Fatos como o que presenciei semana passada, deveriam ser comuns, deveriam suceder-se de forma natural, deveriam...
Um amável dono de uma trattoria em Búzios protagonizou o fato que aponto como sendo de causar estranheza nestes tempos de inversão de valores tão generalizada.
Um amável dono de uma trattoria em Búzios protagonizou o fato que aponto como sendo de causar estranheza nestes tempos de inversão de valores tão generalizada.
Pedimos um vinho português para acompanhar a pizza escolhida. Ele próprio selecionou sugestões para nós enquanto ia exaltando os sabores e propriedades de cada vinho apresentado; um entendido na matéria, pudera, gaúcho de nascimento.
Chegando a garrafa à mesa, fez questão de nos servir. Abriu o vinho , verteu-o em pequena dose na taça e imediatamente franziu o semblante. Pediu licença e provou o conteúdo.Desculpou-se, dizendo:
___ Estranho. Não sei o que se passa mas, esse vinho não está bom. O aroma não está característico.
Virou-se pro garçom e pediu outra garrafa, abriu, testou e aprovou -a. Só, então, nos serviu gentilmente.O cuidado demonstrado por ele nos fez fregueses assíduos de seu restaurante, o qual, sempre estava lotado todas as noites.
Creio que, como nós, outros clientes perceberam a integridade de sua postura colocando o bem-estar da clientela à frente de interesses puramente monetários.Pra mim, foi uma experiência altamente positiva acreditar na honestidade de um estranho. Anotem a recomendação quando por lá estiverem, vale muito desfrutar das delícias da casa e ter um atendimento diferenciado de inúmeros locais estrelados, mas , nem sempre merecedores de brilho.


