'Alô, Alô , marciano,
Aqui quem fala é da Terra.
Pra variar..."
Estamos em guerra desde antes dessa composição de Rita Lee aos dias de hoje.Não uma, mas várias guerras cotidianas. Revoltas sufocadas e outras declaradas contra tantas injustiças, falcatruas, desrespeitos, conspirações, tragédias anunciadas, crimes contra os direitos humanos, contra os direitos dos animais, contra o meio-ambiente e por aí segue a lista que não só parece, mas confirma-se interminável.
Por vezes me sinto nas páginas do Admirável Mundo Novo de Huxley, aturdida com os fatos, com os atos que se dizem serem de humanos.Como assim?
Dia após dia nos defrontamos com agressões contundentes contra valores e princípios que aprendemos, pelo menos em minha educação familiar, a respeitar e zelar pela sua permanência na sociedade que se quer civilizada.
Pobre civilização esta, que coisifica a pessoa humana, transgride direitos primários, despreza a vida de seus semelhantes denegrindo-lhes a própria existência em mais e mais holocaustos infames.
Mas, apesar de;sei que faço parte de uma enorme população mundial que rejeita tudo isso, grita, protesta,age e se sensibiliza com a miséria de qualquer espécie e que é capaz de ser solidária, amiga, terna e amorosa.
Capaz de se emocionar com descobertas como a do fotógrafo australiano Lincoln Harrison, que fotografou o rastro que as estrelas deixam no céu durante a rotação da Terra.
Ele acampou nas margens do lago Eppalock, no Estado de Victoria, no sudoeste do país, para fotografar.
Harrison, que tem 36 anos, diz que frequentemente permanece desde o nascer até o pôr do sol em um mesmo lugar para conseguir uma foto.
E diante dessa enorme beleza estamos nós, os eternos idealistas que comovem-se e revoltam-se na exata medida do Ser Humano.
Para os que se empenham em enfeiar a vida, deixamos a estrofe duma melodia antiga cantada por Dalva de Oliveira:
"...Não pode alcançar os astros
Quem leva a vida de rastros
Quem é poeira do chão..."
Calu
Fonte: Último Segundo(notícia)
