Ouvi , dias desses, as queixas de uma boa conhecida. Estava insatisfeita com o resultado do corte de cabelo feito num salão. Dizia não saber o porquê daquele resultado, afinal, era de seu costume cortar sempre o mesmo estilo pelas mãos do profissional de sempre. Intrigante!
Por que , às vezes, o que sempre ocorreu no ritmo desejado, desanda sem explicações? Por que, receitas testadas e aprovadas dão errado quando mais precisávamos que cumprissem o roteiro estabelecido?Por que, rotinas azeitadas começam a ranger e apontar ferrugens inéditas?
Será, por quê nos entregamos inconscientemente aos velhos e desgastados hábitos? Será, por quê nos entregamos à comodidade do já sabido e não buscamos possibilidades de inovações? O novo assusta? Creio que assusta, sim.
Ao ouvirmos uma nota desafinada em nossa sinfonia costumeira acabamos por perdermos totalmente o ritmo, ao que eu grifo o advérbio: totalmente.
Marco pra retirá-lo da frase e da ação. Perdermos o chão é viável mas, não pode ser interminável. É preciso enfrentarmos nossos medos com clareza e, reconhecermos a força interior que nos habita.
Reinventarmo-nos é ato restaurador e plenamente necessário. Espanar dos ombros o peso das tristezas e redesenhar os dias concretiza em nós a escolha pela vida bela e plena de alegrias que estão por perto esperando que as reconheçamos em cada situação.
Deixar que novos gostos, novos interesses e novas formas de agir tenham oportunidade de nos surpreender é libertador.











