" Verde claro, verde escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde claro, verde escuro, imenso lençol do gramado; lá longe o palácio.Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça do trabalho[...]Mas a ele, no canto mais afastado do jardim, que a seus cuidados cabia, ninguém via.Plantando, podando, cuidando do chão, confundia-se quase com suas plantas, mimetizava-se com as estações.E se ás vezes,distraído, murmurava sozinho alguma coisa, sua voz não se entrelaçava à música distante que vinha dos salões, mas se deixava ficar por entre as folhas, sem que ninguém a viesse colher..."(M.C.)*
Um olhar de dentro, lastima o jardineiro.Um olhar de fora, exalta a distância.Qual dos olhares fariam jus ao jardineiro e ao seu jardim?Bom, pra mim, seria ver e viver todos os verdes em boa e escolhida companhia.Nem sempre os salões trazem o real colorido da vida.
Pra começo de semana, pras horas distraídas, muitos verdes e claridades em seus dias!
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Imagens: pinterest
Excerto: A mulher ramada, Marina Colassanti, in: Doze reis e a moça no labirinto do vento.
