Num dia como hoje em que desce do céu uma cortina longa a desfiar suas linhas de água onde o maestro inspirado deixou-se banhar de poesia clara a dançar por entre as gotas da chuva lavadeira viu-se, assim, refletido em versos que a vista alcançava e o talento expandia em música e letra, a obra imortal que nos embala.
Saltitaram cenas naquele dia,
Brotaram atos além da vista,
A vida se fez mais estendida
Ganhando desenhos na poesia.
As águas jorraram lacrimosas
E os céus lavaram a terra,
No poema a música mora
fazendo dueto pelas eras.
"É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho,
É um caco de vidro, é a vida é o sol,
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol,
É peroba do campo, é o nó da madeira,
Caingá candeia, é o matita-pereira..."



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