sábado, 10 de setembro de 2011

Pela Janela do Trem


 Embarquei no trem , recomendada com euforia, e constatei que não perdi nenhuma paisagem do caminho.
Enquanto transcorria a viagem, mais curiosa da próxima vista eu ficava, porém também receava o término daquela fantástica narrativa.



Ao início somos apresentados à Mundus, um professor de línguas antigas que após anos de magistério, larga todo seu universo certinho e vai atrás duma paixão repentina que o acaso lança em sua vida através do encontro com uma possível suicida na ponte de Berna.
Ele se encanta não pela mulher, uma portuguesa, mas pela língua e sua sonoridade.Decidido a aprofundar-se mais nesse conhecimento vai a uma livraria da cidade onde se depara com um livro do médico Amadeu de Prado, um ourives das palavras. E assim, começa de fato esta imperdível viagem física,emocional, espiritual e filosófica.

"... De mil experiências que fazemos, transcrevemos, quando muito,uma única. Entre todas as experiências silenciosas, também existem aquelas ocultas que,imperceptivelmente, conferem a nossa vida a sua forma,a sua coloração e a sua melodia."

Trem Noturno Para Lisboa, Pascal Mercier( pseudônimo de  Peter Bieri_professor de filosofia).
Estranho e belo esse não é um livro que agrade a todos(leitora:Clarissa Mattos).
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Aqui fica uma dica de leitura p/vcs.
Bjos,
Calu

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Silêncio da Flor

Na semana da BC Teia Ambiental, trago na poesia o lamento da natureza agredida impunimente. 

Foi quando as flores não vingaram frutos:
(nos secos ramos, ressecaram tardes)
as folhas murchas despencaram pálidas
se dispersaram contornando rastros

pelos caminhos conspiravam fugas
levando marcas de uma morte lenta,
porque raízes omitiram seiva
para mante-las sempre ao caule, sempre...

mas foi da terra sim, que a morte veio
do chão que a planta ruminava nuvens,
o fio de água, transformado em lodo,
contido pela rigidez da argila.

Foi quando as folhas se acharam adubo:
(nas secas tardes, renasceram ramos)
antigas folhas inundando o caule,
imune seiva, frutos-flores, quando...

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Majela Colares
Poeta e Contista,  reside em Recife, cidade onde se deu o início de sua trajetória literária que reúne várias publicações dos estilos citados.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Onde Você Prefere Estar... Teia Ambiental





...do lado de lá ou do lado de cá?














Setembro, um mês que chega e traz em seus dias a promessa da primavera. Mas tbém arrasta atrás de si todos os outros meses passados e suas mazelas, escândalos, tragédias acontecidas por aqui e no resto do mundo. Voltemos,então, à setembro que inicia e marca dias mais quentes e chuvosos,recordando-nos a nossa tropicalidade marcante. É bem verdade que chamarmos a estação que termina de inverno, salvo em algumas regiões, soa como piada para os demais povos do hemisfério norte. Vivemos desde sempre essa luminosidade solar, esse clima quente, tórrido em alto verão,que ao mesmo tempo que convida ao lazer, afugenta nos horários  altos do dia.


Pobres, daqueles que enfrentam nosso verão na rotina de seus trabalhos estafantes. Dias de um desconforto presente em que não se está adequado dentro das roupas, dentro do corpo.E, como agravante ao clima, enfrenta-se ainda a sensação térmica muitas vezes maior que a medida nos termômetros das selvas de pedra em que se transformaram as metrópoles brasileiras.


Uma providência simples e eficaz ajudaria e muito a diminuir a canícula de nossas cidades grandes. É a arborização urbana bem planejada.São visíveis e sentidos os benefícios que  a arborização traz para o espaço urbano reduzindo a incidência do sol  a pino, filtrando a luminosidade exagerada, proporcionando maior conforto térmico, pois, as altas temperaturas provocam uma maior evaporação d'água pelas folhas das árvores causando um efeito climatizador ao seu redor e ainda aumentam a umidade relativa do ar o que beneficia o bem-estar ambiental.


A própria natureza nos oferece a cada situação, soluções contidas  nas diferentes manifestações de sua própria existência!




Aqui em casa conto com o privilégio de duas amendoeiras na calçada, um flamboyant abraçado num bougainville no lado direito do jardim e uma aroeira no lado esquerdo que emoldura minha janela. Ah, e minha mascotezinha, a romãzeira do quintal próxima aos dois coqueiros.

 Essa é a vista da minha rua  a partir de minha casa.
Temos um belo  e variado arvoredo. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mulheres Paralelas e Valiosas


Começo a semana imersa no feminino.Mais aguda na essência, mais tocada no instinto.Dias de rosas cálidas, de organzas e perfumes, de mergulhos em meu eu.
Dias de roda de amigas, de enfeites e bijus, de leituras romanescas, de músicas preferidas.
Dias de infinito viver a magia de Ser Mulher!
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O Segredo das Mulheres
Stephen Kanitz 

Mulheres raciocinam em paralelo, avaliam dezenas de variáveis simultaneamente, suas conclusões são do tipo “melhor-pior” ou uma simples sensação visceral de certeza da conclusão. Por isto, dizem que as mulheres são “intuitivas”. Elas processam informação mais rapidamente, são mais abrangentes, mais holísticas. Ou seja, mulheres são paralelas, homens são seriais.


