quinta-feira, 5 de maio de 2011

Xô Tristeza !

É que ser triste dá muito trabalho...


Ando com tanta vontade de ser feliz

Aprendi que a gente não se deve acostumar com a dor,

a gente até pode, mas não deve. Como outras coisas nessa vida.

Aprendi que o primeiro clarão do sol faz as sereias irem de volta pra casa,

E que ficar de mal dura apenas até a vontade de riso.

Que saudade é um aperto bem no meio do seu sossego

E abraço é também morada pro coração.


Que carregar sonhos faz bem pra gente, mas que se esquecê-los, acontecem mais rápido

Que um sopro não apaga só uma vela. Um sopro reacende o que for pra ficar.

Que coisas pequenas ficam grandes quando olhadas com olhos de dentro.

Que sentir pouco é muito e que uma pessoa,

só uma pessoa no meio de bilhões, muda tudo.


Vou plantar um pé de bolha de sabão no meu quintal

Pra levar esse mundo dentro de uma bolha

Ou então sair por ai flutuando levinho.

Vanessa Leonardi



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Que tal agora??/??



Recentemente, terminei de ler um livro fantástico chamado “Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência”*. Nele, dentre muitos aprendizados maravilhosos, tem uma passagem que conta sobre um mestre zen que, diante de qualquer circunstância, seja ela aparentemente boa ou má, ele simplesmente pratica o estado de presença e aceitação e responde “É mesmo?”, vivendo o que há para ser vivido! Sem julgar, sem fazer ligação com o passado ou com o futuro. Simplesmente confiando na vida...

Se você reparar, pelo menos os artigos mais recentes que tenho escrito, todos terminam convergindo para a uma idéia muito semelhante: deixar a vida fluir e viver o que está aqui, agora, neste momento, para ser vivido.

Se você pensa que estou falando de uma mesma situação ou de um mesmo aprendizado, está enganado. Apenas entrei num estado de sincronicidade incrível. O que existe dentro de mim e o que existe fora de mim tem sido, dia após dia, algo indissociável. É a unicidade da vida se manifestando milagrosamente, simplesmente porque decidi, definitivamente, que tudo é exatamente como tem de ser.

“Mas, então, tudo se trata apenas de uma escolha?!?”, você poderia me perguntar. E eu responderia com toda a certeza: sim, apenas uma escolha! É exatamente do que se trata tudo o que você faz ou deixa de fazer na vida: uma escolha, seja ela consciente ou não! Isto é, quanto mais você entra em sintonia com o que há de mais verdadeiro em você, mais consciente será cada uma dessas escolhas que você faz a todo o momento.

“E é fácil?!?”, poderia ser a sua próxima... E eu não tentaria te iludir! Depende! Na maior parte das vezes, especialmente no início desta sincronicidade, não é tão fácil, já que estamos presos a padrões negativos que foram nutridos durante toda a nossa vida. Então, embora seja simples, nem sempre é fácil. No entanto, a cada dia que você tenta, a cada dia que você treina, torna-se mais fácil do que antes.

O segredo é abandonar a resistência. Toda a nossa dor, todo o nosso sofrimento está em resistir, em não aceitar, em brigar com as circunstâncias que não acontecem exatamente como esperávamos. Travamos uma briga interna a maior parte do tempo, seja com o trânsito, seja com o tempo, seja com alguém que tem um comportamento que nos incomoda, seja com um resultado insatisfatório, seja com nada. Isso mesmo! Brigamos até com o nada, com o que não acontece. Tornou-se praticamente um vício nos mantermos num estado de constante conflito com a vida!

E sabe o que é pior? Nem percebemos. Terminamos acreditando que é assim mesmo. Que o melhor da vida está justamente nesta tensão que parece nos motivar, neste amontoado de problemas a serem resolvidos. Afinal, se pensarmos bem, terminaríamos concluindo: o que seria nossa vida senão todas essas questões a serem ultrapassadas!

Que desperdício!!! Tenho descoberto, na prática, extasiada e feliz, o quanto posso relaxar, parar de fazer força, parar de brigar. O quanto é tão melhor e tão menos difícil viver o tão falado AGORA, que até então eu não havia sentido exatamente que tempo era esse...

