Hoje quis quedar-me no silêncio das coisas e só ater ouvidos pra natureza límpida, sábia e cíclica infestada de vida abundante, de fulgores brilhantes, de auroras e crepúsculos que bradam em cores a grandeza do viver.
Em prece me quedo. Em prece agradeço. Em prece rogo por compaixão universal.
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"Um raio
Fulgura
No espaço,
Esparso,
De luz;
E trêmulo
E puro
Se aviva,
S'esquiva,
Rutila,
Seduz!
Vem a aurora
Pressurosa
Cor de rosa
Que se cora
de carmim;
A seus raios
As estrelas,
Que eram belas,
Têm desmaios,
Já por fim.
O sol desponta
Lá no horizonte,
Doirando a fonte,
E o prado e o monte
E o céu e o mar;
E um manto belo
de vivas cores
Adorna as flores
Que entre verdores
se vê brilhar[...]"
(Estrofes do poema: Tempestade,Gonçalves Dias)
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Foto minha