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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Silêncio da Flor

Na semana da BC Teia Ambiental, trago na poesia o lamento da natureza agredida impunimente. 

Foi quando as flores não vingaram frutos:
(nos secos ramos, ressecaram tardes)
as folhas murchas despencaram pálidas
se dispersaram contornando rastros

pelos caminhos conspiravam fugas
levando marcas de uma morte lenta,
porque raízes omitiram seiva
para mante-las sempre ao caule, sempre...

mas foi da terra sim, que a morte veio
do chão que a planta ruminava nuvens,
o fio de água, transformado em lodo,
contido pela rigidez da argila.

Foi quando as folhas se acharam adubo:
(nas secas tardes, renasceram ramos)
antigas folhas inundando o caule,
imune seiva, frutos-flores, quando...

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Majela Colares
Poeta e Contista,  reside em Recife, cidade onde se deu o início de sua trajetória literária que reúne várias publicações dos estilos citados.