Afinal de contas, quando pode ser a vida senão agora? Quando eu posso aproveitar senão agora? E agora, acreditem, neste instante, não há mais nada senão eu mesma escrevendo essas linhas. E agora, enquanto você lê, não há mais nada senão você lendo essas linhas.

O agora é tudo o que temos e o que somos. E quando conseguirmos não entender (porque a mente não é capaz de compreender o agora), mas viver de fato esse momento, viver de fato o agora, sem conduzir nossos pensamentos para o passado ou para o futuro e sem ficar analisando e julgando tudo o que acontece, como se fôssemos juízes do mundo e de nós mesmos, como se pudéssemos controlar o Universo, simplesmente entramos num estado de paz até então desconhecido... e sentimos o que é, finalmente, a felicidade.

Então, simplesmente relaxe os músculos, respire profundamente e se entregue, aceite o que for, o que vier. Tente, só por hoje, responder “é mesmo?” para tudo o que lhe acontecer, e veja o que acontece.

E quando a sua mente tentar te distrair com reclamações, indignações e tensões, apenas proponha a si mesmo: QUE TAL AGORA? E volte para o único tempo que realmente vale a pena ser vivido! Parece utopia, mas não é!

Por Rosana Braga
* Livro de Eckhart Tolle, Editora Sextante. O mesmo autor do também fantástico “O Poder do Agora”.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Pelas esquinas do Tempo

Os tons castanhos do outono sempre me fascinaram.
 Há não sei que afinidade, entre mim e as estações,
passa o tempo , roda a vida e em cada movimento,
vivo fases, vivo ventos!
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Acabei de chegar dum delicioso passeio por mim mesma e por outras que, iguais  a mim, ouvem os violinos outonais. Envolvida nas páginas contadas, me fiz muitas, me fiz várias mulheres em uma, eu própria.

A condução: um livro
A passagem: a leitura_Na esquina do tempo, nº50
A condutora: a autora, Glória Leão.
Segue abaixo um perfume desses prados visitados.


[ ]...Onde estaria ela agora?
Onde andaria aquela menina que foi um dia e nem mesmo ela sabia?
Esse tempo de recordações veio também cheio de questionamentos.
Teria vivido a vida que quis?
Teria sido quem sonhou ser? Era feliz?
Tinha feito seus filhos e companheiro felizes?
Era uma época delicada e ao mesmo tempo densa. Pois sentia que chegara a uma espécie de limiar.
Um portal imaginário onde teria que entrar.
O que seria dali pra frente?
Ainda teria sonhos? E o mais importante, ainda acreditava neles?
Eram questões doloridas as que se propunha a responder, nem sabia se tinha as respostas certas, nem mesmo se tinhas respostas.
Mas era um tempo enriquecedor...[ ]
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Há muito que se visitar pelas dobras destas páginas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Só o Coração...

Arte de Anne Julie Aubrey



Veio o outono em tons castanhos

e esse vento de desatino,

leva e traz em meio às folhas,

ao longe...o som de um violino.

 
Foram-se as primaveras e os verões!

Na rodopiante roda do tempo,

giram inexoráveis as estações!

 
A cada novo outono

fico mais perto de meu inverno,

caem minhas flores,

amadurecem meus frutos.

 
Só o coração...é eterno menino.

E o vento continua trazendo

perdidos em sua dobras,

pálidos acordes de violino.


 
Lenise Marques

Imagen: Borboleta-azul.blogspot






domingo, 1 de maio de 2011

Dádiva

Arte de Raphael Murió
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Fui presenteada pela querida amiga escritora e poetisa, Glorinha Leão,com um presente único;
um poema__ palavras delicadas a me traduzir gostos e sabores revelados em nossas conversas ao redor dum café quentinho.Gentileza, encantamento e magia fluem da pena desta poetisa sensível e amável.
Obriga Glorinha, por fazer-me merecedora de tal honraria.
Estou até vaidosa!
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Passem lá, meus queridos(as) e confirmem o que digo:

Tenham um lindo domingo!