terça-feira, 31 de maio de 2011

Queridos Amigos e Amigas


"Se meu carinho eu pudesse descrever:
Embrulharia o mundo de presente pra você!"
(Patty Vicensoti) 
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Quando você vem, enche de cor o meu dia!
Calu

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cor-Ação


Meu coração é corajoso sem armas. Descobri dia desses, enquanto desenhava pensando na vida. No começo foi tudo sempre estranho, não feio. Um tal de apaga ali, rabisca daqui e apaga de novo... Dizem que só criança faz desenho da vida. Depois que a gente cresce perde o jeito, esse jeito de colorir o sentimento  numa folha em branco. Conservei essa mania dos desenhos. Tenho tudo rabiscado. Tudo enfeitado. Porque não gosto de abandonar as manias que me levam pra lugar de sonho, inventar uma primavera bem no meio do inverno. No desenho pode. Uma paisagem diferente da vida de verdade. Tem desenho que fica abandonado e feio. Triste num canto no fundo do meu armário companheiro de mudanças, herança do pai. Fica ali por uns dias, quietinho, até eu ouvir seu choro. Pedido de socorro. E lá vou eu, com minha ambulância carregada de lápis colorido fazer o desenho sorrir. Igual criança quando tá chorando e o amiguinho pega na mão e pede pra sorrir de novo.

Eu não gosto de abandono, por isso acolho. Por isso recolho e não costuro sorriso porque chorar é preciso. Porque não importa se o desenho é feio. Ou se a ferida é doída. Ou o dedo do meio foi pra mim. Eu contorno e de um jeito ou de outro, sempre tenho uma cor pra mudar a história. E na vida, a gente aprende que quanto mais a nuvem pesa e se enche de cinza, mais forte vem a chuva. Ou o choro. Sorte é ter um coração cheio de pancadas, metido em tempestades e sujeito a trovoadas. Esses sim são corações maduros de forte. Não de vez. Tenho um coração de todas as cores. Que amanhece azul e adormece vermelho ou bege ou rosa ou verde ou roxo ou...qualquer cor serve, porque quanto mais cor no coração; aprenda: MAIS COR-AGEM na vida. 

Vanessa Leonardi

domingo, 29 de maio de 2011

Na Casa das Palavras


Na casa das palavras, sonhou Helena Villagra, chegavam os poetas. As palavras, guardadas em velhos frascos de cristal, esperavam pelos poetas e se ofereciam, loucas de vontade de ser escolhidas:elas rogavam aos poetas que as olhassem, as cheirassem, as tocassem, as provassem.

 Os poetas abriam os frascos, provavam palavras com o dedo e então lambiam os lábios ou fechavam a cara. Os poetas andavam em busca de palavras que não conheciam, e também buscavam palavras que conheciam e tinham perdido.

Na casa das palavras havia um mesa de cores. Em grandes travessas as cores eram oferecidas e cada poeta se servia da cor que estava precisando;amarelo-limão ou amarelo-sol, azul do mar ou de fumaça, vermelho-lacre, vermelho-sangue, vermelho-vinho...

Eduardo Galeano(in: O livro dos Abraços)

sábado, 28 de maio de 2011

Gente


Amo  Pessoas

Pessoas comuns
de alma limpa,
coração transparente.
Amo pessoas
que mesmo diante de dores
e adversidades não perderam sua essência...
Não possuem a pretensão
de acertar sempre.
Erram,
caem,
levantam-se,
recomeçam... 
                                  quantas vezes necessário for!
                                                 
                 Arnalda Rabelo                                                  


                                 Imagem: arte de Portinari  

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Os Ramos duma Àrvore

Arte de Johanna Wrigth


Eis que voltam os ventos suaves da navegação!
Tudo correito, sincronizado ao toque e desejo expresso nas teclas.Ah, doce segurança de certeza adquirida.
Como é reconfortante termos como certas nossas premissas.E, como reagimos mal diante de frustrações, mesmo que de pouca monta como o "tilte" do Blogger.
São experiências reveladoras de nuances, que escondidas sob a mecânica diária acabam por se revelarem  ante uma dificuldade.
Então, para pensarmos melhor sobre o fato, trouxe um artigo bem pontual;

Crise e Oportunidade

 
É velha a estória de que toda crise traz consigo ruptura e oportunidade. A sabedoria chinesa (wei-chi) e grega (kairós) nos legaram isso. O curioso é que estamos permanentemente em crise, nunca satisfeitos com o que temos. Feito crianças que lutam para serem presenteadas com um brinquedo novo e o abandonam após quinze minutos de divertimento, estamos sempre descontentes. Nossas crises pessoais são diárias. Nossas empresas estão em crises constantes. Nosso país atravessa uma crise ininterrupta. Por isso, resta-nos o tempo todo a necessidade de mudar e a urgência de fazê-lo enquanto ainda nos resta tempo. O tempo é longo, mas nossos dias são breves.

Assim, aos que atravessam crises, tenho muitos desejos. Desejo-lhes primeiro o discernimento, porque é preciso separar as crises reais das imaginárias e distinguir o “mudar” do “mudar para melhor”. Desejo-lhes a flexibilidade, pois deve-se aprender a curvar-se diante da inexorabilidade dos fatos mesmo quando confrontados com os argumentos mais sólidos. Desejo-lhes a ousadia, porque é preferível tentar e arriscar a inclinar-se frente ao receio e às adversidades. Desejo-lhes a criatividade, pois o mundo solicita que se faça diferente para que se possa evoluir. Mas, sobretudo, desejo-lhes a coragem, para dominar o medo, para realizar escolhas, para abdicar da estabilidade infeliz, para combater a hesitação, para negar o que não lhes convém e para exigir o que lhes é próprio, por direito divino. Você faz o que te dá medo e ganha coragem depois. Não antes. É assim que funciona. Já disse isso antes...

Tom Coelho