___ Não perca a paz de hoje com medo do dia de amanhã!Ouvi o dito e o acharia coerente se tivesse sido legendado em outro momento, em outra cidade, em outro país; não aqui, não no atual cenário de perplexidades consecutivas a que estamos sendo submetidos.São tamanhas as barbáries que nos acabrunham que torna-se impossível não perdermos a paz do dia de hoje e dos seguintes.Não detalharei os acontecimentos aos quais me refiro, pois já são de conhecimento geral e me recuso a evidenciá-los, porém não quero deixar de registrar minha total indignação frente a todos esses fatos escabrosos.Vou refazendo minha esperança buscando mostrar o que de bom ainda existe por aí e,um, ao menos um, bom movimento provoca esta Copa no Brasil: os álbuns de figurinhas.
Pra todo lado vê-se a animação de pequenos e grandes em colecionar o dito álbum.Eu sempre incentivei esta prática, embora envolva uma despesa nas mesadas, acaba por ajudar na educação financeira da criançada, que deve planejar o uso do dinheiro recebido e equilibrar suas finanças mensais, isso sem falar, na saudável integração das trocas, dos jogos de bafo, das doações, da ajuda intercambial das repetidas.
No domingo, meu filho mais novo, lembrava-se justamente disto, do quanto era divertido todo o empenho na conclusão dos álbuns, de toda negociação para a semanada esticar ou ser adiantada, da expectativa em cada pacotinho e da alegria duma página completada, isso sem falar no quanto de aprendizagem pode ser adquirida numa experiência desta, como: formar tabelas simples, calcular diferenças, leitura numérica, ética, empenho e persistência.Sabendo-se aproveitar a oportunidade, pais e professores podem aumentar ( ou suprimir) os benefícios duma atividade parecida banal, mas que traz uma bagagem de vivências que podem ser muito bem aproveitadas.
Com os eventos que se aproximam, a febre das figurinhas atacou indistintamente adultos e crianças e até levantou questões dignas de nota , como a de uma professora que afirmou esperar mais esmero na publicação por se tratar duma Copa realizada no Brasil.Outra colecionadora questiona porque não é o português o idioma predominante das ilustrações.O bom disso tudo vai sobressaindo para além do simples ato de colecionar, vai aguçando a criticidade e exigindo melhorias nos produtos oferecidos.
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Com os eventos que se aproximam, a febre das figurinhas atacou indistintamente adultos e crianças e até levantou questões dignas de nota , como a de uma professora que afirmou esperar mais esmero na publicação por se tratar duma Copa realizada no Brasil.Outra colecionadora questiona porque não é o português o idioma predominante das ilustrações.O bom disso tudo vai sobressaindo para além do simples ato de colecionar, vai aguçando a criticidade e exigindo melhorias nos produtos oferecidos.
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imagem:jornal dos esportes
