedras são a pele da Terra e se mostram conforme os ventos antigos as esculpiram.
As pedras também são musas. Muitos poetas as cantam em verso e prosa e, todos conhecem a poesia que as pedras inspiraram e inspiram, porém, elas também, fazem poesia. A poesia das pedras nasce espontaneamente ou por modulação humana sendo esculpidas ou montadas gerando obras de arte esplêndidas e eternas.
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" Um monte de pedras deixa de ser um monte de pedras no momento em que um único homem
o contempla, nascendo dentro dele a imagem de uma catedral.
( Exupéry)