Recentemente, um estudo descobriu que as mulheres possuem 13% mais sinapses do que homens, o que compensa a diferença e muda a forma de pensar. Homens têm mais neurônios, mulheres têm mais sinapses.

Talvez seja por isto, que as mulheres conseguem cuidar de 20 coisas ao mesmo tempo. São excelentes enfermeiras, mães de 5 filhos, administradoras de equipes, administradoras de escolas, hospitais e associações, onde ninguém fica quieto um minuto. Homens adoram gerenciar planos, números e orçamentos que precisam ser obedecidos. Por serem seriais e lógicos tendem a ser arrogantes e donos da verdade, mesmo estando errados. Mulheres, por serem paralelas, sempre sofrem a incerteza da dúvida, mesmo estando certas. São inseguras sem razão. Suas conclusões são corretas, mas não seguem a lógica masculina serial. 

Homens tendem a ver tudo preto ou branco, esquerda ou direita. Mulheres tendem a ver o cinza, são muito menos dogmáticas e mais conciliatórias.

Homens arriscam um tudo ou nada com enorme facilidade, mulheres tendem a procurar a opção mais segura. Numa briga de casal, homens discutem causa e efeito. Mulheres discutem sentimentos e emoções, ambos de acordo como seus cérebros processam informações.


Um dos problemas desta teoria é que não sabemos exatamente como funciona o cérebro paralelo. A maioria dos estudos neurológicos tem sido feita em cérebros de soldados mortos em combate, não em cérebros de mulheres.

Na realidade, ambos os sexos são seriais e paralelos e o que estamos sugerindo, para uma reflexão mais aprimorada por cientistas, é que talvez os homens tendem a ser mais seriais, as mulheres tendem a ser mais paralelas. Estas características, às vezes, são descritas erroneamente como cérebro direito e cérebro esquerdo. O lado do cérebro não tem nada a ver com estas diferenças. 


A verdadeira explicação não é o lado, mas sim se está sendo processado pela parte do cérebro que é paralela, ou a parte que é serial. 

Se esta teoria for correta, e está longe de ser aceita, explicaria porque é tão difícil a comunicação entre os sexos. Homens ficam num canto falando de dinheiro, mulheres do outro falando de emoções. Para diminuir esta distância, mulheres teriam de tentar explicar suas conclusões de forma mais serial. Homens deveriam escutar mais os sentimentos (paralelos) das mulheres e falar com analogias e cenários e não com deduções lógicas.[...] 

Portanto, não são as mulheres que possuem 4 bilhões de neurônios a menos, são os homens que precisam de 4 bilhões de neurônios a mais, para processarem as mesmas informações.
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E para aumentar esse fantástico Universo Feminino, eis que chegará minha netinha,Valentina, sendo mais um presente que a vida nos dá!
Bem-vinda valiosa Valentina!

Linda semana p/ vcs!
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Valentina já ganhou seu 1º presente. Veio duma doce amiga, a Emília, madrinha do Fractais.

Obrigada miga, pelo enorme carinho em palavras e imagens!
Vc é pura doçura!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Caminho de Estrelas

'Alô, Alô , marciano,
Aqui quem fala é da Terra.
Pra variar..."
Estamos em guerra desde antes dessa composição de Rita Lee aos dias de hoje.Não uma, mas várias guerras cotidianas. Revoltas sufocadas e outras declaradas contra tantas injustiças, falcatruas, desrespeitos, conspirações, tragédias anunciadas, crimes contra os direitos humanos, contra os direitos dos animais, contra o meio-ambiente e por aí segue a lista que não só parece, mas confirma-se interminável.
Por vezes me sinto nas páginas do Admirável Mundo Novo de Huxley, aturdida com os fatos, com os atos que se dizem serem de humanos.Como assim?
Dia após dia nos defrontamos com agressões contundentes contra valores e princípios que aprendemos, pelo menos em minha educação familiar, a respeitar e zelar pela sua permanência na sociedade que se quer civilizada.
Pobre civilização esta, que coisifica a pessoa humana, transgride direitos primários, despreza a vida de seus semelhantes denegrindo-lhes a própria existência em mais e mais holocaustos infames.
Mas, apesar de;sei que faço parte de uma enorme população mundial que rejeita tudo isso, grita, protesta,age e se sensibiliza com a miséria de qualquer espécie e que é capaz de ser solidária, amiga, terna e amorosa.
Capaz de se emocionar com descobertas como a do fotógrafo australiano Lincoln Harrison, que fotografou o rastro que as estrelas deixam no céu durante a rotação da Terra. 


Cada imagem precisou de um período de 13 a 15 horas de exposição para ser capturada.
Ele acampou nas margens do lago Eppalock, no Estado de Victoria, no sudoeste do país, para fotografar.
Harrison, que tem 36 anos, diz que frequentemente permanece desde o nascer até o pôr do sol em um mesmo lugar para conseguir uma foto.
E diante dessa enorme beleza estamos nós, os eternos idealistas que comovem-se e revoltam-se na exata medida do Ser Humano. 
Para os que se empenham em enfeiar a vida, deixamos a estrofe duma melodia antiga cantada por Dalva de Oliveira:


"...Não pode alcançar os astros
Quem leva a vida de rastros
Quem é poeira do chão..."


Calu
Fonte: Último Segundo(notícia)