segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Por Uma Vida Melhor - Teia Ambiental


Continuando nosso "passeio" pelas terras de Goiás, não poderia deixar de mencionar a pamonha, iguaria feita do sumo(bagaço) do milho ralado e que é uma delícia muito apreciada.Dá um pouquinho de trabalho, mas compensa tudo em sabor.Assim como muitas outras delícias doces e salgadas que são feitas de cascas e bagaços de frutas e legumes.Contrariando paradigmas antigos, é preciso provar para acreditar nas maravilhosas possibilidades do consumo consciente dos alimentos sem nenhuma perda de valor nutricional.
Há variadas receitas ensinando o passo a passo sem maiores dificuldades.Indico, em especial, os blogs das amigas Rute_ publicarparapartilhar.blogspot.com e  Lina_ aromadecafe.blogspot.com, que dão dicas imperdíveis.

Os tempos atuais exigem uma postura mais consciente de ser e estar no mundo.Não que seja fácil abrir-se mão de hábitos e confortos já cimentados em nosso dia-a-dia, mas podemos tentar, mesmo que numa atitude pequena, porém, efetiva.

Não jogue fora as sobras
  • Aprenda a reciclar as sobras de alimentos: do feijão, faça sopa. Com arroz, cenouras cozidas, carne assada ou o que restou da bacalhoada prepare deliciosos bolinhos. Frutas azedas ou maduras demais viram compotas, geléias e recheios para bolo.
Faça o alimento durar mais
  • Verduras e legumes podem ser congelados pelo processo de branqueamento: mergulhe os vegetais em água fervente, espere que a água volte a ferver, retire do fogo e mergulhe imediatamente esses vegetais em uma vasilha de água gelada. Não confunda o branqueamento com preparação definitiva. O vegetal branqueado não está pronto, mas apenas protegido para ser guardado por mais tempo.
Prefira produtos regionais
  • Dê preferência às comidas típicas e aos ingredientes de sua região, pois estará ajudando a reduzir os custos de transporte para que um produto de outra região chegue até você e evitar as perdas causadas pela manipulação dos alimentos.
Escolha com os olhos
  • Na hora de comprar frutas, verduras e legumes, escolha com os olhos. Tocar os alimentos reduz a sua vida útil. Pegue o alimento somente depois de decidir o que vai levar. Assim, o produto será preservado por mais tempo. 
A tentativa é o movimento inicial para a realização permanente.
Tente, invente, faça diferente!

domingo, 7 de agosto de 2011

Passeando em Goiás Velho


Contei que estou em meio a muitas arrumações.Novo ciclo de vida e de espaços.Nesse mexe e revira, aproveitei e reorganizei meus próprios guardados;aqueles do baú.E, lá embaixo estavam os muitos álbuns de fotos, a nossa vida retratada desde sempre.Abri um, e me deparei com as fotos do carnaval em Goiás Velho, nos idos de 1987. A turminha mais graúda e arteira posando para a câmera do papai.Paisagens, ruas, igreja,passeios típicos duma cidade colonial do interior mas, com preciosidades distintas: a poetisa-mor, Cora Coralina, e as doceiras inigualáveis.
Foi nessa ocasião que provei pela 1ª vez o doce de limão cristalizado; dos deuses!Inesquecível!Comprovei que o velho ditado popular tem lá suas razões; é possível fazer dum limão uma limonada, mais que isso,fazer doces maravilhosos como esses. 



Arrematando esse post de gostosas saudades, busquei em Aninha, dulcíssima Cora, trechos de sua  poesia; 


Cora Coralina__ Quem é você?

..."Sendo eu mais doméstica do que intelectual,
não escrevo jamais de forma 
consciente e racionada,e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a 
consciência de ser autêntica.

... Sou mais doceira e cozinheira 
do que escritora, sendo a culinária
(no meu modo de pensar)
a mais nobre de todas as Artes;
objetiva, concreta, jamais abstrata.
A que está ligada à vida e
à saúde humana..."
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Um doce domingo p/ vcs!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Òi nóis aqui tra vez

Arte de Cécile Vallée 

Quem é de meu tempo há de se lembrar desse jingle duma propaganda que dizia mais ou menos assim:
" Se ocês pensam que nóis fumo imbora,
nóis enganamo ocês,
fingimo que fumo, mar voutermo,
òi nóis aqui tra vêz!"

