segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Quando?



 Quando terá sido dado

um nome ao inusitado?


Quando disseram ao ar

seu nome marcado?


Quando alguém sentiu

gota a gota escorrida

na pele desprotegida?


Quando viram o clarão

alumiando o vasto chão?


Quando quiseram segurar

o rio que corria sem parar?


Quando dançaram sob a torrente

da escorrida vertente?


Quando encontraram abrigo

na pedra aberta no monte

 e dela fizeram fonte?


Quando pegaram a semente

e a afundaram na terra

úmida e latente?


Quando olhares profundos

moveram os gestos

aproximando mundos?



 *(imagem:Pinterest)

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

A vida é bela

Andei sumida...mas, andei passeando muito.

De lá pra cá, os dias passaram voando, mesmo. Juntei meus sorrisos ante cada beleza vista. Fiz ramos de todos os encantos. Guardei com emoção todos os afetos acontecidos.


Finalzinho de setembro estive em Monte Verde em companhia da amiga Norma Emiliano, que fez uma postagem bem detalhada sobre os encantos do lugar. Vale a pena conferir!







Recém-chegada das Gerais, tomei a rosa dos ventos nas mãos, pus asinhas nos pés e lá fui pro sul ver filha e netinhos.

Com o coração em festa, desfrutei por 11 dias ao lado dos meus amores. Passeamos muuuito! 

Fomos para Floripa, Praia Brava, Jurerê e balneário de Penha. Choveu todos os dias, mas não atrapalhou em nada nossos lindos passeios.







Um brinde aos momentos especiais que a vida nos concede!


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Borboletas de muitas cores


 Elas, as borboletas, estão por todos os jardins, ainda mais agora , com uma permanência a olhos vistos. Vejo que os berçários(casulo) ficaram vazios, pois, muitas delas voejam belas por aí, mesmo que por um curto tempo, mas, intenso em seu estar. 

Seus vôos enchem os olhos, enfeitam os sentidos e aquecem o coração. São mais de 17.500 espécies dentre borboletas e mariposas voando pelos canteiros do mundo. 

São adornos graciosos a anunciar a floração. O ato delicado do pousar sobre a flor é na verdade, uma degustação do sabor da flor escolhida. A borboleta usa os pés para degustar o néctar das flores. 



Além da elegância e da beleza, as borboletas têm super visão e distinguem os raios ultravioletas, invisíveis para os humanos. 


Fica então revelado que:

"O segredo é não correr atrás das borboletas...

É cuidar do jardim para que elas venham até você."

( Mário Quintana)  


Diáfana, frágil borboleta,

levando nas asas cor vivaz;

hora azul, rosa, cinza, lilás,

hora nuvem azulada,  

 prata luz da madrugada

instante breve e fugaz

sopro de vida cintilante

 que esvoaça e se vai.



domingo, 18 de setembro de 2022

Por gosto de ler



Nestes últimos dois anos e meio, tenho lido mais histórias açucaradas do que as mais densas. Estas, até que figuraram na lista  e foram lidas, mas tenho dado preferência às primeiras. Nada como um livro com história envolvente transcorrida na dose certa de romance com pitadas de suspense. Um daqueles que te coloca dentro do cenário junto com os personagens, te fazendo passar as horas como se lá fosse. Típico livro que nos prende e nos faz lamentar quando temos de parar a leitura por motivos outros.

Viram que eu me refiro a este aí da foto: "A livraria dos achados e perdidos", Susan Wiggs, que já conta com muitas resenhas em blogs literários, sinal de que faz sucesso com seus leitores. Eu, pessoalmente, gostei muitíssimo. 

Ao invés de chover no molhado fazendo uma pequena resenha a mais, transcrevo dois parágrafos como aperitivo:

"A leitura fora concluída, e uma música suave começou a sair dos alto-falantes escondidos. Então chegou a vez de Andrew. Com Natalie ao seu lado e a bengala na mão, ele foi até o pódio. Ele se virou um pouco, dizendo à neta que podia ficar de pé sozinho e deixou a bengala de lado. O mínimo que podia fazer era ficar de pé por sua filha[...]"


" Em algum lugar da vasta biblioteca do universo, como Natalie dizia, deveria existir um livro que personificava todas as coisas pelas quais ela estava passando[...]"




quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Há poesia no olhar




 Alumia o plúmbeo azul
o farol que a noite traz.
Estende seus braços
longos e afilados,
 lampejos claros
acendendo os caminhos
e as pedras do chão.


Joga sua luz amarelada
para além de onde se vê,
mostra num rasgo fugaz
o que escondido está.
Revela  faces incautas
dos que sob seu poder
se deixam alcançar.


Em dança secular 
compõe valsa suave,
rodopia nos volteios
manhosos do seu passar.
Pinta novos cenários,
por sobre terras e mares,
presença áurea a reinar.