quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cenas duma tarde





Ontem precisei ir ao centro da cidade, apesar dos 40¨ que fazem por aqui.Assim que resolvi meu interesse, fui pro shopping atrás de um pouco de frescor e distração e qual não foi minha grata surpresa ao encontrar esta feirinha de livros no piso central.Não era de grandes proporções, mas teve uns títulos interessantes e até alguns clássicos.Os infantis eram maioria.Comprei dois pro meu neto, Miguel, que agora está mais interessado em histórias mais extensas e eu não vou perder este momento, né? 

Aproveitei  também, pra mandar revelar as fotos da festinha de Valentina.Sim, porque sou romântica- saudosista  e curto fotos em álbuns, sequenciadas com referências e tudo mais.Tenho até um baú onde os guardo e alguns painéis de fotos pela casa, que fazem contrariedade às minhas filhas(rs).Tô até pensando em fazer uns scrapsbooks pras datas dos netinhos.

Dado o tempo necessário pra revelação, fui pegá-las na tal loja.Chegando no caixa, eu e mais outra cliente esperávamos pacientemente a atenção das duas moças encarregadas que estavam num papo pessoal interminável, ignorando-nos solenemente.Com um sorriso amarelo perguntei quem iria me atender, e elas, com visível má vontade efetuaram o pagamento.

Esta situação está cada vez mais comum no comércio em geral.De outra vez, aconteceu numa papelaria grande aqui perto.Uma senhora procurava certo produto e pediu ajuda da atendente do setor que lhe respondeu" que o produto estava naquele setor sim, bastava que ela ( a cliente), procurasse".

Impressiona, em certos casos, a completa falta de postura dos trabalhadores do comércio.Destreinados para o trato e o atendimento ao público que são o objetivo maior da função.Já entrei e sai imediatamente de lojas nas quais percebi o descaso no atendimento,como se eu estivesse incomodando os funcionários. Isto sem falar na falta de polidez entre eles próprios ao conversarem assuntos pessoais em alto e bom som e com expressões de baixo calão no ambiente de trabalho.Em supermercados isto é bastante comum, infelizmente.Por muitas vezes, procurei o gerente e apontei o acontecido sem indicar ninguém, mas ele sabe, só se finge de morto pra não se aborrecer.Pra todo lado isto está cada vez mais crescente.Nos bancos então, chega a ser calamitoso ver-se as pessoas quase pedindo socorro pra serem atendidas em seus direitos de uso na instituição.

Me considero uma cidadã polida, mas quando presencio ou sou alvo de situações assim, faço exercer os meus direitos porque sou cumpridora dos meus deveres;haja visto a conta dágua sempre paga. 
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Imagens: minhas

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Lata d'água na cabeça, lá vai..."


(conto-verdade)

O "seu" José Macuco era homem de sorte.Lavrador de ofício herdado do pai. Nasceu no roçado pendurado no colo da mãe.Já moço destemido, foi juntando todos os trocados que podia e fazendo negócios com uns pedacinhos de mato aqui e acolá.Acabou, que hoje tem um pedação de rio no quintal; aquela aguaceira toda correndo sem freio.Belezura que enche os olhos de toda gente que ali se banha.

Num dias pra trás, dona Guapiaçu, vizinha de muito, lá ia na domingueira toda lamprera com a prole mode aproveitar aquele frescor todo nestes dias de maçarico aceso lá de riba pra cá pra baixo, quando ficou besta que só, vendo uma aguinha mixa correndo do lado das pedras lisas, ardidas de sol tinindo, como ela me contou:

___Vixe, seu Eufrates, fazia tempo que num via aquele banhado tão chinfrim.Uma dó!Os meninos até que (a)proveitaram bastante, sabe como é moleque, qualquer poça tá servindo, mas eu fiquei (a)bobada com aquela mingueira d'água.É, acho que o tal defeito estufa é brabo mesmo, credoincruz! 
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E põe brabo nisso!Todo verão eu peno com a falta d'água em casa.Meu queixo já caiu, meu bom humor despencou, só não cai água na torneira. Pode?Não, não pode, mas acontece, como muitos outros fatos inexplicáveis em nossa cidade.Já decorei a gravação da concessionária de águas repetindo a mesma ladainha:" o fornecimento está prejudicado pelas baixas nos mananciais...,etc,etc,etc"A caixa de emails deles está sempre cheia e eu concorro pra isto, e nada se resolve,E eu sem água e sem conseguir carro-pipa.Detalhe: pago.A conta, esta, não falha.Chega bonitinha todo mês.Enfim, o remédio tem sido ir pra casa de um dos filhos e só voltar à noite, como de praxe.Estou pensando seriamente em fazer um estágio na aldeia indígena que se estabeleceu em Camboinhas e aprender a dança da chuva.Só os céus podem me acudir nesta secura saariana. 
Saindo do local para o global, a crise de abastecimento é realmente muito séria em toda parte do mundo.Desnecessário repetir os alertas sobre o uso irresponsável deste bem, fonte de vida pra todas as espécies.Poucas são as pessoas que fazem reaproveitamento das águas possíveis, como da chuva;o qual vou aperfeiçoar aqui em casa.
O Brasil é um dos países com maior reserva de água doce do mundo, mas se não houver aproveitamento sustentável, um dia acaba.Não é vaticínio pessimista, é real e mais provável do que muitos crêem. 
Li que as águas dos rios Tigre e Eufrates, berço da civilização sofrem há décadas secas constantes: 

"...as secas constantes na região têm fechado fazendas ao longo das margens, vêm empobrecendo os pescadores e esvaziando as cidades e vilas à beira dos rios[...]" ( oglobo.com/blogs/economiaverde). 

Dizia minha avó que a gente só se mexe quando arde na pele e eu não discordo disto.Embora os movimentos de sustentabilidade tenham cada vez mais voz, ainda necessitam de vez, frente aos poderosos chefes de estado, frente aos maus hábitos de populações inteiras, sendo que estas são acessíveis de reeducação exitosa e confirmada mundo afora, mas há ainda muito chão pedregoso a ser galgado, só espero que com uma cobertura aquífera límpida e preservada para as futuras gerações.
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Imagem: panoramio.com/cachoeira da Quizanga-rio Guapiaçu


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um aninho da minha netinha


E as meninas? Do que são feitas?

De algodão pintado
 rosa-açucarado,
de poás redondinhos
laços e canutilhos,
sorrisos de encantar,
trejeitos e manhas,
beicinhos armados,
jeitinho dengoso,
carinhos, caprichos,
beijinhos estalados,
abraços derretidos,
brejeirices sem fim
são as menininhas 
umas lindezas,
isto sim!



Neste domingo estaremos festejando o 1º aninho da minha netinha, Valentina, esta pequenininha brejeira e voluntariosa que faz da nossa vida uma alegria infinita.
Felicidades, riqueza da vovó! 
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Uma Imagem/140 caracteres-2ª Edição



(Imagem: Chica) 


Escolheu o trecho ideal,
e com a paleta nas mãos,
deu asas aos brancos 
de muitos tons.
Depois,ficou a ver os rostos 
fascinados com seus desenhos
novelados.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dia de Luz, Festa de Sol


"Pela janela do carro, pela tela, pela janela, quem é ela, quem é ela (?)..." 

São as praias da baía da Guanabara, num dia primoroso de sol translúcido, claridade vívida, natureza pulsante que não dá chance pro mau humor mesmo em trânsito lento.Então, obedeci ao convite do dia e clickei pela janela do carro as paisagens que me enfeitavam o olhar. Apreciem só! 



..."e o barquinho a navegar, no macio azul do mar[...]"
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Um dia assim, um lugar assim, nos faz sentir com profundidade a maravilha de viver e fica ainda melhor se formos aproveitar in loco e com todos os ideais que queremos nesse lazer.


(pinterest/afg73) 

Referências musicais: O Barquinho ( Ronaldo Bôscoli) 
Esquadros ( Adriana Calcanhoto) 
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Entre verdes e azuis o Green Day acontece.