Tirei da gavetinha das memórias inúteis essa daí, que nos últimos dias não me tem saído da cabeça.Como brincadeira que faz do uso incorreto da língua, mote para um recado divertido, a modinha caiu como uma luva( olha eu usando ditados de novo), para titular meus novos dias de um novo tempo que começou.
Quando guardei no baú, livros infantis, cartõezinhos de comemorações, adesivos, fitilhos, durex colorido(vá que se precise...) e otras coisitas más, achando que este ciclo de minha vida havia se encerrado até data futura, sou surpreendida por uma batida na porta. Vou abrir e encontro a garotinha de oito anos faceira e sorridente, trazida pelas mãos de meu filho e minha nora , dizendo:
___ Tia, nós agora vamos morar com você!
Escancarei a porta, um sorriso, meus braços e, feliz recebi de volta ao ninho esses três amores que logo serão quatro,em minha casa, em minha vida.
Há uma semana que arrumamos, desarrumamos, montamos,desmontamos e os espaços vão ganhando novos usos e donos.Os espaços e as horas, sim, pois, minha agenda antes folgada, está estreitinha por conta dos deveres de casa, estudos dirigidos, passeios de bicicleta no calçadão, hora do banho, almoço e colégio, ufa!
Vou hoje mesmo desentulhar meu baú. Os fitilhos,com certeza serão necessários.
E cantando Chico, que retrata melhor esse fundo musical, registro:

"...Roda mundo, roda gigante,
roda moinho, roda pião,
O tempo rodou num instante,
nas voltas do meu coração!"

Imagem:Borboleta-Azul.blogspot.com

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Uma Imagem


Viagem no espelho

Espelho, espelho meu
Diga a verdade
Quem sou eu?
Se às vezes me estilhaço
Se às vezes viro mil
Se quero mudar o mundo
Se quero mudar o rosto
Se tenho sempre na boca
Um gosto de água e de céu
Se às vezes sou tão só
Quando me viro do avesso
Se às vezes anoiteço
Em plena luz do sol
Ou então amanheço
Com vontade de voar
Espelho, espelho meu
Diga a verdade, quem sou eu?

Roseana  Murray


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Possíveis Encontros


Num minuto oportuno a gravidade os aproximou.Um desses momentos casuais ou coincidentes em que o instante sela o destino.Com o puxão dado no varal lá se foi o companheiro que dividia com ela a tarefa de segurar pelos ombros a camisa branca de colarinho, mas na pressa , ela conseguira segurar-se com toda a força que possuía e acabara ficando na corda.
Agora, um duplo impulso contando com a dona gravidade outra vez, camarada e, num empuxo que a fez deslizar varal abaixo, molhado pela chuva fina que começara há poucos instantes atrás, teve facilitada sua aproximação.
Assim, bem pertinho dele não conseguia evitar o rubor e toda vermelho-rosáceo tentou disfarçar a tremedeira que as molas desobedientes lhe impunham.
Ele, pomposo em seu verde-néon, fingia que nem a via ali, tão próxima, tão emocionada. E distraído olhava a paisagem do alto onde estava.
E ela, vendo seu sonho tornar-se realidade, mal se continha no lugar.Como esperara esse momento.Lado a lado com ele, seu amado verdinho brilhante,como o chamava carinhosamente.Não,que fosse essa a única vez que tal fato acontecia. Outras tantas havia conseguido chegar bem perto, mas a confusão do cesto era tamanha que julgava que ele nem a percebera.
Finalmente, a oportunidade se dera.Seu dia chegara e melhor que a encomenda. A sorte lhe sorria e ela saberia aproveitá-la. Achegou-se a ele ajudada pela chuva e pelo vento que começava a soprar e muito casualmente lhe falou:
___ Chuvinha fria , não é? Acho que só juntinhos conseguiremos nos firmar.


Calu