sexta-feira, 1 de abril de 2011

Intensamente

Arte de Janet Hill


Tenho um instinto só meu. Gosto de viver assim, sem limites, fazendo a vida se moldar em mim.
 Brinco com o tempo, contrariando sua exatidão.

Nada pode ser sério demais. Sigo os ponteiros do meu coração. Sou de um jeito exagerado, sou o espanto por não ter na fala a pausa precisa.

Sou borboleta arisca, que arrisca,a espera da flor mais bela. Sou a cada minuto, a sugestão de um momento.

Sou sentimento, apego,carinho,a falta.
Por quanto tempo eu viver, seguirei achando que ainda não amei o suficiente.
Sou só eu mesma a todo instante.

Patty Vicensotti


quinta-feira, 31 de março de 2011

Delícias da Vida


Ontem foi um dia especial. Conheci uma nova amiga, a Glorinha.
Ao descobrirmos que somos quase vizinhas, corremos pra realizar a chamada Desvirtualização( palavra nova que aprendi com ela).

Já vínhamos nos "encontrando" nas trocas comentadas nos blogs e percebendo muitas afinidades.
Daí para a vida real foi um pulo. E que pulo feliz!

Ao redor dum café au chocolat, tagarelamos soltas e próximas como se fôssemos amigas de longa data. Sem freios, reservas ou coisa que o valha, trocamos risos, atenções, confidências, citações e até algumas banalidades femininas que compuseram o clima da ocasião.

Como acredito que coincidências não existem, mas sim conspirações fortuitas do Universo, confirmei minha crença de que almas afins se atraem e juntas aumentam a graça do viver.

Desde que juntei-me aos seguidores de seu blog, tenho nutrido enorme admiração por ela, revelada através de seus escritos. O que  dizer então, da alegria que me toma em poder afirmar que ganhei uma linda e nova amiga saída da tela do computador para uma doce realidade; a da amizade partilhada.

A tarde de ontem marcou uma forte simbologia: a de que podemos ter fé na beleza dos seres humanos.
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Glorinha,
já quero um bis feliz, minha nova amiga!
Ah, e levarei a máquina desta vez, kkkkkk!!!!

Bjinhos pra vc e para todos!
Calu

quarta-feira, 30 de março de 2011

Afinidade


A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, a distância, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmo fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavra. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade não é sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.

Afinidade é sentir, sem ter a necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber.

É mais calar do que falar. Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por, quem sente por, confunde com sofrimento. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar. Isso é afinidade.

A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele. Independente dele. A quilômetros de distância. Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.

A afinidade é singular, discreta e independente, porque não precisa do tempo para existir, por prescindir o tempo e ser a ele superior, a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente. Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós, para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes. Sensível é a afinidade.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças, conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quantos das impossibilidades vividas.

Arthur da Távola 
Imagem:net;Anne Guedes

terça-feira, 29 de março de 2011

O SEMEADOR DE ESTRELAS

 Este é mais um pequeno parque que se integra à paisagem urbana recebendo os cuidados dos afazeres diários.
A escultura a tudo assiste parecendo que a qualquer momento se juntará à moça da limpeza.
Cotidiano que a luz do dia movimenta.
Mas quando a noite chega...


traz consigo a fantasia solta na imagem refletida de um semeador de estrelas!
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Esta escultura está localizada em Kaunas, Lituânia.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Segunda é dia de Poesia



A vida é um incêndio: nela

dançamos, salamandras mágicas

Que importa restarem cinzas

se a chama foi bela e alta?

Em meio aos toros que desabam,

cantemos a canção das chamas!


Cantemos a canção da vida,

na própria luz consumida...


Mário Quintana